A saúde financeira da Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí (FUVS), em Pouso Alegre, no Sul de Minas, está com saldo negativo no valor de R$ 24 milhões, relatou o novo presidente da instituição, Rafael Tadeu Simões - que assumiu a presidência no final de junho - durante exposição feita a empresários. O resultado da auditoria promovida por Simões foi apresentado em agosto ao governador Antonio Anastasia.
O presidente da instituição apresentou dados que indicam a real situação financeira e estrutural do Hospital das Clínicas Samuel Libânio (HCSL). Os números, que não são animadores, precisam ser revertidos o mais rápido possível, para que a Fundação possa manter em funcionamento a prestação dos serviços de saúde.
O presidente da instituição apresentou dados que indicam a real situação financeira e estrutural do Hospital das Clínicas Samuel Libânio (HCSL). Os números, que não são animadores, precisam ser revertidos o mais rápido possível, para que a Fundação possa manter em funcionamento a prestação dos serviços de saúde.
Além do quadro atual mostrado em números e fotos, Rafael Simões aproveitou para divulgar a importância da FUVS para a cidade e macrorregião que procura os serviços ofertados.
A FUVS mantém cinco unidades atreladas sob sua manutenção, voltadas aos setores da educação e da saúde. O HCSL pertence a esta estrutura que, de acordo com Rafael Simões, é a unidade que mais precisa de investimentos devido aos equipamentos obsoletos disponíveis aos usuários do hospital. A situação mais caótica que o novo presidente da FUVS encontrou foi no Pronto Socorro do HCSL, ao se deparar com pacientes entubados em pleno pronto atendimento, por causa da lotação dos leitos. Menciona ainda a pequena quantidade de leitos na UTI para uma demanda advinda de 53 municípios.
Quanto aos equipamentos hospitalares, o hospital se mantém com improvisos, gambiarras feitas pelos profissionais para que possam atender aos pacientes de forma menos drástica, devido aos equipamentos deteriorados.
Deficitário em 24 milhões de reais, a FUVS tem um endividamento bancário na casa dos R$ 45,6 milhões, além do empréstimo consignado concedido pelo SUS no montante de R$ 1,2 milhão. O endividamento também é fruto de créditos a favor da instituição que não foram pagos. Um deles, do próprio SUS, em convênio com o governo Federal, na ordem de mais de R$ 11 milhões. A Prefeitura de Pouso Alegre também tem uma dívida que chega a mais de R$ 3 milhões e que vem se acumulando desde 2010.
No balanço geral, para começar a amenizar a situação financeira da Fundação, algumas medidas foram tomadas, como a demissão de 52 colaboradores, o que mesmo assim gerou encargos trabalhistas na cifra de mais de R$ 827 mil.
Como possibilidade de ajudar na reversão há a iniciativa de implementar algumas metas, as quais Rafael Simões acredita que irão colaborar, como o redimensionamento do quadro de funcionários, englobando setores para economizar na estrutura predial, otimizando os espaços físicos e equipamentos. O planejamento da nova gestão inclui de prioridades estratégicas a definição de necessidades imediatas e renegociação do endividamento bancário.
Soma a estes fatores a transformação da esfera negativa para a positiva a implementação de mudanças na gestão educacional e na saúde, considerados os ´carros-chefes´ da FUVS. Por fim, o estabelecimento da cultura da responsabilidade pelos resultados e a prática da gestão de custos e orçamento institucional. Rafael Simões encerrou o evento ao dizer que ´todas as medidas possíveis estão sendo implementadas no sentido de manter o nosso hospital e a nossa instituição em pé´.
Quanto ao hospital, a captação de dinheiro é a única forma para salvar o Pronto Socorro do Samuel Libânio e a via utilizada são os contatos políticos. ´Nós estamos trabalhando politicamente, o Bilac Pinto, o próprio secretário [de Estado] de Saúde Antônio Jorge, o governador muito empenhado em nos ajudar no sentido de nós passarmos mais uma vez por essa crise, mas passarmos agora para um segundo momento. Superada a crise, entraremos numa reestruturação profissional. Nós vamos afastar definitivamente futuros problemas neste sentido´.
