sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

COVID-19: PESQUISADOR ANALISA PARÂMETROS DE SAÚDE NAS CIDADES ONDE HÁ CAMPUS UNIFAL-MG

Professor Sinézio Silva

Diante da explosão de casos de covid-19 causados pela variante Ômicron e após 56 semanas acompanhando os parâmetros de saúde e evolução da doença no estado de Minas Gerais e na região, o grupo de pesquisa liderado pelo epidemiologista e professor Sinézio Inácio da Silva Júnior, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da UNIFAL-MG, anunciou com propriedade na edição desta semana: “O Brasil vive a maior escalada de casos de covid-19 de toda a pandemia.”

A angústia de se deparar com mais um período de aumento de casos traz muitos questionamentos, sobretudo, por ameaçar a normalidade de atividades, como das próprias instituições de ensino superior, que já se preparavam para o retorno de parte das atividades presenciais e começam a adiar ou readaptar o retorno, devido aos riscos da transmissão comunitária.

Será que o cenário epidemiológico da covid-19 em 2022 será melhor que nos últimos dois anos? Qual é a situação nas cidades de Alfenas, Poços de Caldas e Varginha, nas quais a UNIFAL-MG tem campi?

Na opinião do professor Sinézio Silva, o cenário de 2022 apresenta algumas características diferentes do que foi vivenciado nos últimos dois anos. Segundo ele, embora haja predominância da variante Ômicron, que é altamente transmissível, já existem experimentos de laboratório que apontam sintomas menos graves da infecção. Mesmo que os pesquisadores necessitem aprofundar os conhecimentos, a cobertura vacinal tem sido importante para as observações clínicas.

“Nos últimos dois anos, nós não tínhamos no primeiro ano a vacina e não tínhamos tido tempo de acumular uma população vacinada no nível que nós estamos. É preciso comparar o efeito da Ômicron entre diferentes idades e nessas idades, a pessoa vacinada e a não vacinada”, diz, afirmando que há indicativos de que a Ômicron cause manifestações patológicas menos graves.

O pesquisador observa que é preciso ponderar, no entanto, o fato de que a variante Ômicron é mais transmissível e resistente à defesa criada pela vacina e por quem já pegou a infecção de outras variantes. 

“A variante Ômicron tem o tal do escape imunológico, ou seja, em relação às defesas criadas por pessoas vacinadas e que já teve a doença por outras variantes, ela resiste melhor, por isso, as vacinas não estão sendo tão efetivas em conter novos casos, mas as vacinas estão sendo muito importantes para evitar mortes e um volume de internações que aconteceu nesses últimos dois anos”, constata.

Para o epidemiologista, ainda que a variável possa produzir casos menos graves e as pessoas infectadas terem que se afastar do trabalho, o que compromete a rotina de atividades, o contexto indica que não teremos que conviver com alto número de internações e óbitos. “Sem dúvida nenhuma, apesar desse grande número de casos, pelo menos no curto e médio prazo, o cenário vai ser melhor”, afirma.

Após ao que chama de “curto e médio prazo”, o pesquisador acredita que é possível vislumbrar dois cenários: um otimista e outro pessimista. Na interpretação otimista, pela lógica evolutiva, a longo prazo a pandemia seria controlada. “Seria uma variante que, somada a outras contaminações e infecções por outras variantes, mais a população vacinada, mais as infecções que ela está criando, ajudaria casos já acontecidos e acontecendo de pessoas vacinadas a produzir uma imunidade coletiva”, calcula.

Já a visão pessimista seria o surgimento de outras variantes com ritmo acelerado de casos. “Se o mundo deixar acontecer um grande número de casos, isso aumenta a probabilidade de outras variantes surgirem, com grande ritmo de contágio e trazer mais preocupação”, explica, afirmando ser particularmente propenso a acreditar na visão mais otimista, porém alertando que é preciso ter prudência.

“Se pegarmos o Reino Unido e a Espanha como exemplo, eles chegaram a dois meses de aceleração de pandemia, desde que a curva começou a subir, chegaram em uma média móvel de novos casos, três vezes maior do que a maior média móvel de casos registrada ao longo do histórico da pandemia. Então, pelo menos dois meses é de se esperar que esses casos vão continuar altos e que para voltarem aos níveis que tínhamos, nós podemos demorar mais um ou dois meses”, avalia.

