Em um evidente sinal de prestígio da Câmara Municipal de Três Corações, a realização da Assembleia Pública sobre Segurança Pública, ocorrida na noite de terça feira, 14/09, contou com a presença de centenas de populares, autoridades civis, militares e eclesiásticas, e dois deputados estaduais que presidem importantes comissões da Assembléia Legislativa Mineira: Dalmo Ribeiro (PSDB), presidente da Comissão de Constituição e Justiça; e João Leite (PSDB), presidente da Comissão de Segurança Pública. A iniciativa do vereador Altair Nogueira, secretário da Mesa Diretora, foi inspirada no tema da Campanha da Fraternidade de 2009, ‘A Paz é Fruto da Justiça’, e pela mobilização gerada na sociedade tricordiana revela o quanto o tema desperta preocupação e interesse tanto dos dirigentes públicos quanto da população.“É impossível pensar em Segurança Pública sem a participação popular” declarou o deputado João Leite no início dos trabalhos, e o deputado Dalmo Ribeiro completou afirmando que a mobilização promovida pela Câmara Municipal de Três Corações é o caminho correto para que a sociedade faça o diagnóstico preciso dos seus problemas e trabalhe em conjunto para encontrar suas próprias soluções. Após as explanações iniciais do diretor da penitenciária regional de Três Corações, Leonardo Brocanelli e do diretor da APAC, Raimundo Galdino, sobre o trabalho de ressocialização realizado junto a sentenciados pela justiça e da apresentação de dados estatísticos sobre criminalidade pelo comandante da 28 Cia PM major Renato Junqueira, foi aberto espaço para a realização de diversas perguntas colhidas junto a população e direcionados às autoridades presentes. Sobre a lentidão da justiça, o juiz Marcio Vani Bemfica argumentou que muitas vezes é decorrência da própria legislação e também da falta de estrutura encontrada pelo Judiciário.
O vice-prefeito Sergio Auad (DEM) descartou a idéia da criação de uma Secretaria Municipal de Segurança Pública alegando que a solução mais viável, e estudada pela atual administração, seria a implantação da Guarda Municipal. Respondendo se não seria estímulo para a criminalidade a publicação de fotos e manchetes sobre crimes, a promotora de justiça Dra Rosangela Di Lorenzo Belo afirmou que a imprensa ‘não inventa’ e defendeu a liberdade de imprensa.
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