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ESA RECEBE RÉPLICA DA ESPADA INVICTA DE CAXIAS


A Escola de Sargento das Armas (ESA) de Três Corações, no Sul de Minas, recebeu da Secretaria Geral do Exército (SGEx), por intermédio de esforços envidados pela Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército (DPHCEx) proporcionados pelo Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx), uma réplica da espada ‘Invicta de Caxias” que foi utilizada pelo Patrono do Exército Brasileiro, o Duque de Caxias, nas campanhas que o marcaram na história do Brasil e que será exposta no espaço cultural Duque de Caxias da escola.

Adquirida pelo então Barão de Caxias em 1841, esta espada o acompanhou nas campanhas de pacificação das revoltas liberais em Minas Gerais e São Paulo; na pacificação da revolução Farroupilha; nas batalhas da Guerra do Prata; e na Guerra da Tríplice Aliança. Esta espada foi a mesma que Caxias ergueu para inflamar as tropas brasileiras na histórica Batalha de Itororó, na Guerra da Tríplice Aliança.

Das mãos de seu possuidor ao seu atual relicário no Instituto de História e Geografia do Brasil (IHGB) o histórico sabre de Caxias, percorreu interessantes caminhos. Foi doado em testamento pelo Duque de Caxias, ao Brigadeiro João de Souza da Fonseca Costa que, como 1º Tenente, fora o Ajudante- de -Ordens de Caxias na guerra contra Oribe e Rosas e mais tarde, como coronel, fora Chefe do seu Estado-Maior na Campanha da Tríplice Aliança (1866-68).

Em 1925, a relíquia foi doada ao IHGB, que detém sua guarda até os dias de hoje, desde que passou a ficar sob os cuidados do Instituto, a espada de Caxias havia saído apenas por cinco vezes.

A primeira ocorreu em 1939 no Realengo e se deve à iniciativa do então major Jonas Correia Neto. Foi a espada posicionada, em solenidade de rara grandiosidade, defronte do Corpo de Cadetes, formado, e ao lado da espada do General San Martin trazida pela representação da Escola Militar da Argentina em visita ao Brasil.

Posteriormente ela foi trazida na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em 1978, em homenagem ao presidente da República general João Figueiredo, o primeiro ex detentor do Espadim de Caxias a atingir a Presidência da República e, em 1980, no centenário de morte do Duque de Caxias.

Por derradeiro em 2021 e 2022, face as comemorações do Dia do Soldado no Quartel General do Exército.

A Espada Invicta é a perenização da imagem do Duque de Caxias. Foi o instrumento com o qual o Duque cumpriu sua missão de liderança e tornou-se o Pacificador. E é uma espada invicta, uma vez que, com ela, o Duque jamais perdeu uma batalha.

Arma de combate com 92 cm de comprimento, possui punho liso e branco de marfim ou osso. A cruzeta, em metal dourado, mede cerca de 15 cm e possui, no seu centro, a face esculpida de um leão, e, nas abas laterais, dragões que simbolizam a Casa de Bragança. Na lâmina, estão lavrados florões e motivos fitomórficos e militares, uma coroa, uma panóplia com troféus de guerra, o brasão imperial e a inscrição “Duque de Caxias”.

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