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ANDRADA LANÇA LIVRO NA ACADEMIA MINEIRA DE LETRAS

Na última quinta-feira, 24, o vice- presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE), o conselheiro Antônio Carlos Doorgal de Andrada, lançou o livro "Política, ainda é possível?". O evento aconteceu na Academia Mineira de Letras a partir das 19h. O livro é uma publicação da Editora Del Rey, e faz uma análise profunda da prática da política institucional contemporânea, através de um pensamento que se fixa pela experiência pessoal de um homem público que, além do conhecimento acadêmico, exerceu várias atividades nos poderes Executivo e Legislativo. O objetivo dessa obra é ampliar o debate sobre a funcionalidade da política na vida da coletividade. É um trabalho que traz mais perguntas do que respostas, mas que tem um tom ousado ao desconstruir antigas fórmulas ainda usadas pelas atuais instituições políticas.


"A prática política institucional contemporânea, em grande parte ainda presa a pressupostos estabelecidos nos primórdios da construção dos Estados liberais, apresenta-se amplamente superada num mundo cujas referências deixaram, há muito, de ser aquelas de outrora", mais a frente Andrada faz uma reflexão provocadora: "As transformações introduzidas pelas inovações tecnológicas e das comunicações, aceleraram o intercâmbio dos saberes, impondo a construção de uma sociedade do conhecimento dominada pelas ciências exatas, sobretudo a econômica, numa época que já pode ser denominada de pós-moderna. (...) É justamente para este mundo novo que as práticas políticas institucionais revelam- se superadas".

Antônio Carlos Doorgal de Andrada já escreveu outros livros que são referências para intelectuais, estudantes e pesquisadores. Além dos artigos publicados, que não são poucos, o conselheiro já publicou os livros: "Ideologias em luta" (1986); "Ensaios Históricos" (1987); "Um século de história - A imigração italiana em Barbacena" (1988); "Em defesa do Parlamento" (2003); "O Município na Federação brasileira - Uma proposta" (2003); "Computocracia - O Déficit Democrático da Globalização" (2007).

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