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UBERLÂNDIA E REGIÃO JÁ PODEM COMERCIALIZAR BANANAS LIVREMENTE

Após quase um ano impossibilitados de comercializar bananas produzidas em Uberlândia e região, por causa da falta de um certificado que constatasse a ausência da Sigatoka-Negra, os pequenos produtores já podem trabalhar mais aliviados. A região agora é considerada de livre comércio. A Instrução Normativa 26, de 01/11/2013, do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estabelece que não há mais problemas referente a comercialização de bananas para fora da região.

Agora é preciso constar na Certificação Fitossanitário de Origem (CFO) apenas que o produto é oriundo de área livre de Sigatoka-Negra. O livre comércio é resultado de um esforço conjunto entre a Secretaria Municipal de Agropecuária e Abastecimento, o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Instituto Mineiro de Agricultura (IMA), Sindicato Rural de Uberlândia (SRU), Assohorta, Emater, Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, entre outros.

A Sigatoka-Negra é uma doença que provoca arápida destruição da área foliar, reduzindo-se a capacidade fotossintética da planta e, consequentemente, a sua capacidade produtiva. A Sigatoka-Negra é a mais grave e temida doença da bananeira no mundo, implicando em aumento significativo de perdas, que podem chegar a 100% da produção, onde o controle não é realizado.

A decisão é um alívio para os quase 120 pequenos produtores de banana que todos os dias estão na lida no campo e na Central de Abastecimento (Ceasa) no intuito de movimentar o mercado. A região é forte na produção das espécies de bananas da terra, nanica, nanicão, prata, prata anã e marmelo. Por mês, entra e sai da Ceasa em torno de 670 mil caixas da fruta. Desse montante, cerca de 10% é direcionado para o Estado de Goiás. Com a suspensão das vendas, os pequenos produtores estavam tendo um prejuízo considerável.

Aldair Álvares sabe bem o que isso representa. Trabalha no ramo há 50 anos e sentiu na pele e no bolso o impedimento de comercializar o produto para outras regiões. Disse que não sabe fazer outra coisa a não ser produzir e comercializar banana da terra e quando houve o impedimento na comercialização para fora da cidade e região, Aldair ficou desolado. “Depois do esforço conjunto entre Assohorta, Secretaria Municipal de Agropecuária e Abastecimento, IMA e os outros órgãos envolvidos, conseguimos vencer essa barreira. Eu, por exemplo, vendia cerca de 70 caixas de banana por semana para Catalão, Caldas Novas, aí tive de parar porque ninguém podia comprar. Agora estou mais tranqüilo e podemos gerar mais renda para todo mundo”, disse.

Para a secretária de Agropecuária e Abastecimento, Vanessa Petrelli, o livre comércio para a banana é uma vitória de toda a categoria. “O apoio do Mapa no atendimento às reivindicações foi fundamental. Uma região tão importante como a nossa não poderia continuar com essas dificuldades. Assim todos ganham”, ressaltou a secretária. Petrelli acrescentou também que a parceria entre todos os órgãos foi crucial. “Essa conquista proporciona o avanço no potencial futuro de produção e lucratividade para o pequeno produtor. Permanecer no campo com qualidade de vida e dignidade é o que sempre buscamos para a classe”, finalizou.

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