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MERCEDEZ QUER FORMAR POLO DE FORNECEDORES EM JUIZ DE FORA

A Mercedes-Benz do Brasil e o governo do Estado de Minas Gerais estão em plena negociação para atrair de empresas do setor automotivo e de bens de capital no entorno do complexo industrial que a montadora possui em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. Na cidade, a montadora alemã prevê investimentos em tecnologia de ponta e preparo para novas peças, que acontecerão em função da produção do mais novo caminhão do grupo, o Actros. Na unidade mineira e em São Bernardo do Campo, a Mercedes deve investir R$ 1,2 bilhão.

O objetivo da Mercedes e do governo local é transformar o município em um polo de fornecedores da montadora. "O plano é fazer o mesmo que a Fiat fez em Betim (MG), formando um cinturão de fornecedores. Com isso toda a cadeia automotiva será beneficiada", afirmou o presidente do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (INDI), Adriano Magalhães. Entre as empresas que irão integrar o cinturão de fornecedores da Mercedes em Juiz de Fora está a Codeme Engenharia S.A. A empresa, que possui planta em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), vai investir R$ 75 milhões na construção de uma unidade de estruturas metálicas no município da Zona da Mata mineira.

A nova unidade permitirá à companhia dobrar a capacidade de produção das atuais três mil toneladas por mês para seis mil toneladas mensais, com previsão de início de funcionamento em julho de 2011. De acordo com a Codeme Engenharia, o aporte será dividido em duas partes: R$ 60 milhões para construção da planta e R$ 15 milhões para capital de giro e despesas adicionais. As obras terão início em fevereiro de 2011; o terreno, próximo à planta da Mercedes, já foi comprado. Também aproveitando a expansão da produção de caminhões, a Samag, empresa do setor metalúrgico, pretende investir R$ 60 milhões na unidade de usinagem de precisão de peças de metal que irá implantar em Juiz de Fora.

Desde a inauguração da fábrica da Mercedes em Juiz de Fora, em 1999, só foram fabricadas 140 mil unidades de veículos. Quando construída, com aporte de U$ 820 milhões, a fábrica tinha expectativa de produzir até 70 mil carros por ano. Só agora a fábrica mostra potencial de produção. "Como o mercado de caminhões está em alta e não há espaço para aumentar a produção desse segmento em São Bernardo, a fábrica em Minas Gerais será de suma importância", finalizou o presidente.
por Paula Cristina, do DCI

Comentários

Dione Fonseca disse…
Gostei do visual do blog Um abraço Dione

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