O que apontam os indicadores em relação à Alfenas, Poços de Caldas e Varginha

Conforme o epidemiologista, os indicadores básicos para serem analisados em uma situação epidemiológica é o número de mortes e o número de casos, dos quais se derivam as taxas de mortalidade, de mortalidade entre os doentes — também chamada de letalidade —, e a de incidência, que é o número de casos em relação à população.

Pelo fato de a covid-19 ser uma doença infecciosa e de curta duração, o grupo de pesquisa coordenado pelo professor e responsável pela divulgação semanal dos boletins epidemiológicos utiliza “incidência acumulada” em vez de taxa de incidência.

“Entre os 10 municípios mais populosos do Sul de Minas, entre os quais se encontram Alfenas, Poços e Varginha, em termos de porcentagem de casos na população, Alfenas tem 14,9%, ou seja, a cada 100 habitantes na população de Alfenas, temos quase 15 casos registrados. Isso faz com que Alfenas esteja em 2º lugar na região”, explica. Varginha tem 14,1% e Poços de Caldas tem 9% de casos registrados em relação à população.

Atualmente, o primeiro lugar é ocupado por Pouso Alegre, seguido por Alfenas, Varginha, Três Pontas, Itajubá, Passos, São Sebastião do Paraíso, Lavras e Poços de Caldas.

O epidemiologista mostra que se o Sul de Minas tem hoje 11,7% de incidência acumulada, o que significa que a cada 100 habitantes na região, 12 casos de covid-19 são identificados, a incidência acumulada de Alfenas e de Varginha é maior do que a do Sul de Minas e a incidência de Poços é menor.

“Esse indicador mostra a força da circulação do vírus ou o ritmo do contágio na população. Então nós podemos dizer que das três cidades em que nós temos campus da UNIFAL-MG, Poços de Caldas é aquela que tem o menor ritmo de contágio, abaixo inclusive do Sul de Minas. Alfenas e Varginha estão muito semelhantes. Isso é importante porque na hora de se optar, por exemplo, por voltar a atividades presenciais de universidades, é preciso levar isso em conta”, analisa.

Para exemplificar, o professor explica que, se Alfenas tem em torno de 80 mil habitantes, Poços de Caldas, 167 mil, e Varginha, 140 mil, é possível especular o impacto da volta às aulas nessas cidades. De acordo com ele, do ponto de vista epidemiológico, o impacto pode ser maior em Alfenas considerando o número de habitantes e o ritmo de contágio.

“O impacto que a UNIFAL-MG tem em aumentar o potencial de contágio e de aumentar a incidência no município de Alfenas, pela volta dessa população de estudantes e, especialmente, porque Alfenas tem um ritmo de contágio que está maior do que o do Sul de Minas, é mais prejudicial e de maior risco do que a volta dos nossos universitários para Varginha e especialmente Poços de Caldas”, constata, apontando que em comparação com 154 municípios do Sul de Minas, Alfenas tem a 17ª maior incidência acumulada; Varginha tem a 24ª maior e Poços de Caldas, a 109ª incidência acumulada.

Em relação à taxa de mortalidade, o epidemiologista chama a atenção para o indicador de Poços de Caldas. Se no que se refere à incidência acumulada, Poços de Caldas registra um ritmo menor de contágio, na taxa de mortalidade o número supera o da região. “No Sul de Minas, hoje nós temos para cada 100 mil habitantes, 269 óbitos por covid-19. Em Poços de Caldas esse valor é 304; em Alfenas 271. Muito semelhante ao valor do Sul de Minas; e em Varginha 260, um pouco abaixo do Sul de Minas”, aponta.

Segundo o professor, é preciso se atentar para a proporção de população idosa no perfil demográfico de Poços de Caldas, que é significativamente maior que em Alfenas e Varginha. Se entre a população idosa, existe maior risco de morte, municípios com maior proporção de idosos tendem a ter uma taxa de mortalidade também maior.

