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DETENTOS DO CERESP BETIM UTILIZAM TÉCNICA JAPONESA DO ORIGAMI

A arte de dobrar papel, sem cortes ou colagens, e criar novas formas. É assim, por meio das mãos, que detentos do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), têm transformado a realidade dentro da unidade. Desde o ano passado eles participam do projeto Mãos Pela Paz, que aposta na ressocialização através da produção de origamis, artesanato típico japonês feito com papel.

O Mãos Pela Paz é realizado em parceria com o Minas Pela Paz e os detentos têm a possibilidade de expor suas peças em diversos eventos. Neste momento, os integrantes da oficina estão produzindo 8 mil tsurus prateados, encomendados para servir de cenário para um desfile de joias da AngloGold, previsto para o final de novembro. 

Alguns deles também puderam ensinar a arte durante a Virada Cultural de Belo Horizonte, em setembro. Quem participa do projeto tem direito à remissão da pena (a cada três dias de oficina é possível deduzir um da pena). Por meio da produção dos origamis, o detento Luiz Gonzaga, 57, que está na oficina há dez meses, pôde reestabelecer laços com a família. 

Foi Gonzaga quem recomendou o colega de cela, Eduardo Costa, 41, para participar da oficina. A atividade contribui com o acompanhamento que Eduardo faz com psiquiatra e diminui a necessidade de remédios. Para ensinar a arte de uma maneira mais simples, os detentos trabalham também na produção de um livro 3D, que ensina passo a passo a atividade. A ideia é que o leitor possa visualizar melhor as dobraduras e interagir com o livro enquanto aprende, ao invés de só observar as imagens e tentar reproduzir.

Os integrantes da atividade foram avaliados pela equipe multidisciplinar do Conselho Técnico e Classificatório (CTC) que tem, dentre outras atribuições, identificar e buscar  aptos para desenvolver trabalhos enquanto estiverem no Sistema Prisional. Em meio a tantos tsurus, símbolos de boa sorte e longevidade na cultura japonesa, os planos agora são de ampliar o projeto. “Hoje o nosso ateliê tornou-se pequeno, mas os resultados já obtidos são muito bons”, revela a diretora de Atendimento do Ceresp, Tatiane Costa.

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