A comunidade e os próprios funcionários farão a diferença ao se empenharem nesta reestruturação que precisa ser enfrentada pela FUVS. ´É um grande momento. Um momento em que nós estamos efetivamente abrindo as portas da instituição. Momento em que nós estamos mostrando a importância dessa instituição, o maravilhoso trabalho que é feito não só no hospital, na universidade. Os outros negócios que nós temos, o colégio Anglo, o colégio João Paulo. Lá é uma grande família que está lutando para sobreviver. Eu tenho certeza, com a garra de todos os que vestem a camisa da nossa instituição nós vamos superar essa crise, principalmente agora sabendo que a sociedade está consciente do que está acontecendo e está disposta a participar´.
A FUVS mantém cinco unidades atreladas sob sua manutenção, voltadas aos setores da educação e da saúde. O HCSL pertence a esta estrutura que, de acordo com Rafael Simões, é a unidade que mais precisa de investimentos devido aos equipamentos obsoletos disponíveis aos usuários do hospital. A situação mais caótica que o novo presidente da FUVS encontrou foi no Pronto Socorro do HCSL, ao se deparar com pacientes entubados em pleno pronto atendimento, por causa da lotação dos leitos. Menciona ainda a pequena quantidade de leitos na UTI para uma demanda advinda de 53 municípios.
Quanto aos equipamentos hospitalares, o hospital se mantém com improvisos, gambiarras feitas pelos profissionais para que possam atender aos pacientes de forma menos drástica, devido aos equipamentos deteriorados.
Deficitário em 24 milhões de reais, a FUVS tem um endividamento bancário na casa dos R$ 45,6 milhões, além do empréstimo consignado concedido pelo SUS no montante de R$ 1,2 milhão. O endividamento também é fruto de créditos a favor da instituição que não foram pagos. Um deles, do próprio SUS, em convênio com o governo Federal, na ordem de mais de R$ 11 milhões. A Prefeitura de Pouso Alegre também tem uma dívida que chega a mais de R$ 3 milhões e que vem se acumulando desde 2010.
No balanço geral, para começar a amenizar a situação financeira da Fundação, algumas medidas foram tomadas, como a demissão de 52 colaboradores, o que mesmo assim gerou encargos trabalhistas na cifra de mais de R$ 827 mil.
Como possibilidade de ajudar na reversão há a iniciativa de implementar algumas metas, as quais Rafael Simões acredita que irão colaborar, como o redimensionamento do quadro de funcionários, englobando setores para economizar na estrutura predial, otimizando os espaços físicos e equipamentos. O planejamento da nova gestão inclui de prioridades estratégicas a definição de necessidades imediatas e renegociação do endividamento bancário.
Soma a estes fatores a transformação da esfera negativa para a positiva a implementação de mudanças na gestão educacional e na saúde, considerados os ´carros-chefes´ da FUVS. Por fim, o estabelecimento da cultura da responsabilidade pelos resultados e a prática da gestão de custos e orçamento institucional. Rafael Simões encerrou o evento ao dizer que ´todas as medidas possíveis estão sendo implementadas no sentido de manter o nosso hospital e a nossa instituição em pé´.
Quanto ao hospital, a captação de dinheiro é a única forma para salvar o Pronto Socorro do Samuel Libânio e a via utilizada são os contatos políticos. ´Nós estamos trabalhando politicamente, o Bilac Pinto, o próprio secretário [de Estado] de Saúde Antônio Jorge, o governador muito empenhado em nos ajudar no sentido de nós passarmos mais uma vez por essa crise, mas passarmos agora para um segundo momento. Superada a crise, entraremos numa reestruturação profissional. Nós vamos afastar definitivamente futuros problemas neste sentido´.
A comunidade e os próprios funcionários farão a diferença ao se empenharem nesta reestruturação que precisa ser enfrentada pela FUVS. ´É um grande momento. Um momento em que nós estamos efetivamente abrindo as portas da instituição. Momento em que nós estamos mostrando a importância dessa instituição, o maravilhoso trabalho que é feito não só no hospital, na universidade. Os outros negócios que nós temos, o colégio Anglo, o colégio João Paulo. Lá é uma grande família que está lutando para sobreviver. Eu tenho certeza, com a garra de todos os que vestem a camisa da nossa instituição nós vamos superar essa crise, principalmente agora sabendo que a sociedade está consciente do que está acontecendo e está disposta a participar´.
da TV Uai
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