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EM VISITA A VARGINHA, DILMA ANUNCIA MEDIDAS DE VALORIZAÇÃO DO CAFÉ

 Elevação do preço da saca foi pauta de várias reuniões do deputado Odair Cunha com ministros do Governo
 
Em visita a Varginha, no Sul de Minas, nesta quarta-feira, 7, para inauguração do Campus Avançado da Universidade Federal de Alfenas (Unifal) no município, a presidenta Dilma Rousseff (PT), acompanhada do ministro da Educação, Aloizio Mercadante (PT), do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT), do ministro da Agricultura, Antônio Andrade (PMDB), e do deputado Odair Cunha (PT), vice-líder do Governo no Congresso, e de outras lideranças, anunciou três medidas para elevar o preço do café. As ações vão ao encontro das expectativas dos agricultores, que enfrentam crise por causa dos baixos preços de comercialização.

A primeira medida anunciada pelo Governo Federal é o lançamento de contratos de opção de venda de três milhões de sacas do grão, com pagamento de R$ 343 para cada uma e vencimento em março de 2014.

A segunda medida para os cafeicultores anunciada pela presidenta foi a liberação de crédito para financiar a estocagem de café até que os preços de venda ao mercado melhorem. “Os cafeicultores que estão começando a colher, não precisam comercializar imediatamente sua produção, pois vão dispor de recursos para manter os seus produtos estocados, na expectativa de elevação do preço da saca no mercado nos próximos meses”, explica a presidenta Dilma.

A terceira medida é a oferta de recursos para começar imediatamente a compra de café pelo preço mínimo. “Evitamos, com isso, que os pequenos produtores, que precisam do recurso em curto prazo vendam sua produção a um preço ruim”.

Segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), nos últimos meses, os preços pagos aos cafeicultores pela saca de 60 quilos têm ficado abaixo dos custos de produção e do preço mínimo. Na safra 2012/2013, os preços do grão caíram, em média, 24% nas principais regiões produtoras. Minas Gerais concentra a maior parte de produção de café do país, com 52,66% da área nacional cultivada, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“Com essas três medidas, o nosso interesse é que os cafeicultores tenham condições mais adequadas tanto para produzir quanto comercializar a sua safra, é esse o sentido deste anúncio”, afirma a presidenta.

A elevação do preço do café foi pauta de várias reuniões do deputado federal Odair Cunha (PT-MG) com o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, e com lideranças do setor cafeeiro.

No evento de hoje, a convite de Odair Cunha, participaram importantes representantes da cafeicultura, entre eles o presidente da Comissão Nacional do Café da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), Breno Pereira de Mesquista, o presidente da Cooperativa Regional de Cafeicultura em Guaxupé (Cooxupé), Carlos Alberto Paulino da Costa, o coordenador da Comissão dos Cafeicultores da Associação dos Municípios Micro Região Baixa Mogiana (AMOG), da Associação dos Municípios do Médio Rio Grande (AMEG) e da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (ALAGO), Emídio Madeira, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Nova Resende, Claudinei José de Brito, do presidente da Cooperativa dos Cafeicultores de Varginha, Oswaldo Henrique Paiva Ribeiro, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Boa Esperança, Manoel Joaquim da Costa.

“Foi uma luz que acendeu para os nossos agricultores familiares e, principalmente, para os trabalhadores, pois hoje com o café a R$ 280,00 está impossível de se produzir. Acredito que, dentro de no máximo 15 dias, o mercado vai aquecer e com isso vai melhorar para toda a economia, porque hoje nós sabemos que nossos agricultores estão todos endividados. Agora nossa próxima busca, através do deputado Odair Cunha e do ministro, é o parcelamento das dívidas dos nosso produtores.”
Claudinei José de Brito
Presidente do Sindicato do Sindicato dos Trabalhadores e Agricultores Familiares de Nova Resende.

“O primeiro passo foi dado, que é retirar três milhões de sacas que estão excedentes no mercado. Com isso o mercado vai aquecer. O dinheiro para estocagem vai ajudar e o produtor pode forçar um pouco para não vender. Do que nós tínhamos pedido, a presidenta Dilma atendeu mais de 90%. Temos muito que agradecer o deputado Odair de ter feito a ligação, esse elo, entre o ministro da Agricultura e os cafeicultores”.
Emídio Madeira
Coordenador da Comissão dos Cafeicultores AMOG, AMEG e ALAGO.

“Nós pedimos três milhões de saca, ela deu três milhões, nós pedimos R$ 360,00 ela deu R$ 343,00, próximo do que nós pedimos. E a questão é só os carretos, que eu acredito que tenha frete, sacaria etc, o que vai aumentar um pouco esse valor de R$ 343,00. Com relação às outras reivindicações, ela deixou as portas abertas para continuarmos pedindo, que são mais 3 milhões para 2014 e 3 milhões para 2015. O governo tem credibilidade, quando o governo fala que vai comprar, que vai entrar no mercado, que vai abraçar a causa, o café reage”.
Arnaldo Botrel
Presidente da Associação dos Sindicatos dos Produtores de Café do Sul de Minas (Assul)

Confira a íntegra


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