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PROMOTOR FRANCISCO CEMBRANELLI MNISTRA PALESTRA EM DIVINÓPOLIS

Encontro foi realizado nos dias 13 e 14 de maio em Divinópolis. Próximo Encontro Regional será nos dias 20 e 21 de maio em Montes Claros
Com realização do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) e apoio da Associação Mineira do Ministério Público (AMMP) e Cooperativa de Crédito dos Integrantes do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (Mpcred) foi realizado na Região Centro-Oeste do Estado, nos dias 13 e 14 de maio, o Encontro Regional de Divinópolis. A palestra "Os Desafios do Ministério Público na Investigação e Atuação em Processos de Crimes Dolosos Contra a Vida", proferida pelo promotor de Justiça de São Paulo Francisco Cembranelli, foi a última atividade do encontro. A mesa de encerramento dos trabalhos, além do palestrante, contou com a participação do procurador-geral de Justiça, Alceu José Torres Marques; diretor do Ceaf, promotor de Justiça Gregório Assagra de Almeida; e os promotores de Justiça de Divinópolis, Gilberto Osório Resende e Alessandro Garcia Silva.

Segundo Alceu Torres Marques, "os Encontros Regionais promovidos pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) são importantes para que a administração tenha um contato direto e reservado com os demais membros da Instituição, sobretudo no interior de Minas Gerais. É um modo eficiente de possibilitar a discussão com os colegas sobre todas as questões que dizem respeito à Instituição", destacou. Em sua fala o promotor de Justiça Francisco Cembranelli abordou parte da sua adolescência e a maneira como acompanhava o trabalho do pai, o então promotor de Justiça Sylvio Cembranelli. Foi por influência deste que Francisco ingressou no Ministério Público do Estado de São Paulo em 1988, logo após a promulgação da Constituição Federal. Cembranelli falou de seu trabalho em São Paulo e dos mais de mil júris dos quais participou.

Francisco Cembranelli destacou o caso da menina Isabela Nardoni - assassinato ocorrido em 29 de março de 2008 - e a repercussão que tornou o promotor de Justiça conhecido nacionalmente. Sobre o tema "Os Desafios do Ministério Público na Investigação e Atuação em Processos de Crimes Dolosos Contra a Vida", Cembranelli afirmou que "o promotor de Justiça está muito distante da investigação. Ele precisa acompanhar mais de perto os trabalhos, afinal ele é o destinatário daquele trabalho, é o promotor de Justiça que terá de destrinchar e trabalhar com todo o apanhado de provas feito por um delegado de polícia." Cembranelli é partidário da ideia de que "o Ministério Público deve acompanhar a investigação o mais próximo possível, e não de maneira burocrática, apenas batendo um carimbo. Quando o promotor de Justiça tem acesso a todo o procedimento investigativo, às vezes nada mais pode ser feito. Como somos titulares da ação penal, teremos de mover uma ação, levar o caso a plenário e sustentar uma condenação - lembrando que o nosso cargo é de grande responsabilidade -, é natural que, desde o início dos trabalhos, o promotor de Justiça esteja presente.

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