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PROJETO SOCIOAMBIENTAL REVERTE LIXO EM CESTAS BÁSICAS PARA FAMÍLIAS CARENTES EM CAMPOS GERAIS

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Brasil são produzidas, diariamente, cerca de 260 mil toneladas de lixo. A cidade de São Paulo é a que mais produz lixo no país, com cerca de 20 mil toneladas/dia. Esses números são assustadores, já que apenas 2% de todo o lixo do País é reciclado. Já se discute, na sociedade em geral, a necessidade cada vez mais premente de se utilizar a reciclagem como uma forma de minimizar o problema do lixo. 

Seja em cidades grandes ou pequenas, há um consenso geral de diminuir o volume de lixo, principalmente os de difícil decomposição, evitar poluição do ar e da água, otimizar os recursos e aumentar a vida útil dos aterros sanitários.

No Brasil, além da problemática do lixo, ainda há muita pobreza, fruto das desigualdades social e de renda. Mesmo que nos últimos dez anos o número de pobres tenha caído, fruto de ações governamentais, ainda existem muitas famílias carentes de oportunidades. Segundo dados do IBGE, 8,5% da população possui renda familiar inferior à fixada pela linha de indigência e 15,1% abaixo da linha de pobreza. Esses percentuais correspondem a 16 e 25 milhões de pessoas.

Foi com esses dois problemas na cabeça que a Cooperativa dos Cafeicultores de Campos Gerais e Campo do Meio (Coopercam) lançou um projeto socioambiental denominado “ReciclAção”. “Pensamos justamente em matar dois coelhos de uma só vez: ajudar o meio ambiente através da reciclagem e ajudar famílias carentes com cestas básicas”, explica Hendrix Brasiliense, colaborador da Coopercam e um dos organizadores do projeto.

Com pouco tempo de vida – apenas três meses – o ReciclAção já tem a adesão de todos os colaboradores da Coopercam e já mostra sinais de crescimento. “De março a maio já foram arrecadados 4.710 kg de lixos. Com a venda desse material, foi possível comprar 19 cestas básicas que foram doadas a famílias carentes de Campo do Meio. Conseguimos também comprar três sacos de feijão de 60k de feijão, doados para a APAE e para a Associação Vida Viva”, diz Flávia Aparecida de Araújo Silva, supervisora do Departamento de Recursos Humanos da Coopercam e uma das idealizadoras do projeto.

Todo o material trazido pelos cooperados, bem como o material reciclado que é descartado pela Coopercam, é vendido a uma empresa de reciclagem de Campos Gerais. Com o dinheiro em mãos, eles fazem pesquisas de preços de cestas básicas e as distribuem a famílias necessitadas. A escolha das famílias a serem contempladas com as cestas não é feita de forma aleatória. “Nós solicitamos ajuda ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do munícipio, que possui o cadastro de todas as famílias carentes. Assim, ficou muito mais fácil localizar essas famílias e fazer a doação”, explica Silva.

Parte do lixo arrecadado faz uma pequena viagem, já que os colaboradores das filiais (Campo do Meio e Córrego do Ouro) também participam do projeto. “Em um futuro bem próximo queremos estender o projeto para os cooperados e comunidades nos quais a Coopercam está presente”, diz Brasiliense.

Além de ajudar o meio ambiente e minimizar problemas sociais, o projeto está ajudando a fomentar o hábito da reciclagem entre os colaboradores. “Eu mesma, antes do ReciclAção, nunca tive a rotina de separar o lixo reciclável da minha casa. Hoje, eu me vejo fazendo isso de forma inconsciente. Um hábito que muitos não tinham e que é benéfico para todos”, comenta Silva.

Com a resistência inicial ao projeto, Brasiliense disse que sempre usava uma frase para convencer os colaboradores a ajudar. Palavras certas e na medida para explicar o sucesso do ReciclAção: “a gente oferece lixo e doa esperança a famílias carentes”.

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