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172 ANOS DE PASSADO E HISTÓRIA

Há quem diga que debaixo da estrutura imponente com mais de 170 anos, localizada na esquina das ruas Santanna com Desembargador Alberto Luz, existe um tesouro escondido pelos revoltos da revolução liberal de 1842. Já outros afirmam que o casarão serviu como sede de reuniões secretas dos revolucionários que queriam derrubar o governo da Província das Minas Gerais.

O registro mais antigo que se tem da Casa da Cultura, localizada na Rua Santana, está em um documento na cidade de Campanha, onde é confirmado o local como ponto de encontro desses revolucionários que tinham como principal líder Dr. José Jorge da Silva, juiz de direito e promotor público, um dos principais líderes do movimento revolucionário liberal.

O casarão pertencia à família do Alferes Francisco Alves de Azevedo, que em 1907 vendeu o imóvel a Pedro Salles pela quantia de quinze contos e cento e vinte mil réis, para que nele funcionasse o Fórum de Lavras. Depois disso, o casarão deu abrigo a vários outros serviços públicos como a agência dos correios, serviços de radiotelegrafia, prefeitura, câmara municipal e finalmente em 1984 o casarão de meados do século XIX, deu abrigo à Casa da Cultura com a finalidade de abrigar diversas manifestações artísticas e culturais.

Durante os anos, várias adaptações e reformas foram realizadas no interior da casa, o que acabou por descaracterizar o casarão, uma delas foi a construção de uma escadaria na década de 1920.

Mais uma vez o prédio que faz parte do Patrimônio Histórico Municipal passou por reformas. Uma obra emergencial teve que ser realizada na fachada da Casa da Cultura depois que parte do reboco da parede externa se soltou e suspeitou-se de alterações na estrutura frontal da edificação. Todas as esquadrias, portas e janelas foram retiradas para que a fachada fosse cuidadosamente avaliada. Infelizmente com ação do tempo, obras sem planejamento realizadas em outras décadas e o fluxo intenso de veículos pela Rua Santana fizeram que rachaduras danificassem as paredes centenárias, obrigando a intervenção da equipe da Secretaria de Obras que colocou vigas de sustentação nas paredes, para evitar a queda das mesmas.

Em seguida foi contratada uma empresa, após a devida licitação, para executar as obras de recuperação. Com isso, além de ter sido oferecida maior segurança ao antigo casarão também foram devolvidas as características arquitetônicas originais do prédio de meados do século XIX.

No dia 11 de abril, a partir das 19 horas, a Casa da Cultura será reaberta ao público em grande estilo. Na programação música, teatro, dança e literatura. A Casa da Cultura retorna recuperada e o Governo Municipal devolve à população de Lavras um patrimônio cultural e histórico, afinal, um povo sem cultura é um povo sem alma e sem memória.

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