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PROFESSORES DA UFRJ NÃO APROVAM GREVE

Assembleia Geral transcorreu de forma pacífica e democrática, com intenso debate e participação de professores sindicalizados e não sindicalizados

Apesar de um diagnóstico consensual sobre as duras condições de trabalho a que estão submetidos, os professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a maior universidade federal do País, decidiram não aderir à greve nacional que o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) iniciou ontem, quinta-feira, 28. 

Assembleia Geral foi convocada pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Seção Sindical (Adufrj-SSind),

Após cinco horas de intenso debate, ocorrido de forma democrática e pacífica, foram 199 votos favoráveis à paralisação das atividades a partir de 1º de junho, 300 contrários e 10 abstenções.

Ao fim da reunião, o presidente da Seção Sindical, Cláudio Ribeiro, saudou a representatividade da assembleia, que contou com a participação de mais de 600 professores, entre sindicalizados e não sindicalizados. 

“Foi um importante momento. O trabalho é duro, é lento, é paciente e vamos continuar a fazê-lo na defesa de uma universidade pública, gratuita e de qualidade”.

Foram feitas duas votações durante a assembleia. Na primeira, foram registrados 199 favoráveis e 300 contrários à adesão à greve nacional. Uma vez não aprovada, foi votado se o indicativo de greve, que é o estado de mobilização, seria mantido para chamar outra assembleia de verificação da situação. Desta vez, 231 votaram contra e 215 a favor.

A UFRJ é primeira instituição oficial de ensino superior do Brasil e  possui atividades ininterruptas desde 1792, com a fundação da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, da qual descende a atual Escola Politécnica.

Por ser a primeira universidade federal criada no país em 1920, serviu como modelo para as demais. A instituição possui 157 cursos de graduação que abrangem todas as áreas do conhecimento e 508 cursos de pós-graduação. Conta com mais de 55 mil estudantes e quase 4 mil professores e um orçamento anual de quase R$4 bilhões.

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