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POUCOS PARLAMENTARES TEM VOTAÇÃO EM TODO O ESTADO

Paulo foi votado em 799 municípios mineiros e foi eleito com 126 mil votos para a Câmara dos Deputados

Diferentemente do que ocorre com mais de 90% dos deputados federais e estaduais, que concentram taxas superiores a 40% de sua votação em uma só região do estado, – o que remete a uma associação do parlamentar com a região geográfica ou a dimensão da representação territorial, conceito inerente ao sistema eleitoral de voto distrital – há seis deputados estaduais e quatro federais que têm apoio difuso no estado.

Na Assembleia Legislativa, o presidente Alberto Pinto Coelho (PP) e os deputados Gustavo Corrêa (DEM), Adelmo Carneiro Leão (PT), Deiró Marra (PR), Agostinho Patrus Filho (PV) e Durval Ângelo (PT) têm votação espalhada, mais difícil de ser relacionada a uma região geográfica. Da mesma forma, os deputados federais Rafael Guerra (PSDB), Paulo Abi-Ackel (PSDB), José Santana (PR) e Saraiva Felipe (PMDB).

Como a atividade parlamentar continua muito centrada na ideia do atendimento aos municípios, esses parlamentares têm de rodar mais para estar presente onde os seus votos estão. “A minha base eleitoral carrega duas características. A primeira é o voto político, identificado com determinadas regiões. A outra é o voto pulverizado, resultado de um processo de identidade do cidadão com o parlamentar”, diz Alberto Pinto Coelho. O posicionamento em plenário desses parlamentares precisa ser mais abrangente. O estadual Adelmo Carneiro Leão que atua muito na área da saúde e com as políticas voltadas para os servidores públicos afirma que “são políticas que atendem a todas as regiões, mesmo aquelas em que não sou votado e onde nunca fui”, afirma. Como o eleitor é pouco atento á atuação parlamentar, o posicionamento político em defesa de questões mais amplas precisa ser combinado com presença nas bases.
por Bertha Maakaroun e Luiz Ribeiro, do Estado de Minas

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