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ULYSSES GOMES DEFENDE CRIAÇÃO DE CONSÓRCIO E FRENTE PARLAMENTAR DA CAFEICULTURA

Deputado acredita que o momento político exige união em favor do desenvolvimento da agricultura e do café


Em reunião da Comissão de Política Agropecuária da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada na tarde da última quinta-feira, 30, em Nova Resende, no Sul de Minas, os deputados encaminharam a criação do Consórcio Regional para o Desenvolvimento do Café no Sul e Sudoeste de mineiro e a Frente Parlamentar em Defesa da Cafeicultura. 

O objetivo é único, o de fortalecer a cafeicultura na região e no Estado.

Para o deputado Emidinho Madeira (PTdoB), responsável pela organização da audiência, que reuniu mais de 500 pessoas entre autoridades municipais e cafeicultores, a proposta do consórcio está sendo construída coletivamente, com a participação de prefeitos da região, produtores rurais e dos vários deputados que apoiam a cafeicultura.

Entre os parlamentares que apoiam a nova propostas, Ulysses Gomes (PT) destacou a importância da união dos deputados, independentemente de partidos políticos, na construção de novas políticas púbicas para o setor. 

“Estamos vivendo um novo governo que está disposto a ouvir todos os movimentos. Nós vamos apoiar essa grande iniciativa que está trazendo uma ideia nova e o principal, os produtores estão acreditando nessa proposta. E isso dá para perceber pelo olhar, pelo sorriso e pelas manifestações de aplauso. Os cafeicultores estão apostando e terão apoio do nosso mandato”, garantiu.

A luta do deputado Ulysses Gomes em favor da cafeicultura na região e no Estado parte de outras iniciativas. 

Ele, que em 2012 integrou a delegação brasileira que foi a Londres, para a 108ª sessão do Conselho Internacional do Café, há 15 dias, na cidade de Machado, se encontrou com o reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas (IFSULDEMINAS), Marcelo Bregagnoli, para discutir a  sobre a possibilidade de resgatar o Centro de Excelência e transformá-lo em um Polo de Cafeicultura do Estado de Minas, para qualificar e trabalhar em favor da cafeicultura, criando assim melhores perspectivas para os pequenos e médios produtores da região. “É um polo que poderia funcionar como um laboratório de referência, para os nossos produtores”, disse.

O papel do consórcio
De acordo com o deputado Emidinho Madeira a proposta do consórcio está sendo construída coletivamente, com a participação de prefeitos da região, produtores rurais e dos vários deputados que apoiam a cafeicultura. De acordo com o assessor jurídico do deputado, o advogado Michel Carrenho, os objetivos principais do consórcio seriam o desenvolvimento da cafeicultura no Sul e Sudoeste de Minas e o desenvolvimento de ações de marketing do café nos mercados interno e externo. 

“Trabalhar o marketing do nosso café é agregar valores a ele: cultura, sustentabilidade, tecnologia, geração de empregos, entre outros atributos”, destacou Michel.

Emidinho registrou que 155 municípios da região Sul do Estado têm na cafeicultura sua principal atividade econômica, daí a ideia de incluí-los no consórcio. O deputado propõe que cada cidade que aderir ao consórcio pague o valor de um salário mínimo por mês. 

Além disso, outra fonte de recursos seriam emendas parlamentares e, nesse aspecto, ele sugeriu que cada deputado interessado destinasse ao consórcio R$ 50 mil. Também os deputados federais poderiam destinar emendas ao projeto.

Emidinho avalia que, caso a proposta tenha bom resultado, poderá servir de exemplo para criação de outros consórcios nas outras duas principais regiões cafeicultoras mineiras: a Zona da Mata e o Cerrado mineiro. Com isso, todo o Estado ficaria contemplado, fortalecendo a cafeicultura mineira. “Se der certo, teremos força para irmos a Brasília e sermos ouvidos pelo Governo Federal.

Apoio do governo do Estado
O secretário de Estado de Governo, Odair Cunha, elogiou a proposta de Emidinho de criar o consórcio e declarou que o governador Fernando Pimentel garantiu apoio a todas as iniciativas que contribuam para o desenvolvimento da cafeicultura. Também o secretário de Estado de Desenvolvimento Agrário, Glênio Martins, e o subsecretário da pasta, Odiel de Souza, apoiaram o projeto.
por Décio Junior
com informações da ALMG

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