Pular para o conteúdo principal

NOTA OFICIAL


No dia 12 de abril de 2015, reportagem realizada em conjunto pelos jornais Zero Hora, Diário Catarinense, Gazeta do Povo, O Estado de S. Paulo e O Globo, com o título “Universidades S/A”, vincula o nome da Universidade Federal de Lavras (UFLA) como uma das instituições auditadas pela Controladoria Geral da União (CGU), em virtude da transferência de recursos do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). 

A reportagem não menciona a data em que ocorreu o fato.

O caso específico trata-se do contrato nº 086/2007, de 28 de dezembro de 2007, firmado entre a UFLA e a Fundação de Desenvolvimento Científico e Cultural (Fundecc), com a finalidade de gerenciar parte do recurso financeiro referente a rubrica específica do Reuni, para a realização do Pavilhão de Aulas IV.

O referido contrato foi amparado por parecer favorável da Procuradoria-Geral da República na UFLA, observando toda a legislação vigente à época. O contrato teve prazo de vigência determinado e a prestação de contas foi rigorosamente avaliada e aprovada pela Diretoria de Contabilidade Orçamento e Finanças da UFLA.

Conforme amplamente argumentado à CGU-MG, à epóca da auditoria, tal ação referiu-se a um ÚNICO FATO, ocorrido em 28 de dezembro de 2007, quando houve uma antecipação não programada da primeira parcela de recursos do Reuni, pelo Ministério da Educação (MEC). A contratação se deu em virtude de absoluta falta de tempo hábil para a liquidação da obra, com o risco de a Instituição perder o recurso, devolvendo-o para a União.

A auditoria da CGU foi realizada na UFLA em 2011, culminando com o Relatório 241152, de 30 de junho de 2011. 

No entanto, o Relatório Consolidado da CGU nº 33, que trata da Avaliação da Execução de Programas de Governo (Reuni), por todas as instituições auditadas, foi finalizado e publicado em dezembro de 2014. Nele, há a constatação de que 73 obras foram fiscalizadas em várias universidades e, em sete delas, os recursos financeiros foram repassados para fundações de apoio credenciadas.

Cabe ressaltar que, para o caso apontado, a CGU recomendou às universidades que se abstivessem de realizar transferências diretas de recursos do Reuni para as fundações de apoio, o que vem sendo cumprido integralmente pela UFLA. 

Ressaltamos ainda que a Prestação de Contas anual da Universidade Federal de Lavras, referente ao exercício 2007, foi aprovada por meio do Acórdão Nº 2271/2010 do Plenário do Tribunal de Contas da União (TCU), assim como todas as demais até a presente data.

Considerando o período de expansão do câmpus no período de vigência do Reuni (2007/2011) e o período de expansão orgânica, por meio de projetos especiais apresentados pela atual gestão (2012/2016), a UFLA prima pelo atendimento rigoroso aos dispositivos legais, bem como às recomendações e determinações dos órgãos de controle. 

Esse é o princípio norteador que move a Direção Executiva da Universidade Federal de Lavras, tanto na atual gestão, como na anterior.

A forma comprometida com a total observância da legislação e aplicação absolutamente correta dos recursos públicos propiciou à UFLA uma credibilidade que tem sido um componente fundamental para o seu crescimento, sempre lastreado em qualidade e compromisso social.

José Roberto Scolforo
Reitor da Universidade Federal de Lavras

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

PREFEITO SANCIONA LEI DO SILÊNCIO EM LAVRAS

Até gritos de pessoas e barulhos de animais serão enquadrados como perturbação do sossego Lei sancionada por Cherem passa a vigorar a partir do dia 15 de março O prefeito de Lavras, no Sul de Minas, José Cherem (PSD), sancionou a Lei nº 4393, que dispõe sobre a perturbação do sossego.  A nova legislação é fruto do Projeto de Lei (PL) nº 4.393, de autoria dos vereadores Coronel Claret (PSD) e Marcos Possato (PSDC) e recebeu emendas da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara local. O PL 06/2017 foi protocolado no dia 19 de janeiro deste ano na Câmara Municipal e teve tramitação rápida devido ao forte lobby de um pequeno grupo de moradores de classe média alta de uma região da cidade, interessados diretamente na rotina de um grupo de repúblicas. Já no dia 30 de janeiro o projeto foi votado por unanimidade pelos parlamentares lavrenses. De uma pequena parcela interessada em sua aprovação, agora sancionado o projeto passa a afetar toda a sociedade lavrense. A ...

COPASA IMPLANTA NOVA MODALIDADE DE TARIFA SOCIAL COM DESCONTO DE 65%

Nova categoria garante maior redução na conta de água e esgoto para famílias em situação de extrema pobreza A Copasa implantou, desde 22 de janeiro, uma nova modalidade de Tarifa Social, ampliando o alcance do benefício destinado às famílias de baixa renda em Minas Gerais. A nova categoria concede desconto de 65% nas contas de água e esgoto para famílias em situação de extrema pobreza, sem limite de consumo. Prevista pela Lei Federal nº 14.203/2021, a Tarifa Social assegura desconto na fatura mensal para famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Desde dezembro de 2024, uma nova legislação federal também passou a garantir automaticamente o benefício aos contemplados pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC), independentemente da condição socioeconômica. O BPC é destinado a idosos e pessoas com deficiência, incluindo crianças com transtorno do espectro autista. Seguindo critérios de composição familiar registrados no CadÚnico, o program...

AXIA ENERGIA FAZ TESTES DE ROTINA NAS SIRENES DA USINA DE FURNAS

Objetivo é assegurar a plena operação do sistema implantado nos municípios de São José da Barra , São João Batista do Glória e Capitólio O sistema de comunicação e alerta da Usina de Furnas, operada pela AXIA Energia, passará por testes acústicos entre os dias 24 e 26 de fevereiro. A ação ocorre nos municípios de São José da Barra, São João Batista do Glória e Capitólio, e conta com o apoio das defesas civis locais. A atividade faz parte do Plano de Ação de Emergência (PAE) da usina. O objetivo é assegurar o pleno funcionamento do sistema, garantindo o alcance da comunicação nas comunidades onde os equipamentos estão instalados.    De acordo com o coordenador do PAE pela AXIA Energia, Cristiano Simão , os moradores não devem se preocupar e nem modificar seu cotidiano quando ouvirem as sirenes. “Trata-se somente de um teste. A usina segue em pleno funcionamento, sem qualquer anormalidade em sua operação”, afirma.    O PAE estabelece critérios e ações de segurança para as usinas fiscal...