
Desde que mudou sua natureza jurídica, de empresa comercial para entidade sem fins lucrativos, em dezembro de 2002, o Grupo SIM – Instituto de Gestão Fiscal fechou 277 contratos com 168 municípios mineiros. Todos eles sem passar por qualquer tipo de licitação. A empresa foi alvo da Operação Pasárgada, da Polícia Federal, que desbaratou um esquema de fraudes para a liberação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de maneira irregular. De acordo com o relatório da PF que embasou a segunda etapa da operação, batizada de De Volta para Pasárgada, o grupo sempre foi contratado pelas prefeituras por meio de dispensa ou inexigibilidade de licitação.
Para a PF, além de ter agido de má-fé ao modificar a natureza jurídica da empresa, o Grupo SIM garantia aos seu clientes que “os contratos celebrados através de fraudes, por descumprir normas e princípios constitucionais e a Lei 866/91 (Lei de Licitações), não seriam questionados pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE), por estar o grupo infiltrado dentro daquela casa”. O TCE nega a existência de irregularidades dentro do tribunal e também o envolvimento de seus conselheiros com qualquer tipo de esquema de recebimento de propina. O Grupo SIM, informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não vai se pronunciar sobre as acusações da PF até o final das investigações.
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