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PRESIDIÁRIOS RECUPERAM MORRO DO PARQUE DAS ÁGUAS EM CAXAMBU

O município de Caxambu, no Sul de Minas, tem a maior concentração de águas carbogasosas do planeta e o turismo é a base de sua economia. Um poderoso incremento ao potencial desse setor naquela cidade é o cuidado com a beleza das áreas públicas. O Parque das Águas, principal atração do lugar, agora abriga um projeto diferenciado de revegetação de áreas degradadas, utilizando mão-de-obra carcerária. O programa de revitalização do morro do parque tem dado oportunidade de inserção social aos condenados do Presídio de Caxambu e, ainda, reduziu os gastos públicos do município com o parque. O Parque das Águas de Caxambu tem uma área de 210 mil metros quadrados e é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha). Ele conta com 12 fontes de águas minerais com propriedades químicas diferentes umas das outras. Seus bosques e jardins são de grande beleza paisagística.


O projeto para recuperar as áreas degradadas do morro, que é a área de recarga das águas do parque, com o uso mão-de-obra carcerária surgiu em 2008 de uma parceria entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Ação Social, o Ministério Público e o Poder Judiciário da Comarca de Caxambu, a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais (PMMG) e o Instituto Estadual de Florestas (IEF). Para participar dos trabalhos de reflorestamento, um dos principais critérios avaliados na seleção do grupo é a boa conduta do detento.


Atualmente, oito presidiários participam do projeto. A oportunidade tem influenciado positivamente no comportamento dos presos no cárcere, além de reduzir o tempo prisional, pois a cada três dias trabalhados é abatido um dia da pena. "O condenado tem de estar em regime semi-aberto com autorização judicial e apresentar um bom comportamento na unidade", explica o diretor do Presídio da Caxambu, Rafael Rodrigues Diniz.

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