sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

BANCO DE ALIMENTOS DE DIVINÓPOLIS DOA 5 TONELADAS EM PRODUTOS NO MÊS DE JANEIRO


O Banco de Alimentos, iniciativa da Secretaria Municipal de Agronegócios (Semag), da Prefeitura de Divinópolis, no Centro-Oeste do Estado doou no mês de janeiro quase cinco toneladas. Todo final de mês, é realizada a prestação de contas, informando a quantidade de alimentos recebidos e doados, disponibilizada no site da prefeitura.

De acordo com o balanço realizado no final de 2019, foram doadas quase 47 toneladas de alimentos. O programa contribui com a promoção do direito humano à alimentação adequada atendendo famílias em situação de vulnerabilidade. As doações de supermercados, varejistas, sacolões, produtores rurais e demais bancos, que compõem a rede metropolitana de bancos de alimentos, são destinadas para 26 instituições sócio assistenciais. 

O secretário municipal de Agricultura, Hilton de Aguiar, reforça a relevância do banco para o município. “Nossa missão é garantir a segurança alimentar daqueles que estão em situação de vulnerabilidade social e nutricional, e mais que isso, ajudamos a combater o desperdício”, conta. 

A coordenadora de Agricultura e Banco de Alimentos, Cláudia Santana, reforça que os produtos, apesar de não possuírem valor comercial, podem ser aproveitados. “Há todo um processo antes da distribuição dos alimentos. Eles passam por triagem, higienização, e todos os produtos que não estão aptos para consumo humano são separados e enviados a produtores rurais para alimentação animal ou viram adubo”, destaca. 

O Banco de Alimentos é um equipamento público que integra rede operacional do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).

Quem desejar ser um doador pode entrar em contato com o Banco de Alimentos por meio do telefone: (37) 3213-6973 ou no e-mail: bancodealimentos@divinopolis.gov.br. Podem ser doados: frutas, legumes e verduras; frios e laticínios; grãos e cereais; enlatados e conservas; pães e massas; carnes e derivados; materiais de higiene pessoal e limpeza.

APÓS O CARNAVAL, UFLA RECEBE NOVOS ESTUDANTES

Vista parcial do campus da UFLA, tendo ao fundo o município de Lavras

A Universidade Federal de Lavras (UFLA) realiza, após o período de Carnaval, entre os dias 27 e 29 de fevereiro a recepção dos calouros 2020/1. As atividades promovidas pela Pró-reitoria de Graduação (PRG) buscam integrar os novos estudantes e apresentar as estruturas dos cursos e da universidade.

No primeiro dia, às 16h, será realizado o encontro com o reitor da UFLA, no Espaço Multiuso, localizado na Avenida Norte. O credenciamento tem início às 15h. No dia 28 de fevereiro, os novos estudantes se reúnem com a coordenação dos cursos, em horários definidos na programação, oportunidade em que receberão o kit calouro. 

No sábado, 29 de fevereiro, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) recepciona os novos estudantes no Centro de Integração Universitária (Ciuni) às 13h.


Reflexos na economia local
Para mensurar o impacto da Universidade Federal de Lavras (UFLA) na cidade, Wendel de Souza Pernambucano realizou a sua pesquisa de mestrado sobre o desenvolvimento econômico local, mostrando as evidências da participação da Universidade na economia e finanças públicas de Lavras. A dissertação teve como orientação a professora Eloísa Helena de Souza Cabral, do Programa de Pós-Graduação do Mestrado Profissional em Administração Pública, e o professor João Batista Rezende, da Fundação João Pinheiro (FJP).

De acordo com a pesquisa, em 2007, foi repassado para Lavras R$ 0,21 milhões, representando 2,84% do ISSQN arrecadado naquele ano. Já em 2016, o montante foi de R$ 1,78 milhões, o que significou 12,17% do tributo arrecadado. Wendel relata que os montantes gastos pela UFLA com terceirização e serviços prestados por pessoa jurídica praticamente triplicaram em 10 anos. Com a terceirização, foram gastos R$ 6,16 milhões, em 2007, e chegou a R$ 20,95 milhões, em 2016, e com as despesas de serviços prestados por pessoa jurídica, em 2007, o montante foi de R$ 10,96 milhões e, em 2015, R$ 34,54 milhões. Já no que diz respeito aos valores envolvidos com obras, o montante subiu de R$ 6,06 milhões, em 2007, para R$ 37,78 milhões, em 2016, representando um aumento de mais de 600%.