Quanto ao indicador de letalidade, que aponta o número de mortes em relação aos doentes, para cada 100 doentes de covid-19, o Sul de Minas registra 2,3%. Em Poços de Caldas, esse número vai para 3,4%, o que segundo o professor Sinézio Silva, pode estar influenciado pelo número maior de idosos na cidade. Em Varginha, o percentual é de 1,9 e em Alfenas, 1,8, o que fica um pouco abaixo do índice da região que é 2,4%. “Em Alfenas, de cada 100 doentes, registramos quase duas mortes. Em Varginha, de cada 100 doentes, quase duas mortes e em Poços de Caldas, de cada 100 doentes, aproximadamente 3 mortes.”

A leitura feita pelo epidemiologista é que se um município apresenta uma letalidade menor, pode-se considerar que a qualidade da medicina intensiva está influenciando positivamente, que é o caso de Alfenas, por exemplo.

Sobre os indicadores de internações e óbitos, Prof. Sinézio Silva detalha que no Sul de Minas, o índice de internações está em 7%, o que significa que, de cada 100 casos, há registros de sete internações. Já o índice de óbito por internação (número de óbitos em relação ao número de internações) o Sul de Minas registra 30% — de cada 100 internações, acontecem 30 óbitos.

A cidade de Alfenas apresenta um pouco menos do que o Sul de Minas, em relação a número de internações por caso. “O Sul de Minas tem 7% de internação por caso, Alfenas tem 6%; Poços de Caldas têm 11%, então em Alfenas ao longo de toda a pandemia, de cada 100 casos, registramos seis internações. Em Poços de Caldas, de cada 100 casos, considerada toda a pandemia, registrou-se 11 internações; e em Varginha, de cada 100 casos, considerando toda a pandemia, nós registramos oito internações. Nesse indicador, por exemplo, Alfenas está um pouco melhor”, indica.

No que diz respeito ao índice de óbitos, que no Sul de Minas é 30%, Alfenas também registra 30%, Poços de Caldas, 29%, e Varginha, 23%. “Nós estamos acumulando dados em número, porque a Ômicron foi predominante em 100% das amostras genotipadas em Minas Gerais pela Secretaria Estadual de Saúde na última semana de 2021. Quando começamos a observar a curva, nós começamos a subir essa curva lá pelo dia 28 de dezembro, então nós temos aí uns 14 dias, que é um número interessante para analisar a pandemia”, diz.

Fechando a análise, o epidemiologista comenta que nesse período de alta da variante Ômicron, os pesquisadores observam que para cada 100 casos, associam-se de uma a duas internações, o que demonstra uma proporção três vezes menor de internação, porém, a situação pode mudar se houver muitos casos.

“Menor percentual de internados está acontecendo em relação aos casos; só que se tiver muitos casos nós podemos ter muita internação e com muita internação, e aí tem o problema dos surtos de gripe também pela variante H3N2 Darwin, nós podemos ter de novo uma superlotação nos hospitais e a própria qualidade do atendimento fica complicada, isso se soma a profissionais que podem estar afastados pela doença e por esses motivos a morte por covid-19 pode aumentar”, alerta. “A epidemia se controla evitando casos novos”, conclui.

Professor Sinézio Silva é coordenador dos projetos “Perfil Epidemiológico e Indicadores de Saúde (Indcovid)” e “Informação sobre covid-19 para a comunidade (Infocovid)”.

Acompanhe todos boletins epidemiológicos aqui.

*da assessoria da UNIFAL-MG 

NÚCLEO DE PRÁTICA DA UFLA JURÍDICA RETOMA ATIVIDADES EM JANEIRO

Departamento de Direito da UFLA

O Núcleo de Prática Jurídica do curso de Direito da Universidade Federal de Lavras (UFLA) retomará as atividades a partir de janeiro. 

O núcleo presta serviço de atendimento jurídico à comunidade lavrense e região. Enquanto o trabalho remoto for necessário, os atendimentos irão ocorrer apenas nas áreas cível e trabalhista, via WhatsApp ou Google Meet. 

Os atendimentos na área Penal retornarão tão logo as atividades presenciais sejam autorizadas. Interessados deverão entrar em contato por WhatsApp (35) 9 9272-0139, de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h, ou pelo e-mail: npj.direito@ufla.br.

