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UninCOR PODE PERDER AINDA MAIS DINHEIRO EM PARÁ DE MINAS

Universidade contava com a venda do imóvel daquela cidade, mas a compra pode ter sido engavetada
A negociação da prefeitura de Pará de Minas com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e a Universidade do Vale do Rio Verde (UninCor), sobre a posse do prédio onde funcionou o campus da universidade naquela cidade ainda não encontrou uma solução e parece que está longe disso, o que pode prejudicar planos da nova administração da UninCor que contava com parte desse dinheiro para as necessidades urgente do combalido caixa da Universidade. O Tribunal Regional do Trabalho entra nessa composição porque dezenas de professores e funcionários da UninCor espalhados por diversos campus recorreram a justiça para receberem seus direitos trabalhistas, e o prédio em Pará de Minas acabou penhorado. Vendido, 30% irá para a UninCor e os 70% restantes será utilizado para amortizar parte dos débitos trabalhistas da Instituição (o passivo trabalhista da UninCor já está próximo a R$ 27 milhões).

Na época, em 2004, a Prefeitura de Pará de Minas, com autorização da Câmara Municipal, doou R$ 300 mil para a UninCor começar a construir sua sede, um prédio modulado –que pode ser desmontado e reinstalado em outro lugar- prédio que depois de pronto foi avaliado em R$ 2,7 milhões. Hoje, a prefeitura fez uma oferta de R$ 5 milhões para ficar com o imóvel, o que foi aceito pela UninCor, mas ante a negativa repercussão que a compra teve na cidade o processo de aquisição parou e tudo indica que será engavetado.

Em Pará de Minas ninguém aceita a idéia que o município deva comprar o imóvel, primeiro porque há a doação dos R$ 300 mil iniciais e depois porque a UninCor, que já enfrentava graves problemas financeiros, nunca cumpriu os compromissos assumidos com o município na regularidade dos cursos oferecidos que aos poucos foram minguando até a paralisação total. Há um movimento forte na cidade para a prefeitura para que a prefeitura desista de comprar o imóvel e determine a UninCor a realizar o imediato desmonte do prédio e que o leve para onde desejar, já que o terreno pertence ao município, isso além de ações indenizatórias contra a UninCor, até mesmo objetivando ficar com o prédio como compensação pelos prejuízos sofridos.
por Paulo César Pereira, da Folha do Sul

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