Além disso, segundo Wendel, de 2007 a 2016, os valores das despesas com “Pessoal e encargos sociais” e “Custeio” praticamente dobraram, (de R$ 119,27 para R$ 242,30 milhões e de R$ 35,59 para R$ 68,08 milhões, respectivamente). Já os investimentos quadriplicaram, de R$ 9,30 para R$ 42,83 milhões. 

Segundo a pesquisa, enquanto os recursos movimentados pela UFLA cresceram de R$ 164,16 para R$ 353,21 milhões, de 2007 a 2016, representando um aumento de 215,16%, a receita realizada pelo município de Lavras cresceu de R$ 170,88 para R$ 241,82 milhões, no mesmo período, ou seja, 141,52%. Considerando esses percentuais no período da pesquisa, o montante movimentado pela UFLA apresentou crescimento 73,64% maior que o crescimento da receita realizada do município de Lavras.

Com exceção de 2007 e 2008, os recursos movimentados pela UFLA foram maiores que o total arrecadado pelo município de Lavras, ou seja, a UFLA sozinha possuiu uma receita maior que todo o município de Lavras. Em 2015, foi 69,56% maior do que toda a arrecadação municipal.

Contudo, Wendel destaca que ao observar o valor total de pagamentos realizados pela UFLA (dentro e fora de Lavras), uma considerável fatia dos pagamentos foram realizados a empresas do município de Lavras, isso representa um significativo aporte à economia, pois tais valores se traduziram em receitas para empresas e pessoas físicas locais, uma vez que 2008 foi o ano com maior montante de pagamentos em prol de empresas e prestadores de serviços sediados no município de Lavras. 

Do total de pagamentos realizados no referido ano pela UFLA com custeio e investimento (R$ 182,30 milhões), 10,62% (R$ 19,36 milhões) ficou no município de Lavras. Além disso, em 2015, a administração pública era a atividade econômica que mais empregava no município, ou seja, era responsável por 10,7% do total de empregos em Lavras.

AMBEV VAI TRANSFORMAR LIXO DO CARNAVAL DE RUA DE BELO HORIZONTE EM LIXEIRAS PARA A CIDADE

Operação em parceria com a ANCAT irá envolver 405 catadores de material reciclável em BH ao longo do feriado. Cerca de 3,8 milhões de foliões que circularão pelos blocos da capital mineira serão impactados

Fevereiro é mês de festa, bebida gelada e Carnaval. Mas essa época do ano perde sua beleza com o lixo deixado nas ruas depois que os blocos passam. Pensando nisso, uma das maiores patrocinadoras do Carnaval de rua, a Ambev se uniu à Associação Nacional de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT), uma parceira de longa data da companhia, para recolher o lixo dos blocos de Belo Horizonte. 

Durante os dias oficiais de festa, além do período pós folia, a companhia vai ajudar os foliões mineiros a terem um Carnaval mais limpo. Cerca de 3,8 milhões que circularão pelos blocos da cidade serão impactados. Além de Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife também terão ações no Carnaval de rua. Ao todo, 26 milhões de foliões das cinco cidades vão ser impactados.

Com o lixo coletado nos maiores blocos de rua dessas cidades pelos catadores e catadoras mobilizados, a Ambev irá reciclar todo os resíduos coletados e com parte deles irá produzir lixeiras para serem instaladas nessas cidades, deixando um legado positivo e sustentável para os cidadãos após a folia.

