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PASSA QUATRO PEDE SEGURANÇA DE FRONTEIRA AO GOVERNO DE MINAS



Quartel da PM foi metralhado por 12 bandidos no dia 11 de abril e população quer resposta do Governo de Minas. Cidade sofre com ação de criminosos de São Paulo e Rio de Janeiro.
Depois do atentado contra o 7º Pelotão da PM de Passa Quatro, no Sul de Minas, no dia 11 de abril, quando 12 criminosos, armados de metralhadoras e em três carros, atiraram contra a sede da PM, a população cobra ação do Governo de Minas. No mesmo dia, os ladrões estouraram três caixas eletrônicos na cidade.

O vice-prefeito, Luís Eduardo Ribeiro, disse que a população está alarmada e que a situação está insustentável. “Estamos cansados de conversas. Há anos ouvimos promessas. Somos uma porta de entrada do Estado e pedimos uma solução”, afirmou.

O comandante da 57ª Batalhão da PM de São Lourenço, tenente-coronel Paulo Valério Júnior, admitiu a ousadia dos criminosos e disse que aquela não foi uma simples ação de roubo de caixas eletrônicos, mas “uma ofensa à instituição militar e ao quartel da PM. Estamos incomodados com essa situação,” afirmou. Ele falou aos deputados estaduais Ulysses Gomes(PT) e Sargento Rodrigues(PDT), vice-presidente da Comissão de Segurança da ALMG, que fizeram visita técnica e ouviram as autoridades locais.

Os deputados informaram que a visita terá como resultado um relatório que será remetido aos órgãos de segurança do Estado. “Nosso papel é ouvir para que o relatório seja o mais real possível. Ele será entregue ao Governo e nós vamos cobrar a solucão do problema”, afirmou o deputado Ulysses Gomes(PT). Foram ouvidos os comandantes regionais e locais da PM, Polícia Civil e Polícia Rodoviária Estadual, o juiz da Comarca e vereadores.

Documento mostra origem dos crimes
O juiz da Comarca de 1ª Instância de Passa Quatro, Fábio Caruso, foi taxativo ao afirmar que o Estado precisa proteger as fronteiras. E citou o exemplo de Cruzeiro(SP), que possui vasto aparato policial e de equipamentos. “Há necessidade de reforçar as fronteiras com melhor estrutura policial militar e Civil, o que não ocorre atualmente”, afirmou e entregou um dossiê aos deputados que reúne ofícios, certidões de antecedentes criminais, identificação e crimes praticados por pessoas de outros Estados.

O documento aponta que a maior parte dos criminosos vem de São Paulo e Rio de Janeiro, para praticar crimes contra o patrimônio, especialmente, roubo. São oriundos de Cruzeiro, Pindamonhangaba, Taubaté, São José dos Campos(Vale do Paraíba), Praia Grande, Suzano, todas em São Paulo e da capital carioca. Eles reivindicam a criação de um posto da Polícia Rodoviária em estrutura que já existe no Alto da Serra da Mantiqueira, onde havia a barreira fiscal. Também consideram essa a melhor medida para impedir o fácil e irrestrito acesso ao Estado e, ainda, a fuga após o crime.

Cinturão de segurança rodoviária prometido há seis anos
O representante da Polícia Rodoviária Estadual da região, Major Oterson Luis Nocelli, informou que foram encarregados de fazer estudo para o cinturão de segurança rodoviária na região, com criação de postos, barreiras e radares inteligentes, que monitoram todos os que passam pela rodovia. São seis pontos de entrada de outro estados na região e um deles é em Passa Quatro.

Cansados de reuniões e promessas, vereadores e autoridades locais reclamaram de que já foram realizadas três audiências na cidade pelo mesmo motivo e nada foi feito. Há seis anos teve início o plano para fazer o cinturão, mas o estudo não foi concluído. Eles reclamaram da falta de ação efetiva por parte do Governo do Estado e cobraram medidas urgentes e definitivas para resolver o problema.

População faz “Livro de Ouro” para construir delegacia
Após 13 anos de promessas do Governo de Minas para melhorar a segurança de fronteira, a população apelou para o conhecido “Livro de Ouro”, instrumento de recolhimento de dinheiro para algum objetivo da comunidade. As contribuições somaram R$70 mil reais e, com o dinheiro, foi construída a nova delegacia, já que a anterior estava em estado deplorável. Porém, falta o governo disponibilizar uma equipe mínima, porque hoje existe apenas um delegado e uma investigadora da Polícia Civil.

Estiveram presentes: delegado titular da cidade, Bruno de Souza, delegado regional da Polícia Civil de São Lourenço, Luciano Belfort, a presidente da Câmara, vereadora Mônica Ribeiro Motta(PT), vereador Marcos Torres(PV), o vereador Serginho Sales(PT) e policiais civis e militares. 

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