O potencial de produção de oleaginosas em pequenas propriedades ainda é pouco explorado no Brasil. Segundo dados da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, dos 4,1 milhões de propriedades baseadas neste tipo de agricultura, apenas cerca de 100 mil estão inseridas na cadeia produtiva de agrobiocombustíveis. Ainda não existem dados do Triângulo Mineiro no levantamento.O fator ambiental é o mais urgente: o combustível produzido a partir de vegetais não polui e é a melhor alternativa ao petróleo — deverá gradativamente substituí-lo. O segundo fator é o mercado: como a tendência do petróleo é ficar mais caro, os preços dos biocombustíveis serão cada vez mais competitivos. Por fim, o fator social, porque os pequenos agricultores poderão participar da cadeia produtiva. “O melhor da produção de oleaginosas para biodiesel é que tanto o grande quanto o pequeno têm seu lugar”, afirmou.
Segundo Napoleão Beltrão, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a cultura oleaginosa ideal para o cerrado é o algodão, já que a região responde por 84% da produção algodoeira do País e detém a mais alta produtividade do mundo em áreas não irrigadas. Além disso, as técnicas agrícolas necessárias para o cultivo já são dominadas pelos pequenos agricultores da região e o clima é favorável à produção.
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