“Queremos ter um Carnaval cada vez mais sustentável e também ajudar na conscientização dos foliões. Por isso, decidimos nos unir a parceiros para fazer uma ação inédita de limpeza que vai recolher todo o tipo de material reciclável: vidro, plástico, papelão, latas, mesmo que sejam de marcas concorrentes”, conta Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de Sustentabilidade e Suprimentos da Cervejaria Ambev. “A gente sabe que uma única ação não traz todas as soluções de que precisamos. Também temos consciência de que não vamos vencer esse desafio sozinhos; daí a iniciativa de convidar a ANCAT, a MAP, a Boomerang e outros parceiros para se juntarem conosco nessa tarefa, que é de todos nós – empresas, associações, foliões, sociedade e governo”, acrescenta.

Para a ação em Belo Horizonte, serão mobilizados 405 catadores e catadoras de material reciclável, que irão recolher o lixo de seus maiores blocos. Eles receberão uma renda fixa por dia de trabalho, além de remuneração extra pela quantidade e tipo de materiais recolhidos. 

“Junto com a ANCAT, estamos pensando em uma estrutura para facilitar o trabalho do catador e garantir que o lixo seja recolhido. Por isso, além da remuneração fixa, vamos garantir a compra de todos os materiais a um preço superior ao padrão de venda, já que estaremos mais próximos dos catadores, reduzindo o número de intermediários”, conclui Figueiredo.

Todos os parceiros na coleta receberão EPIs (Equipamento de Proteção Individual), sacos apropriados para coleta e contarão com pontos de apoio com hidratação e banheiros. Todo o lixo reciclável recolhido será encaminhado para uma das 45 centrais de coleta espalhadas estrategicamente pelas cidades. Nas centrais, os materiais serão recebidos, separados e destinados para a reciclagem.

“Nosso trabalho com a Ambev começou há mais de dois anos e essa parceria é muito importante para um mundo mais sustentável e para o desenvolvimento social de milhares de famílias de catadores e catadoras. O que a Ambev está fazendo é muito inovador e grandioso. Vamos fazer história neste Carnaval e ajudar a termos uma festa ainda mais colaborativa, de preferência com outras empresas se juntando a nós nos próximos anos” afirma Roberto Laureano, presidente da ANCAT

Rumo ao fim da poluição plástica
A ação deste Carnaval vem logo depois de a Ambev anunciar que vai acabar com a poluição plástica de suas embalagens até 2025. Para atingir essa meta, a companhia vai tomar uma série de medidas e criar inovações em parceria com outras empresas e universidades e, neste Carnaval, dá mais um passo rumo a esse objetivo.

“Nós queremos deixar um legado sustentável para a sociedade e entendemos que cada um de nós tem um papel fundamental para isso. É importante que todos os foliões lembrem que cada ação importa e que juntos podemos construir um mundo melhor”, comenta Figueiredo.

MINAS TEM LEVE ALTA DE INADIMPLÊNCIA EM JANEIRO

Gastos sazonais, como IPTU e IPVA, acabam comprometendo o orçamento das famílias e aumentando em 0,18% o número de consumidores inadimplentes

O início do ano de 2020 registrou leve aumento de 0,18% no número de consumidores inadimplentes em Minas Gerais na comparação com dezembro de 2019. Despesas sazonais, como IPTU e IPVA, comprometeram o orçamento das famílias. “Como neste período há uma sobrecarga de despesas, é importante o planejamento financeiro para não incorrer em dívidas que possam gerar a inadimplência”, explica o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva.

Apesar do número de devedores ter apresentado alta, o cenário é mais otimista na comparação entre janeiro de 2020 (0,81%) e janeiro de 2019 (1,33%). Isso porque houve melhora de alguns indicadores macroeconômicos como a queda da inflação, da taxa de desemprego, dos juros, e ainda ocorreu a elevação dos rendimentos médios reais.

Mulheres devem mais
Houve queda no indicador de inadimplência por gênero: homens (-0,84%) e mulheres (-0,19%). Apesar disso, as mulheres continuam acumulando mais dívidas. O motivo são as diferenças salariais no mercado de trabalho e também nos níveis de desemprego. Segundo dados do IBGE o universo feminino tem um rendimento 28% inferior à classe masculina (mulheres R$1.581 / homens R$ 2.195 – 4º tri. 2019). Já em relação à taxa de desemprego, a diferença é de 3,5 pontos percentuais (4º tri. 19 mulheres 11,4% e homens 7,9%).

