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GRUPO COORDENADO POR PROFESSOR DO IFSULDEMINAS DESCOBRE ESPÉCIE DE LIBÉLULA

Descoberta é publicada em jornal científico norte-americano

Coordenada pelo professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas (IFSULDEMINAS), Câmpus Inconfidentes, Marcos Magalhães, a descoberta de uma espécie de libélula, no município de Barroso, nas Vertentes, ganhou destaque no jornal científico norte-americano, “International Journal of Odonatology”. Na edição do dia 03 de outubro de 2014, o jornal publicou um artigo contendo informações sobre a nova espécie. “É notável pela sua cor azul. Um personagem raro dentro do uma espécie de grupo Heteragrion”, evidenciou a publicação. O animal recebeu o nome de Heteragrion Cyane, expressão latina que quer dizer azul. Além da cor, diferentes estruturas anatômicas foram utilizadas na descrição da espécie como as estruturas reprodutivas.

O projeto de pesquisa, coordenado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) e apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), foi executado em 2010 e 2011. Durante um ano e meio, o professor do Câmpus Inconfidentes, Marcos Magalhães, coordenou o grupo de pesquisadores que foi a campo para coletar material em um córrego da floresta na Mata do Baú, em Barroso. 

“Imaginamos que o bicho se tratava de uma espécie rara encontrada em Caxambu-MG, no ano 1890, por cientistas belgas. Até que um especialista da UFMG, professor Angelo Machado, concluiu pela novidade da espécie”, explicou o docente. Uma segunda espécie também foi encontrada, mas as especificações ainda não foram publicadas. Questionado sobre os impactos da descoberta, Marcos Magalhães, defende a criação, no local, de uma Unidade de Conservação.



“Este animal somente incorre naquela área e deve ter uma necessidade específica daquele ambiente. Isso reforça a necessidade de se criar uma Unidade de Conservação. Esta espécie não se encontra em nenhum outro lugar do mundo”, sentenciou.

De acordo com os cientistas, as libélulas existem há milhões de anos, antes dos dinossauros aparecerem sobre o planeta. Esses insetos passam a vida inicial na água, e por isso muitas espécies são sensíveis à poluição dos ambientes aquáticos. Assim elas são utilizadas como bioindicadores.

Quatro vezes ao mês, os pesquisadores visitaram a área de 400 hectares formados por uma rica fauna, com 57 espécies de libélulas, cinco do gênero Heteragrion. Os materiais foram coletados em um fluxo lento e raso de água, com bordas pantanosas. Posteriormente foram levados para o laboratório. “Começamos a analisar as características a partir das descrições já existentes. Se as descrições não são conformes as que existem ou você está fazendo uma descrição errada, ou está diante de um bicho novo”, esclareceu professor Marcos Magalhães.

Os especialistas do jornal norte-americano compararam a libélula com outras espécies encontradas na região e, após análise, concluíram: “estamos agora convencidos de que ele é de fato uma nova espécie”, afirma o texto.
por José Valmei Bueno - da assessoria IFSULDEMINAS

Leia, na íntegra, a matéria do jornal científico norte-americano:

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