PREFEITURAS DE MINAS PODEM RECORRER AO SERVIÇO VOLUNTÁRIO DE PROFISSIONAIS TÉCNICOS

Cadastro realizado pelo Crea-MG tem o intuito de apoiar as cidades no enfrentamento às consequências das chuvas que atingem Minas Gerais

Com o objetivo de apoiar as prefeituras no enfrentamento às consequências das chuvas que assolam Minas Gerais, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) está cadastrando profissionais voluntários para prestar assistência técnica. Para isto, os interessados em ajudar precisam preencher o formulário no portal do Conselho. A partir dos cadastros, será formado um banco de dados, classificado por especialidade, para ser repassado às prefeituras que necessitarem e procurarem pelo Crea-MG.

Até o momento, mais de 220 profissionais de 70 cidades se cadastraram para o trabalho voluntário. Além de Minas, profissionais da Bahia, Maceió, Rio De Janeiro, Goiás, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal se dispuseram a ajudar. O Crea-MG vai repassar aos profissionais voluntários uma ajuda de custo de R$ 196,31 por dia de apoio técnico prestado. Já a prefeitura fica responsável por transportar ou arcar com o deslocamento do profissional até a área onde as atividades serão executadas.

Assistência técnica - Os impactos do grande volume de chuvas nos últimos dias incluem alagamentos, destruição dos sistemas de drenagem, queda de contenções, queda de barreiras e desabamentos de edificações. De acordo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), até o dia 13 de janeiro, 374 municípios estavam em situação de emergência, além de diversos pontos de interdição em estradas. O presidente do Crea-MG, engenheiro civil Lucio Fernando Borges, ressalta a necessidade do conhecimento técnico de profissionais da engenharia, da agronomia e das geociências para o atendimento e soluções emergenciais dessas questões. “É muito importante a contribuição do profissional nesta iniciativa para levar o apoio técnico necessário às prefeituras mineiras, neste momento difícil que muitas pessoas estão enfrentando”, destacou.

As prefeituras que precisarem do apoio podem solicitar o contato de profissionais técnicos voluntários pelo e-mail presidencia@crea-mg.org.br. Para receber o auxílio do Crea-MG, o profissional deve, após prestar o serviço solicitado pela prefeitura, enviar para o mesmo e-mail presidencia@crea-mg.org.br o nome completo, número da conta, além da declaração do município.

Serviço
• Profissional, para se cadastrar, acesse: https://bit.ly/profissionalvoluntário
• Prefeitura, para solicitar profissionais técnicos voluntários, envie e-mail: presidencia@crea-mg.org.br.
• Em caso de dúvidas entre em contato com o Crea-MG: http://www.crea-mg.org.br/fale-conosco

25ª MOSTRA TIRADENTES ANUNCIA PROTOCOLOS SANITÁRIOS E ADEQUAÇÕES PARA PROGRAMAÇÃO PRESENCIAL

Protocolos sanitários e adequações para programação presencial

A 25a Mostra de Cinema Tiradentes, no Campo das Vertentes, será realizada de 21 a 29 de janeiro de 2022, em formato online e presencial. O evento obteve o Selo Evento Seguro junto à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e seguirá o protocolo sanitário do Programa Minas Consciente, o qual orienta a adoção de medidas de higiene e de distanciamento como as principais armas para o enfrentamento ao contágio por Covid-19, enquanto a imunização não estiver difundida na sociedade.

Informamos que a programação do evento, bem como a sua estrutura e instalações foram adequadas para evitar aglomeração de pessoas e foram submetidas e aprovadas pelos órgãos competentes do município de Tiradentes e do Governo de Minas Gerais.