Idosos também saem na frente na inadimplência
O indicador de inadimplência na faixa etária entre 65 e 94 anos de idade, em Minas Gerais inicia o ano com uma aceleração de 17,04%. Essa tendência é observada desde junho de 2018. O presidente da CDL/BH observa que mesmo com o aumento dos rendimentos reais, de 11,4%, ainda persiste a inadimplência. “Em muitas situações, os aposentados é que são os responsáveis financeiros pela família, além de terem altos gastos com remédios. Isso acaba comprometendo o orçamento, dificultando a quitação de suas dívidas”, afirma Souza e Silva.

Indicador de dívidas também cresce
Na base de comparação mensal, o indicador de dívidas seguiu a mesma tendência de crescimento observada nos inadimplentes. A alta registrada foi de 0,1% em janeiro/2020 em relação ao mesmo período de 2019 (-1,39%). 

Em relação ao perfil das dívidas, a tendência é a mesma dos devedores, ou seja, homens (-4,36%) e mulheres (-3,9%) apresentam queda no número de dívidas. É importante destacar também que o motivo de queda menos intensa do gênero feminino está relacionado às diferenças existentes no mercado de trabalho.

Os idosos também concentram mais dívidas (12,56%). Seguindo a mesma tendência observada no indicador de devedores, embora apresente uma aceleração com menor intensidade.


Cresce também o número de empresas devedoras
Na comparação mensal (Jan.20 / Dez.19) a alta no número de empresas devedoras foi de 0,54%. Já na base anual (Jan.20 / Jan. 19), houve um crescimento de 2,33% no início do ano. Quando é feita a comparação anual por setor, o cenário é de crescimento da inadimplência em todos eles. O destaque é para serviços, que apresenta índice de 4,82%. O motivo é a retração da economia mineira por 11 trimestres consecutivos, impactando com mais intensidade esse segmento.

Vale destacar que no mês de janeiro de 2020 o número médio de dívidas por CNPJ foi de 1,883. Já em janeiro de 2019, foi de 1,978.

Mesmo com o registro de crescimento da inadimplência entre as empresas, quando é feita a comparação entre dezembro/2018 (-0,27%) e dezembro/2019 (-3,23%) percebe-se uma queda no indicador, iniciada em janeiro de 2019. O presidente da CDL/BH atribui essa tendência de desaceleração das dívidas à melhora do ambiente econômico. “As empresas estão recuperando suas receitas e quitando suas dívidas. A tendência que é esse cenário otimista persista, gerando maior ganho para as empresas e geração de emprego e renda no Estado”, afirma Souza e Silva.

Metodologia – Os indicadores de inadimplência apresentados nesse material contêm todas as informações disponíveis nas bases de dados a que o SPC Brasil e a CDL/BH têm acesso.

com assessoria da CDL/BH

DALMO RIBEIRO PEDE UNIÃO DE ESFORÇOS EM DEFESA DO LAGO DE FURNAS

Parlamentar também propõe a criação de uma Comissão Extraordinária na Assembleia de Minas

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Dalmo Ribeiro [foto], apresentou à presidência da Assembleia Legislativa, requerimento para a criação de uma Comissão Extraordinária para a realização de estudos técnicos sobre o baixo volume de água no Lago de Furnas. O deputado também pediu a união de forças em favor do reservatório.

“É importante que tenhamos uma comissão especial para que possamos discutir a fundo essa situação que vem nos preocupado há tantos anos. É muito positivo que agora essa causa esteja tomando proporção nacional, ganhando o apoio dos nossos senadores e deputados federais. É preciso que todos acordem para o problema e que levantemos a nossa voz exigindo dos responsáveis um posicionamento”, afirmou Dalmo Ribeiro.

O deputado afirma que é preciso investigar porque o reservatório está com apenas 12% da sua capacidade, mesmo com o grande volume de chuvas neste início de ano. “Chegamos a um ponto insustentável e precisamos encontrar uma solução. O prejuízo causado à região é enorme do ponto de vista turístico e econômico, além do impacto causado ao meio ambiente.”