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RETA FINAL

Carlos Edyl

A metáfora é mais que exata. A imagem é perfeita. Chegamos enfim na reta final da disputa eleitoral. Os candidatos saem da última curva e já enxergam a linha de chegada. Se essa corrida para alguns foi uma autêntica maratona, já que estão se preparando e correndo há muitos e muitos anos, para outros é uma corrida de velocidade, onde o que vale mesmo é o fôlego para o ‘sprint’, a arrancada final.

PROFETAS DE SEUS INTERESSES

Apesar dos incontáveis videntes e profetas eleitorais, que já antecipam o resultado que, somente para eles, iluminados que são, já é visível, o certo é que não está nada definido.

E quer saber? Nem estará tão cedo. Em que pese o eventual favoritismo de um ou outro, qualquer fato, de relevância razoável, poderá refletir no crescimento – ou na queda – das candidaturas. Conseqüentemente, influenciando o resultado final. Ou seja, somente nos instantes derradeiros mesmo é que se poderá ter alguma certeza.

PRIMEIRA DIVISÃO

Mesmo que pesquisas feitas por encomenda, ao gosto do freguês, e que tentam espalhar por aí dando conta disso ou daquilo, não há pesquisa eleitoral alguma que diga o que o cidadão sensato – desinteressado diretamente- já sabe: Dos dez candidatos, cinco chegam à reta final com alguma chance de vencer. Os outros cinco são coadjuvantes, alguns abrilhantando a disputa, e outros banalizando o processo eleitoral com a insistência em forjar uma liderança não legitimada ao lançar a candidatura para o cargo máximo do município.

MINORIA IRÁ ELEGER PRÓXIMO PREFEITO

Diante um universo previsto de 45mil votos válidos, presume-se que 15 mil votos serão suficientes para eleger o próximo prefeito. Seguindo esse mesmo raciocínio, e constatando que Faustinho, Chiba, Luiz Vilela, Celso e mesmo Jorge Machado possuem um eleitorado cativo, variando entre 5 a 10 mil votos. Ou seja, se conseguirem somar mais um bocado de votos a esse eleitorado cativo, chega perto da marca dos 15 mil.


Daí a possibilidade de algum fato, nem precisa ser de suma importância, mas de relevância relativa ter o poder de decidir a eleição, dando – ou tirando- alguns milhares de votos de qualquer desses candidatos.


A ironia fica por conta de que a minoria, 15 mil votos, elegerá o próximo prefeito. Sintomas da nossa canhestra democracia tupiniquim, já que a grande maioria, 30mil, não terá votado no próximo prefeito.

FAUSTINHO E CHIBA

Expliquemos, antes que impeçam o desenrolar do raciocínio: Faustinho tem seu eleitorado cativo, uma significativa militância voluntária que o acompanha há tempos.
Chiba possui a chance de herdar os votos do atual prefeito Gordo Dentista, e gostando ou não gostando, todos sabem que são votos numerosos. Resta saber até que ponto será essa transferência.

LUIZ VILELA, DR. CELSO E JORGE MACHADO

Luiz Vilela está a bastante tempo trabalhando, e ainda conta com votos a serem herdados do seu primo, ex-deputado Ailton Vilela, até a pouco o grande e inquestionável ‘cacique’ político local. Dr. Celso também possui um eleitorado fiel, passível de ser incrementado pela sua simpatia pessoal e carisma.


Jorge Machado está acionando suas lideranças espalhadas nos bairros, visando traduzir sua popularidade por votos.

RESULTADO NO ÚLTIMO INSTANTE

Bem, explicações feitas, voltemos ao raciocínio:


Esses cinco candidatos, uns mais outros menos, possuem alguns milhares de votos cativos, o que significa que na hora ‘H’, por ação do imponderável e do imprevisível, qualquer um desses pode dar uma acelerada e chegar à frente de seus oponentes, ainda que por pequena margem de votos de diferença.


Enquanto os demais irão pulverizar os votos entre eles.

A HORA ‘H’


Então, fique esperto porque é a partir de agora que tudo se define.
Que a sorte esteja sempre conosco.

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Carlos Edyl Santiago Filho, jornalista, funcionário público municipal, conhece quase todos os profetas e sabichões de plantão, mas não acredita em nenhum deles. Sabe também muito bem em quem NÃO vai votar nas próximas eleições. Editor do site http://www.comtc.com.br/
Contatos: carlosedyl@uol.com.br

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