PROGRAMAÇÃO | ADOÇÃO DE MEDIDAS

  1. Não haverá programação de shows
  1. Não haverá o Cortejo da Arte
  1. A programação online do evento acontece na plataforma oficial - mostratiradentes.com.br e pode ser acessada gratuitamente.
  1. A programação presencial acontece em três espaços da cidade:
  • Largo das Forras- instalação do Cine-Praça, Rádio CBMM, Exposição, Praça de Convivência Turma do Pipoca
  • Largo da Rodoviária- instalação do Cine-Tenda,  Cine-Lounge, Exposição,  Cine-Café e Cine-Loja
  • Centro Cultural Yves Alves- sede do evento, instalação do Cine-Teatro, Exposição, Secretaria do evento, Sala de Coordenação  e Logística, Sala de Imprensa e Cine-Loja
  1. A ocupação das plateias dos cinemas  serão reduzidas  em 50%, ou seja:
  • Cine-Tenda-  capacidade 600 lugares para ocupação de 300 lugares
  • Cine- Praça-  capacidade de 700 lugares para ocupação de 350 lugares
  • Cine-Teatro-  capacidade de 120 lugares para ocupação de 60 lugares
  • Cine-Lounge- capacidade para 1.050 pessoas para atender 525 pessoas
  1. Será obrigatório o uso de máscaras de todo o público em todas as dependências e programação do evento.
  1. A organização do evento disponibilizará álcool gel nas dependências e entradas do evento.
  1.  No Cine-Tenda , Cine-Lounge e cine-Teatro haverá controle de entrada e saída do público.
  1. Serão distribuídas senhas com 45 (quarenta e cinco) minutos de antecedênciapara ter  acesso às sessões de cinema do Cine-Tenda e do Cine-Teatro e 30 (trinta) minutos de antecedência para ter acessoaos debates do Cine-Teatro.
  1. Não será permitida a entrada de bebidas e comidas nas salas de cinema - Cine-Tenda e Cine-Teatro.
  1. Ao final de cada sessão de cinema (Cine-Tenda e Cine-Teatro) e dos debates (Cine-Teatro) ,  o público deverá se retirar para higienização do espaço.
  1. Atividades que serão transmitidas ao vivo pela plataforma do evento e que você pode assistir gratuitamente do local que estiver  no endereço eletrônico - mostratiradentes.com.br.
  • Abertura oficial
  • Debates Conceituais e temáticos
  • Rodas de Conversa
  • Encerramento/Premiação

ÍNDICE DA CESTA BÁSICA TEM QUEDA DE 0,74% EM SÃO LOURENÇO NO MÊS DE JANEIRO


O Índice da Cesta Básica de São Lourenço (ICB – FUSAL/UNIS) teve uma queda de -0,74% no mês de janeiro de 2022 em comparação com dezembro de 2021, sendo o segundo mês consecutivo de diminuição no indicador. No entanto, cabe destacar que desde o início da pesquisa em março de 2021 o índice acumula alta de 10,40%.

O levantamento ocorre através da coleta dos preços de 13 produtos componentes da cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, usando a metodologia adotada nacionalmente pelo DIEESE.

Nesta primeira pesquisa do ano de 2022 ficou evidenciado que o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de São Lourenço é de R$592,01, correspondendo a 58,18% do salário mínimo líquido. Sendo assim, o trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 118 horas e 24 minutos por mês para adquirir essa cesta. É possível notar que desde o mês de setembro, quando houve uma forte alta no índice, o valor da cesta básica se manteve estável e em um patamar bem elevado, consumindo uma grande fatia do salário mínimo líquido.

No período de dezembro de 2021 a janeiro de 2022, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em São Lourenço, oito apresentaram alta dos preços médios: batata, leite integral, manteiga, feijão carioquinha, óleo de soja, açúcar refinado, arroz e café em pó. Um produto manteve o preço médio inalterado: o pão francês. E quatro produtos apresentaram queda nos preços: banana, carne bovina, tomate e farinha de trigo.

Como já salientado, desde o mês de setembro o valor da cesta básica em São Lourenço se estabilizou em um patamar bem alto e mesmo as diminuições ocorridas em alguns meses não trouxeram alívio para o trabalhador assalariado. A continuidade da entressafra dos hortifrutigranjeiros pode trazer novos aumentos no índice no curto prazo a depender do comportamento da oferta dos demais produtos, visto que a demanda dos consumidores continua desaquecida. Reforçamos mais uma vez a importância dos consumidores estarem atentos às possibilidades de substituição de produtos e marcas visando minimizar o impacto dos preços dos alimentos no orçamento doméstico.

A pesquisa completa pode ser acessada clicando aqui.