Pular para o conteúdo principal

BOA PARA CACHORRO

Empresária mineira cria roupa pós-cirúrgica para cães e já negocia com escolas de veterinária
Há quatro anos a administradora de empresas Débora Lacerda, 57, resolveu investir no próprio negócio e montou, na cidade de Carmópolis de Minas, no Sul do estado, uma confecção pet. Entusiasmada com o crescimento desse mercado, Débora não demorou a perceber que precisaria oferecer algo inovador para se destacar. “Com o apoio do Sebrae identifiquei uma oportunidade de fornecer roupas pós-cirúrgicas para cães, um nicho promissor e com pouca concorrência no país”, conta.

Pouco mais de um ano depois de tomar a decisão, Débora conseguiu fechar a primeira venda dos produtos assinados pela Petshow para a Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ela já forneceu 50 unidades e tem expectativa de vender outras 100 peças para a instituição até dezembro deste ano. “Também estou em contato com o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Lavras (Ufla)”, adianta a empresária.

Depois de criar o modelo, Débora fez os primeiros testes da roupa nos próprios cães de estimação. Criou numerações diferenciadas e há cerca de quatro meses propôs à UFMG uma consignação. Foi uma forma de testar o produto no mercado e adequá-lo às necessidades dos clientes. “A escola de veterinária da UFMG faz cerca de 30 cirurgias mensais. Eles buscavam uma alternativa para evitar que os cães lambessem as cicatrizes, já que o tradicional cone colocado no pescoço dos animais os deixava estressados”, explica Débora.

A roupa pós-cirúrgica da Petshow é uma espécie de camiseta, feita em tecido canelado, com zíper em todo o comprimento. “O material é resistente e pode ser lavado até na máquina”, acrescenta Débora. A empresária utilizou a consultoria tecnológica do Sebrae, o Sebraetec, para desenvolver a planilha de precificação do produto. No ano passado ela também fez o Empretec, curso do Sebrae que utiliza metodologia da ONU. “Foi o que me ajudou a gerenciar melhor meu negócio”, diz.

Com capacidade de produzir até 400 peças por mês, Débora está em contato com clínicas veterinárias de todo o estado. O negócio, que começa a engrenar, é um segmento novo no mercado de roupas pet, que, segundo Débora, está em quarto lugar em vendas de artigos do setor. “Vendi até um lote que tinha para pesquisar a fundo o mercado pet. Sou persistente e tenho certeza que vou alcançar meu objetivo”, acredita a empresária.
por Aline Freitas - da assessoria

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

TOMBAMENTO DE CARRETA

Tombou, agora, uma carreta de cerveja na Rodovia Fernão Dias (BR-3821), na pista sentido Belo Horizonte, no km 721, na região de Carmo da Cachoeira. A faixa da esquerda está interditada em os ambos sentidos. No momento, trânsito está fluindo sem lentidão. Motorista sem ferimentos graves. Imagens @transitofernaodias *Por Sebastião Filho 

BOLSONARO CONDENADO

Nesta quinta-feira (11), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por maioria, condenar os oito réus do Núcleo 1 da ação penal 2668, a trama golpista. A AP 2668 tem como réus os oito integrantes do Núcleo 1 da tentativa de golpe, ou “Núcleo Crucial”, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR): o deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF; o general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro (réu-colaborador); o ex-presidente da República Jair Bolsonaro; o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e o general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa. A acusação envolveu os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de E...

FESTANÇA COM ORÇAMENTO PÚBLICO: MUNICÍPIOS MINEIROS DESPEJAM MILHÕES EM SHOWS E EVENTOS

Por muito pouco, duas dúzias de municípios mineiros não colocaram R$ 18,9 milhões do orçamento público em contratos de shows e infraestrutura de eventos. Este movimento é um exemplo concreto de inversão de prioridades, quando o orçamento da administração pública segue a trilha do capital político de curto prazo em detrimento à obrigação constitucional de garantir serviços básicos e contínuos à população. Relatório elaborado pela Diretoria de Auditoria e Avaliação de Políticas Públicas do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) brecou gastos que estavam na mira das prefeituras de Capelinha, Crucilândia, Ipaba, Ipatinga, Nazareno, Peçanha, Sacramento, Santa Bárbara do Tugúrio, São João da Ponte, São João do Oriente, São Vicente de Minas e Várzea da Palma. O escopo do estudo elaborado pela área técnica do Tribunal abrangeu o exercício orçamentário desses municípios em 2024 e o planejamento para 2025, auditando contratos de shows e aluguel de equipamentos e infraestrutura. O r...