sexta-feira, 16 de novembro de 2018

PESQUISA COMPROVA BENEFÍCIOS DE REFLORESTAMENTO DE MATAS CILIARES DA BACIA DO RIO DAS MORTES

Estudo analisa processos ecossistêmicos nos sistemas hídricos

O monitoramento de processos em ecossistemas hídricos é tema de uma pesquisa da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Desenvolvido pelo professor Björn Gücker, do Departamento de Geociências (Degeo), o estudo busca analisar o funcionamento e a saúde ecossistêmicos, principalmente dos riachos e rios. 

O trabalho mostrou, por exemplo, que o reflorestamento das matas ciliares pode prevenir até um terço da perda de solo na Bacia do Rio das Mortes.

Em 2016 foi desenvolvido um trabalho que criou um modelo hidrológico da bacia do Rio das Mortes. Nessa ação, foi avaliado como o desmatamento da mata ciliar, que em muitas partes da bacia é um fenômeno expressivo, influencia no transporte de sedimentos através do rio.

A Bacia do Rio das Mortes, a principal do estudo, localiza-se na região de São João del-Rei e Barbacena, mas já foram desenvolvidas, também, modelagens em bacias hidrográficas maiores, como as do Tocantins e do Amazonas, no Laboratório de Limnologia Aplicada (LabLimno) do Degeo, onde o desenvolvimento da pesquisa é, em grande parte, realizado.

A Limnologia é uma área interdisciplinar, como esclarece Björn. De acordo com o professor, o campo atua na interface da Biologia, da Geografia e da Química, ou seja, a Biogeoquímica.

São trabalhadas questões que abordam as comunidades de organismos que vivem nesses sistemas aquáticos e suas atividades metabólicas, a hidroquímica (estudo da qualidade da água) e a geografia, no âmbito espacial e geomorfológico das paisagens onde os sistemas aquáticos se inserem. É nessa interface de disciplinas que a pesquisa se desenvolve.

A metodologia do estudo inclui trabalhos de campo, com medições in situ (no local) e coleta de amostras de água, sedimento e dos organismos para analisar em laboratório e determinar a situação ambiental nesses rios e riachos.

Em experimentos de campo, são pesquisadas as taxas de funcionamento dos sistemas hídricos. “Essas taxas são medidas de produção das plantas, respiração dos consumidores, a retenção e assimilação dos nutrientes. São esses processos que determinam o funcionamento desses sistemas, para entendermos e avaliarmos a saúde ecossistêmica e os serviços ecossistêmicos que esses sistemas fornecem”, conta o pesquisador.

Outro passo da pesquisa é trabalhar a modelagem hidrológica (análises espaciais e temporais do ciclo hidrológico), abordando aspectos de bacias hidrográficas. “A gente não quer só saber como um sistema aquático pequeno funciona, a gente quer saber como uma bacia hidrográfica, como um todo, trabalha e reage a mudanças”, relata Björn.

A pesquisa se estende também para as reverberações das ações humanas nestes ecossistemas hídricos. 

“São questões sobre como o uso do solo nas bacias hidrográficas, como a atividade agrícola, a piscicultura, a urbanização e o desmatamento de mata ciliar, por exemplo, afetam o funcionamento e a saúde dos riachos e lagos e, assim, os serviços ecossistêmicos que esses sistemas fornecem, e como a gente pode fazer um manejo sustentável”, explica o professor.

O estudo se encontra disponível em https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/eco.1726.

da assessoria da UFSJ

NOVIDADE NOS CARTÓRIOS DE PROTESTO DE MINAS GERAIS

Além da consulta gratuita nos totens instalados nos tabelionatos mineiros é possível verificar se há protestos em CPF/CNPJ por meio do site

A partir de agora, os mineiros contam com mais um recurso para consultar gratuitamente se há protesto em um Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). A novidade está nos totens de atendimento instalados em alguns cartórios do estado. Por meio deles, é possível verificar a situação de pessoas e empresas de forma rápida, gratuita e sem a necessidade de qualquer cadastro.

