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FATOR POLÍTICO

Em meio ao silêncio oficial, a polêmica marca os debates e divide opiniões, dentro e fora da Universidade Federal de Lavras (Ufla), após o adiamento da implantação do curso de Medicina. A medida frustou estudantes e empresários que já começavam a investir de olho nas oportunidades que o curso pode oferecer. Anunciado em julho do ano passado em uma solenidade oficial e com previsão de início no segundo semestre letivo deste ano, o sonho do curso de medicina na Universidade Federal de Lavras (Ufla) foi adiado para 2015 e com perspectivas de sua implantação talvez ainda no início do ano próximo ano.

Após o Blog O Corvo-Veloz ter anunciado com exclusividade o adiamento no dia 8 de abril, a mantém firme o silêncio sobre os motivos do atraso. na mesma matéria, O Corvo-Veloz já havia adiantado que os entraves financeiros poderiam ser um dos motivos que emperraram a concretização deste sonho já no próximo semestre deste ano, conforme foi anunciado em solenidade oficial. Mas segundo informações apuradas nos bastidores, o principal motivo do adiamento foi por um fator político. Desde que foi anunciado para este próximo semestre, a questão do curto espaço de tempo para sua implantação já era tema de muitos comentários.

Segundo fontes ligadas ao alto escalão da universidade, por 2014 ser um ano eleitoral, o projeto acabou esbarrando nos trâmites burocráticos. O artigo 73, V, da Lei 9.504/97, que estabelece normas gerais para as eleições, não proíbe a realização de concursos públicos no ano eleitoral, mas restringe a nomeação, a contratação ou a admissão do servidor público no período de 90 dias que antecedem o pleito até a posse dos eleitos, ressalvada na hipótese de nomeação dos aprovados em concursos públicos homologados até o início daquele prazo. 

A realização do concurso que viabilizará a estrutura docente e de técnicos para o curso de medicina da Universidade Federal de Lavras não foi possível em tempo, empurrando a questão para depois do período eleitoral. Além disso, a questão do Hospital Universitário é outro desafio na instituição. Segundo o reitor, professor José Roberto Soares Scolforo, o Hospital Universitário necessitará ao todo de R$70 milhões.

A expectativa da Diretoria Executiva da Ufla, era até pouco tempo atrás, a de entregá-lo funcionando até o final de 2015. R$30,3 milhões para o futuro hospital já foram viabilizados pela universidade no Orçamento Geral da União e aguardam liberação. A frente do prédio em que funcionava um hospital e foi adquirido pelo universidade por R$3 milhões, será demolida para dar lugar a um novo projeto de hospital. O Hospital Universitário da Ufla deve contar com 120 leitos e terá capacidade para realizar cinco mil consultas por mês.





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