Pular para o conteúdo principal

MINAS GERAIS TERÁ USINA NUCLEAR




Em atividade. Usina de Angra começou a operar na década de 70 e será modelo para as demais

Bahia, Alagoas, São Paulo e Minas Gerais são os Estados que vão sediar as primeiras quatro usinas a serem construídas dentro da retomada do programa nuclear brasileiro. A proposta técnica na qual os quatro Estados aparecem como os melhores lugares para abrigar as usinas será apresentada pela Eletronuclear ao ministro de Minas e Energia (MME), Edison Lobão, até o fim deste mês. O início das obras, porém, depende de aval da Presidência da República, informou o MME. Cada nova usina terá capacidade de mil megawatts (MW).


São previstas duas etapas de construção. A primeira, com três usinas, em Alagoas, Bahia e São Paulo. A segunda prevê a instalação da usina de Minas Gerais. A despeito de ser no interior, a sede mineira apresenta a mesma característica das demais: abundância de água. Este quesito foi fundamental no processo de avaliação do ministério. Após a entrega do trabalho técnico, Lobão definirá a proposta e a levará à Casa Civil e ao presidente Lula.

A retomada da construção de usinas nucleares pelo governo brasileiro, sendo uma delas provavelmente em Minas Gerais, surpreendeu a área econômica do governo de Minas Gerais. Mesmo que sejam estudos preliminares, o subsecretário de desenvolvimento minero-metalúrgico e política energética de Minas Gerais, Paulo Sérgio Machado Ribeiro, afirmou que o governo do Estado está disposto a ajudar e participar do projeto. "Podemos apresentar as áreas mais propícias, como na bacia do Rio Grande, na divisa de Minas Gerais com São Paulo", informou Paulo Sérgio, devido ao grande volume de água, necessário à existência de uma usina nuclear.

Se a capacidade energética for mesmo de mil megawatts(MW), como prevê estudo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Sérgio disse que será uma usina de médio porte com pelo menos US$ 4 bilhões em investimentos para a construção, geração de 5.000 empregos no pico das obras durante seis anos e mil empregos quando a usina entrar em operação.

"É bom para Minas. É uma energia mais limpa do que as outras usinas como a termelétrica a gás e petróleo", explicou. Paulo Sérgio descartou possíveis problemas no processo de licenciamento ambiental porque a usina precisa de um bom volume de água, mas não precisa da construção de uma barragem. "A vantagem destas usinas nucleares é que elas equilibram o sistema de energia elétrica no Brasil. Quando teve o apagão, é porque Itaipu tinha 25% da energia gerada no Brasil que tem 12 mil MW. Se a gente tivesse 12 usinas de mil megawatts, teria menos probabilidade de blecaute", comparou.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

POÇOS DE CALDAS AVANÇA NA ORGANIZAÇÃO DO ECOSSISTEMA LOCAL DE INOVAÇÃO

Desenvolvido com apoio do Sebrae Minas, plano de ação reúne empresas, instituições e poder público para definir iniciativas e fortalecer oportunidades de inovação O Sebrae Minas apoiou, na última sexta-feira (28), o lançamento do Plano de Ação do Ecossistema Local de Inovação (ELI) de Poços de Caldas, no Sul do estado. Apresentado no Centro Administrativo, o documento define prioridades para fortalecer a inovação no município e ampliar a conexão entre empresas, instituições de ensino e pesquisa, ambientes de inovação e poder público. Cerca de 40 representantes participaram do encontro. A proposta é aproveitar melhor as competências e estruturas já existentes na cidade, estimulando parcerias e novas oportunidades de negócios. O plano também orienta os próximos passos do ecossistema, com ações voltadas à integração dos diferentes atores e ao desenvolvimento de soluções para o território. Diagnóstico e oportunidades A primeira etapa do trabalho foi conhecer melhor o ambiente de inovação d...

AMIG BRASIL REÚNE MUNICÍPIOS E FEAM PARA DISCUTIR GESTÃO AMBIENTAL NA PRÁTICA

Encontro Técnico, marcado para 15 de setembro, em Belo Horizonte, vai aproximar gestores municipais do órgão ambiental estadual para debater licenciamento, fiscalização, competências dos municípios e instrumentos de inteligência territorial Como o município deve atuar diante de um empreendimento licenciado pelo Estado? Até onde vão as competências municipais na fiscalização ambiental? O que muda com a nova Lei Geral do Licenciamento? E quais instrumentos as prefeituras podem utilizar para acompanhar, controlar e compreender melhor as atividades desenvolvidas em seus territórios? Questões como essas, cada vez mais presentes na rotina das administrações públicas, estarão no centro do próximo Encontro Técnico da AMIG Brasil (Associação Brasileira dos Municípios Mineradores). Com o tema “Gestão Ambiental na Prática: o Protagonismo dos Municípios”, o evento será realizado no dia 15 de setembro, em Belo Horizonte. Voltado aos municípios mineradores e afetados pela atividade mineral associado...

VARGINHA COMEMORA AVANÇO NA CONCESSÃO DO CORREDOR FERROVIÁRIO MINAS-RIO

Varginha celebra um importante avanço para o futuro da infraestrutura ferroviária da região. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, na última quinta-feira (27/8), a versão definitiva do edital de concessão do Corredor Ferroviário Minas-Rio, que possui cerca de 733 quilômetros de extensão atualmente operados pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A concessão prevê a divisão do corredor em dois lotes. Um deles compreende o trecho entre Iguatama (MG) e Barra Mansa (RJ), incluindo o ramal ferroviário entre Varginha e Lavras, o que representa uma perspectiva importante para o município e para toda a região do Sul de Minas. O segundo lote contempla o trecho entre Barra Mansa e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Pelo modelo de concessão, o futuro operador será responsável pela manutenção, recuperação e modernização da infraestrutura ferroviária. Também deverá apresentar, no prazo de até dois anos, um plano de recapacitação da ferrovia Para Varginha, a medida é vista com e...