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PROJETO USA CASCA DE BANANA PARA REMOVER METAIS DOS REJEITOS INDUSTRIAIS


A poluição das águas por metais pesados é algo que preocupa e está na pauta constante dos ambientalistas. Estudo desenvolvido por alunas do 3º ano do curso técnico de Controle Ambiental do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), campus Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), atesta que a casca da banana, fruta mais consumida no Brasil, é uma importante aliada nessa luta.

A pesquisa das alunas Amanda Trindade, Larissa Monteiro e Mayra Soares, com a orientação do professor Márcio Alves e a coorientação do professor Paulo Fernando Ortega, buscou verificar a eficiência da casca da banana na remoção de metais comumente encontrados em efluentes, que são os resíduos provenientes das indústrias. 


“Os métodos utilizados para o tratamento desses efluentes costumam ser caros e complexos, com isso eu e as minhas colegas queríamos testar uma forma mais simples, barata e sustentável para solucionar esse problema”, explica Larissa.

As cascas de banana foram secas ao sol, trituradas e levadas à estufa de alta temperatura até virarem pó. Larissa esclarece que foram testadas várias quantidades do pó em soluções com diferentes concentrações de cobre para identificar o nível de adsorção, ou seja, a capacidade de o pó reter as partículas sólidas do metal.

A ideia surgiu após as alunas perceberem, em decorrência das matérias estudadas no curso, que a grande geração de resíduos ocasionada pelo desenvolvimento industrial, na maioria das vezes, não recebe tratamento correto antes de ser descartado.  

“Decidimos encontrar uma maneira realmente útil e aplicável para limpar essa água. Começamos a pesquisar alguns estudos alternativos, reunimos alguns e então fomos criar nosso próprio método”, explica Mayra. 

Segundo a aluna, devido ao sucesso das pesquisas, os orientadores decidiram ampliar o projeto. 

“Estamos, neste momento, testando o pó de banana para saber melhor sobre sua capacidade adsorvedora de forma mais abrangente e pretendemos em breve testar com diversos metais”.

“Esse tipo de pesquisa é muito importante, pois traz alternativas para o tratamento dos efluentes que contaminam o meio ambiente, além de ter uma grande importância social, visto que é uma alternativa que pode ser implantada em cidades pequenas e periféricas que sofrem com a problemática de águas contaminadas por metais devido à mineração e tratamentos não adequados”, garante Larissa.

De acordo com a Associação SOS Mata Atlântica, a qualidade da água sofre interferências decorrentes dos usos do solo, da conservação ou degradação da floresta, do clima e das atividades econômicas existentes na região da sua bacia hidrográfica. 

Atualmente, segundo pesquisas das alunas de Contagem, as indústrias são responsáveis pela maior parte da contaminação do meio ambiente por metais pesados.

META
O trabalho “Química verde: casca de banana para remoção de metais de efluentes” foi o ganhador do primeiro lugar geral da Mostra Específica de Trabalhos e Aplicações (META) 2018 campus Contagem. 

A META aconteceu de 10 a 14 de setembro nos campi do interior e está sendo realizada de 15 a 19 de outubro em Belo Horizonte (campus I). A feira divulga, desde 1978, para a comunidade interna e externa, os trabalhos desenvolvidos por alunos e ex-alunos orientados por professores ou servidores.

com assessoria

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