O bloco Ilê Aiyê, de Salvador, na Bahia, acaba de divulgar a apostila para o tema do carnaval de 2014, intitulado “Do Ilê Axé Jitolú para o mundo. Ah se não fosse o Ilê Aiyê!”. O objetivo do bloco é proporcionar ao compositor material para a produção das músicas que serão cantadas no próximo carnaval.
A intenção do Ilê Aiyê é contar e cantar a história do carnaval baiano antes da criação do bloco, os desdobramentos que ocorreram com a criação do bloco e os frutos advindos desse importante fato histórico. Vamos abordar o contexto histórico em que o bloco foi criado, os motivos que levaram a união daqueles jovens do bairro da Liberdade a fundar o sucesso que hoje é o Ilê Aiyê.
Um grupo de jovens que, imersos no mundo da cultura negra tradicional na Bahia – os candomblés e sambas – moradores de um bairro popular e majoritariamente negro apropriadamente chamado Liberdade, seduzidos pela “onda soul” que atravessou o país empolgando a juventude negra no final dos anos 70, inspirados pelas lutas globais de emancipação racial; resolvem formar um bloco só com negros, o “Ilê Aiyê”, mundo negro numa tradução livre. Este ato inaugural é o ponto de partida para o início das interpretações sobre as mudanças na identidade negra e nas relações raciais. Como costumo dizer, “antes os negros só serviam para carregar alegorias”.
O Ilê Aiyê surge dentro do Ilê Axé Jitolu, com as bênçãos da Yalorixá Hilda Jitolu, com a intenção de mudar o paradigma do carnaval de Salvador. Ao longo dos seus 40 anos, abordou vários assuntos ligados à temática negra, nos seus temas de carnaval. Temáticas que nunca estiveram contidas nos currículos escolares do Brasil. Assim, de 1976 a 1988 todos os temas do Ilê contaram parte da história do continente negro, como por exemplos: Watusi, em 1976; Zimbábue, em 1981; Angola, na comemoração dos seus 10 anos, em 1984 e Senegal, em 1988.
A intenção do Ilê Aiyê é contar e cantar a história do carnaval baiano antes da criação do bloco, os desdobramentos que ocorreram com a criação do bloco e os frutos advindos desse importante fato histórico. Vamos abordar o contexto histórico em que o bloco foi criado, os motivos que levaram a união daqueles jovens do bairro da Liberdade a fundar o sucesso que hoje é o Ilê Aiyê.
Um grupo de jovens que, imersos no mundo da cultura negra tradicional na Bahia – os candomblés e sambas – moradores de um bairro popular e majoritariamente negro apropriadamente chamado Liberdade, seduzidos pela “onda soul” que atravessou o país empolgando a juventude negra no final dos anos 70, inspirados pelas lutas globais de emancipação racial; resolvem formar um bloco só com negros, o “Ilê Aiyê”, mundo negro numa tradução livre. Este ato inaugural é o ponto de partida para o início das interpretações sobre as mudanças na identidade negra e nas relações raciais. Como costumo dizer, “antes os negros só serviam para carregar alegorias”.
O Ilê Aiyê surge dentro do Ilê Axé Jitolu, com as bênçãos da Yalorixá Hilda Jitolu, com a intenção de mudar o paradigma do carnaval de Salvador. Ao longo dos seus 40 anos, abordou vários assuntos ligados à temática negra, nos seus temas de carnaval. Temáticas que nunca estiveram contidas nos currículos escolares do Brasil. Assim, de 1976 a 1988 todos os temas do Ilê contaram parte da história do continente negro, como por exemplos: Watusi, em 1976; Zimbábue, em 1981; Angola, na comemoração dos seus 10 anos, em 1984 e Senegal, em 1988.
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