“A busca abrange cartórios de protesto em todo o território nacional, ou seja, mesmo que o protesto não tenha sido feito em um dos cartórios mineiros, ele é encontrado pela pesquisa,” explica Fernanda Brant, tabeliã e representante do Instituto de Protesto-MG.

Segundo ela, o fato dos totens estarem dentro dos cartórios, ajuda a tornar ainda mais ágil o processo para quem quer regularizar sua situação. “Estando dentro do tabelionato, após utilizar o totem, a pessoa pode se dirigir a um funcionário, tirar dúvidas e receber todas as orientações para negociar e quitar a dívida”, enfatiza.

Fernanda destaca que o objetivo com a instalação dessas máquinas é facilitar ainda mais o dia a dia do cidadão. “Estamos atentos às tecnologias e novidades disponíveis no mercado e tudo que puder beneficiar as pessoas, agilizar processos e contribuir para oferecermos serviços com mais qualidade, vamos adaptar para nossas atividades”, diz.

As primeiras cidades a oferecer esse novo recurso são: Lavras, Poços de Caldas, Pedro Leopoldo, Diamantina, Guapé, Tupaciguara, Vazante e Santa Luzia. A expectativa é que até o ano que vem a maior parte dos municípios já contem com o equipamento. 

Mais tecnologia
A Consulta Nacional de Protesto (CNP) também pode ser feita em outras plataformas. É possível realizá-la por meio do www.protestomg.com.br e ainda via aplicativo. 

“O site do instituto é autoexplicativo, desenvolvido para que o usuário tenha a melhor experiência possível e entenda mais sobre o processo do protesto extrajudicial, bem como oferece as orientações necessárias para a quitação de débitos”, complementa Fernanda.

Além disso, para protestar dívidas, o Instituto de Protesto-MG, disponibiliza a Central de Remessa de Arquivos Eletrônicos (CRA), um sistema que facilita não apenas o envio, permitindo também o acompanhamento de títulos protestados. Quem preferir, também pode protestar pessoalmente nos cartórios, é necessário apenas ter um título ou documento que comprove a dívida.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO FECHA ACORDO COM ARQUIDIOCESE E MANTÉM ICHS EM MARIANA


A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) fechou um acordo judicial com a Arquidiocese de Mariana que garante a permanência do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) em Mariana. O caso corre na Justiça desde que a Arquidiocese requereu a posse dos prédios onde funciona o Instituto e o pagamento de aluguel retroativo a 2003.  

Com o acordo firmado na tarde desta terça, 13, ficou definido que a Universidade pagará para a Arquidiocese um aluguel mensal de R$ 14 mil, a ser corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), por um período de quatro anos. A negociação só envolve um dos prédios do Instituto, uma vez que o outro saiu do processo e tem o comodato válido até 2033. 

A reitora Cláudia Marliére considerou profícua a negociação, já que a UFOP agora terá quatro anos para trabalhar em uma solução definitiva. "Foi uma negociação com resultado positivo para a UFOP. E o MEC garantiu o orçamento para pagamento do aluguel", informou. 

com Patrícia Pereira - da assessoria da UFOP

'UFLA FAZ EXTENSÃO' JÁ ESTÁ COM INSCRIÇÕES ABERTAS


O II UFLA faz Extensão, iniciativa da Universidade Federal de Lavras (UFLA) já está com as inscrições abertas. O evento será realizado no dia 28 de novembro com atividades gratuitas para toda a comunidade de Lavras e região. 

Com um enfoque para o pequeno e médio produtor rural, o UFLA faz Extensão busca ofertar ações que dialoguem diretamente com a realidade da região. 

Carneiro hidráulico artesanal; compactação do solo; nutrição de equinos; criação de suínos em cama sobreposta; formulação de dietas para vacas leiteiras; produção de ovos em sistema alternativo; preparo e uso de chás medicinais; produção de quitandas integrais; aposentadoria rural, e modelo de negócios são alguns dos cursos que serão oferecidos no UFLA faz Extensão.

