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DETENTOS PRODUZEM MAIS DE MIL CARTEIRAS POR DIA EM FÁBRICA DENTRO DE PRESÍDIO


Uma linha de produção industrial dentro de uma unidade prisional é um cenário difícil de imaginar. Mas esta é a realidade encontrada na Penitenciária de Três Corações, no Sul de Minas. A unidade inaugurou no último dia 14, um galpão de trabalho que oferece a 30 presos do regime fechado a oportunidade de desenvolver uma profissão e de trilhar novos caminhos.

Quando estão dentro do galpão de trabalho os detentos substituem o uniforme vermelho da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) pelo uniforme branco da empresa parceira - a Mitty Lançamentos e Criações em Couros. 

Os presos fabricam diariamente uma média de 1.300 carteiras masculinas e femininas em couro, que são vendidas no mercado por preços que variam de R$250 a R$500 - dependendo do modelo. O controle de qualidade é realizado por um detento que já passou por todas as etapas da produção durante o programa de treinamento e, hoje, se orgulha em poder auxiliar os colegas na fabricação das peças.

Linha de produção
Trinta presos trabalham atentos a todos os detalhes das peças produzidas. O couro já chega ao galpão recortado, mas são os presos que realizam todas as colagens e costuras das carteiras. Parte por parte das peças são coladas manualmente, passam por uma esteira de secagem, são costuradas em uma máquina industrial, depois são limpas cuidadosamente para a retirada do excesso de cola e, finalmente, são colocados os fechos e adereços finais.

No local os detentos já chegaram a produzir 1.709 carteiras em um único dia. Pelo trabalho, eles recebem cerca de R$580 reais por mês. O salário é repassado para a SEDS pela empresa parceira e a secretaria é responsável por depositar a quantia em uma conta bancária aberta para o preso.

Como explicou o Superintendente de Atendimento ao Preso, Helil Bruzadelli, o detento recebe um cartão que lhe dá o direito de sacar o dinheiro quando ele recebe a sua liberdade. "Em alguns casos, a Justiça autoriza os familiares a realizar o saque deste valor mensalmente, mas cabe somente ao Poder Judiciário determinar quem pode ou não fazê-lo", argumentou Bruzadelli. 

Esta não é a primeira unidade de trabalho instalada dentro da Penitenciária de Três Corações. Além da confecção de carteiras, a unidade conta com um galpão de trabalho em parceria com a Tigre - empresa que fabrica tubulações e materiais plásticos para a construção civil.

A parceria já dura mais de dois anos e emprega vinte detentos. Diariamente 10 mil peças são montadas e embaladas pelos presos. As peças que compõem válvulas para pias e encanamentos, além de sifões, são montadas uma a uma e, depois, são embaladas, seladas e separadas em caixas, ficando prontas para serem enviadas aos distribuidores de todo o país.

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