Pular para o conteúdo principal

CAMPUS DA UFLA TEM PLANTIO INÉDITO DE CASTANHA-DO-BRASIL FORA DA REGIÃO AMAZÔNICA


A primeira produção de castanha-do-Brasil, ou castanha-do-Pará, fora da região de ocorrência natural da espécie é realizada no campus da Universidade Federal de Lavras (UFLA). O experimento, realizado por professores do Departamento de Ciências Florestais (DCF), já está em fase de frutificação e produz castanhas saudáveis.

O plantio experimental na UFLA foi realizado em janeiro de 1996, com mudas produzidas a partir de sementes coletadas em locais de ocorrência natural do Mato Grosso. O propósito do experimento foi avaliar o desenvolvimento da espécie na região em Sistema Agroflorestal, em consórcio com a seringueira.


Como a frutificação fora da região de origem é inédita, pesquisadores do DCF analisam a ocorrência. “Em teoria, a espécie não teria condições climáticas e ecológicas para produzir frutos na região, diante deste fato, precisamos observar aspectos como lançamento de flor e folha, lançamento de frutos e queda do fruto, para investir futuramente na produção de mudas”, explica a doutoranda Clarissa de Moraes Souza.

O acompanhamento será feito durante 36 meses. Para estudar a espécie nas condições de Lavras, os pesquisadores da UFLA estão firmando uma parceria com a Embrapa Agrossilvipastoril.

Inicialmente, está sendo realizado um monitoramento visual quinzenal das árvores com o auxílio de drone, para obter informações sobre como a espécie se desenvolve ao longo de suas diferentes fases na região. O estudo visa relacionar os fatores climáticos e os ciclos dos seres vivos.

Em parceria com pesquisadores do Departamento de Entomologia, também foi montada uma estrutura de andaime em uma das árvores em florescimento, para capturar e identificar os insetos que estão polinizando as flores. Outras atividades estão sendo planejadas para obter mais informações sobre o comportamento da espécie na região de Lavras e possibilitar a produção da castanha-do-Brasil fora do ecossistema amazônico.

"Faremos todo um estudo sobre aspectos ecológicos, fisiológicos, coleta de sementes, beneficiamento e produção de mudas, plantio e condução; em resumo, de todo o manejo, para termos conhecimentos sobre a espécie e obter respostas sobre a restauração ambiental e também sobre a parte produtiva", ressalta o professor Lucas Amaral de Melo.

A expectativa é que os resultados desta pesquisa proporcionem novos conhecimentos sobre a ecologia e silvicultura da espécie, possibilitando plantios fora da região de origem e gerando perspectivas econômicas para propor seu plantio e manejo a produtores rurais e empresários que tenham interesse em produzir a castanha-do-Brasil.

Castanha-do-Brasil em extinção
A castanha-do-Brasil ocorre naturalmente na região amazônica da América do Sul. Há poucos estudos de estabelecimento de plantios de castanheira fora da região amazônica e não há relatos de frutificação da espécie fora de sua área de ocorrência natural, fato que desestimula o estabelecimento de plantios comerciais.

"Atualmente, a castanha-do-Brasil é uma espécie em extinção. A castanha que é consumida no Brasil e no mundo vem de floresta nativa e há uma pressão sobre essas florestas. O objetivo da pesquisa é incentivar a produção fora do ambiente natural", explica o docente.

A castanha-do-Brasil está classificada como vulnerável quanto ao risco de extinção. A espécie é protegida por lei (Decreto nº5975/2006), sendo proibido seu corte para exploração madeireira em florestas naturais, primitivas ou regeneradas. Como consequência, todas as outras espécies da mesma região são submetidas a corte, e a castanheira fica isolada na paisagem. Este fato torna a árvore suscetível a estresse ambiental causado pelo fogo e condições climáticas resultantes do desmatamento, somado ao risco de tombamento devido à falta de apoio do dossel da floresta.

com Greicielle Santos - da assessoria da UFLA

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

MORRE CLAÚDIO CHIRINIAN,O ET

Rodolfo, parceiro do ET, chorou no velório do amigo Ele integrava dupla "ET e Rodolfo", que fez sucesso em programas de televisão; companheiro ficou abalado e chorou muito durante velório em São Paulo. Morreu na madrugada de ontem o humorista Cláudio Chirinian, de 46 anos, o ET da dupla ET e Rodolfo, que ficou famosa nos programas "Ratinho Livre" e, mais tarde, no programa comandado por Gugu Liberato no SBT. De acordo com um comunicado do hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, onde estava internado desde a última quinta-feira com problemas pulmonares e insuficiência renal aguda, Chirinian sofreu uma parada cardíaca em decorrência de choque séptico, broncopneumonia e insuficiência renal. O humorista sofria de problemas cardíacos, além de pulmonares gerados pelo tabagismo, e estava internado na Unidade de Terapia Intensiva.O velório do humorista aconteceu no cemitério Bela Vista, em Osasco. Amigo O humorista Rodolfo Carlos, de 39 anos, disse na tarde de onte...

BRILUX ANUNCIA INAUGURAÇÃO DA NOVA FÁBRICA EM ITAJUBÁ PARA MAIO DE 2021

Fábrica da Brilux em Horizonte, no Ceará  A Brilux confirmou que a inauguração de uma unidade da empresa em Itajubá, no Sul de Minas, está mantida e deverá ocorrer em maio de 2021. Em nota enviada à imprensa, a fabricante de produtos de higiene e limpeza informou que “o projeto está em andamento e o novo cronograma está mantido”. Segundo a empresa, “a nova planta reforçará a operação logística e comercial na região Sudeste”. A chegada da Brilux deverá gerar, inicialmente, 350 postos de trabalho na cidade. A indústria investiu na compra do prédio da antiga AFL/PKC, que será reformado e ampliado para suportar a fabricação e logística dos produtos. A nova unidade fabril produzirá materiais do portfólio de higiene e limpeza, entre eles a água sanitária Brilux. Líder no Norte, Nordeste e no Rio de Janeiro de água sanitária, alvejante com cloro, amaciantes e sabonetes, a Indústria Reunidas Raymundo da Fonte, fabricante da Brilux, tem hoje mais de 350 produtos em seu portf...

TOMBAMENTO DE CARRETA

Tombou, agora, uma carreta de cerveja na Rodovia Fernão Dias (BR-3821), na pista sentido Belo Horizonte, no km 721, na região de Carmo da Cachoeira. A faixa da esquerda está interditada em os ambos sentidos. No momento, trânsito está fluindo sem lentidão. Motorista sem ferimentos graves. Imagens @transitofernaodias *Por Sebastião Filho