Até o momento já são mais de 30 cursos confirmados (acesse aqui a lista de atividades). Os cursos são de curta duração, com enfoque prático, mediado por estudantes e profissionais da UFLA. 

Em 2017, o evento contou com mais de 600 participantes. 

Inscrições
As inscrições para as atividades do UFLA Faz Extensão serão feitas em duas etapas:

Pelo link disponível aqui ou presencialmente no dia do evento.

CPI AMPLIA PRAZO PARA AVERIGUAÇÃO DE MINERAÇÃO IRREGULAR NA SERRA DO CURRAL

Comissão aprovou ainda visita técnica ao Parque Estadual da Baleia para avaliar de perto os impactos na unidade de conservação

Foi aprovado, nesta terça-feira, 13, a prorrogação, por mais 60 dias, dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga exploração minerária irregular na Serra do Curral. 

A solicitação foi encaminhada à Comissão pelo vereador Carlos Henrique (PMN) que, assim como o vereador Gilson Reis (PT), alegou que o não comparecimento de autoridades convidadas às reuniões tem prejudicado o andamento das atividades. 

“Há ainda vários órgãos que não foram ouvidos, como a Delegacia Civil e o Ministério Público, e documentos chegando que precisam ser analisados. A prorrogação da CPI também vai contribuir para melhorarmos a qualidade e o aprofundamento do relatório que será apresentado no dia 20 de fevereiro de 2019”, afirma Gilson.

Convocado para prestar esclarecimentos à CPI, o secretário municipal de Meio Ambiente, Mário de Lacerda Werneck Neto, não esteve presente na reunião. 

É a segunda vez que o secretário não atende ao chamado da Comissão para trazer informações sobre todo o processo de atuação do Município referente à mineração na Mina Corumi, no Bairro Taquaril, Região Leste da capital, pela Empresa de Mineração Pau Branco S.A. (Empabra). 

Segundo Gilson Reis, será encaminhada uma solicitação à Procuradoria da Câmara de BH para que seja enviada ao secretário municipal nova convocação, agora judicial, para garantir que seja realizada sua oitiva.

A reunião da CPI aprovou ainda um requerimento de visita técnica ao Parque Estadual da Baleia, no dia 26 de novembro, às 9h, para averiguar as denúncias recebidas pela gerência do Parque sobre “uma considerável alteração no perfil do solo da montanha, descaracterizando toda a unidade de conservação ao longo dos limites da área”. 

Outro requerimento aprovado por unanimidade foi o pedido de informação ao Instituto Estadual de Florestas (IEF) sobre o histórico da situação fundiária do Parque. 

“Isso pode dar condições ao Estado de requerer a posse definitiva e regularização do Parque da Baleia, sendo possível a criação do corredor de preservação na região que inclui o Taquaril, o Parque Municipal das Mangabeiras, a Lagoa Seca e o Parque Estadual da Baleia”, ressaltou Gilson Reis.

Tombamento
Respostas de indicações e pedidos de informações a autoridades públicas também foram apresentadas durante a reunião da CPI. 

Dentre elas, podem ser destacados os esclarecimentos encaminhados pela presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), Michele Abreu Arroyo, sobre as providências tomadas pelo órgão no que se refere ao tombamento da Serra do Curral. 

De acordo com Michele, “o termo de abertura e autuação do processo para tombamento do conjunto histórico e paisagístico da Serra do Curral foi lavrado no dia 29 de junho de 2018. Os estudos técnicos necessários à identificação dos valores culturais, à delimitação das áreas de proteção e à definição das diretrizes para intervenção encontram-se em licitação, com expectativa de contratação ainda este ano”. 

Para Gilson Reis, o tombamento pelo Estado da Serra do Curral, já tombada pela Lei Orgânica do Município e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), deverá sacramentar a preservação da biodiversidade e do manancial de águas da região nas três esferas do poder executivo.

Também participaram da reunuão os vereadores Edmar Branco (Avante), Catatau (PHS) e Juliano Lopes (PTC).