O projeto de mobilidade urbana da Avenida Arlindo Figueiredo, em Passos, no Sul de Minas, que prevê a construção de pista de caminhada e ciclovia e caminho tátil para deficientes visuais no passeio ao longo da via, foi discutido na última quarta-feira entre o titular da Secretaria de Obras, Habitação e Serviços Urbanos (SOHSU) da Prefeitura de Passos, Hélvio Vieira Maia, e proprietários de imóveis. A reunião aconteceu no anfiteatro da Casa da Cultura, onde o secretário apresentou o projeto e discutiu sugestões do público.
A verba para a construção da pista de caminhada e da ciclovia no trecho entre o fórum de justiça e a rodovia MG-050, na Arlindo Figueiredo, é de uma emenda parlamentar do deputado federal Renato Andrade (PP), no total de R$ 1 milhão, oriunda do Ministério das Cidades. O recurso foi comunicado pelo deputado ao prefeito no dia 20 de dezembro do ano passado e foi tratado como uma conquista que irá promover segurança para as pessoas que fazem caminhadas no local.
No encontro entre Ataíde Vilela (PSDB) e Renato Andrade (PP), Hélvio Maia apresentou o projeto da obra e ressaltou a inadequação e o perigo que o local, nas condições atuais, representa para os pedestres. O custo total da obra foi estimado em R$ 1.290 milhão, dos quais R$ 1 milhão são do ministério e o restante, contrapartida do Município.
Na quarta-feira (8), o secretário ouviu os donos dos imóveis que vão receber a calçada especial e apresentou slides de problemas em vias públicas e logradouros decorrentes da falta de fiscalização e de coragem política. Por outro lado, slides também mostraram o exemplo de uma cidade bem desenvolvida e urbanizada, conforme sonham os cidadãos.
O público fez sugestões e até se queixou de alguns pontos, como estacionamento, largura da via, excesso de velocidade e também se mostrou contrário à ciclovia.
Hélvio Maia respondeu a todos os questionamentos e concordou com a formação de uma comissão, com participação de arquitetos e do Conselho Municipal da Cidade, para discutir possíveis modificações no projeto. “É natural que opiniões contrárias aconteçam, até porque a mudança provoca preocupação e medo. Porém, lembramos que o êxito de uma obra precisa passar por discussões para atingir o ápice do sucesso”, disse o secretário.
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