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ALUNO DO CURSO DE ENGENHARIA DE BIOPROCESSOS DA UNIFEI GANHA PRÊMIO JOVEM CIENTISTA

O reitor Dagoberto de Almeida, recebe o ganhador do Prêmio Jovem Cientista, aluno Davi Oliveira, acompanhado pelo orientador da sua pesquisa, professor Alvaro Queiroz, e pelo coordenador do curso de Engenharia de Bioprocessos, professor André Mendes

Davi Benedito Oliveira, aluno do 7º período do curso de graduação de Engenharia de Bioprocessos, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), foi um dos vencedores da edição de 2015 do Prêmio Jovem Cientista. 

Seu projeto, intitulado “Biossensores nanoestruturados para a monitoração da qualidade do pescado”, foi o segundo colocado na categoria Estudante do Ensino Superior, sob a orientação do professor Alvaro Antonio Alencar de Queiroz. 

A cerimônia de entrega da premiação será realizada pela presidente da República, Dilma Rousseff (PT), em junho deste ano, em solenidade no Palácio do Planalto.

O aluno, de 21 anos, oriundo da Fundação Bradesco, onde cursou o ensino médio antes de ingressar na Unifei, desenvolveu um aparelho sensor capaz de aferir os níveis de degradação do pescado para evitar possíveis contaminações. 

Ele explicou que baseou seu projeto em duas perspectivas de problemas. Observou que nas escolas da região havia pouca presença de pescado na merenda escolar dos alunos e, ao mesmo tempo, constatou a dificuldade em se trabalhar com o pescado por ser um alimento perecível. “Isso é um dos fatores que impedem a sua inclusão na merenda escolar”- destacou Davi Oliveira.

O aluno da Unifei afirmou também que as más condições do processamento do pescado (captura, armazenamento e transporte) contribuem para a deterioração do produto. Ao constatar esses problemas, Davi Oliveira desenvolveu a sua pesquisa visando buscar soluções rápidas e de fácil acesso à indústria pesqueira, bem como aos consumidores que necessitarem de um controle mais rígido do produto. 

O vencedor do Prêmio Jovem Cientista também acentuou que “o alto teor proteico da carne do pescado contribui para uma merenda escolar de qualidade, refletindo na melhoria da aprendizagem dos alunos”.

Descrevendo a sua pesquisa, o aluno Davi acrescentou que as Aminas Biogênicas (organismos tóxicos de baixo peso molecular) presentes na carne de pescados, quando entram em contato com o organismo humano trazem graves contaminações. 

“Desenvolvemos um biossensor nanoestruturado, de baixo custo, que leva uma enzima como sistema de detecção, localizada na ponta do aparelho, capaz de medir a quantidade dessas toxinas e, consequentemente, revelar à boa ou a má qualidade da carne”.

O reitor Dagoberto Alves de Almeida destacou que a Unifei, mesmo com uma estrutura considerada pequena, “tem boas iniciativas na área científica e tecnológica”. Ele enfatizou que a instituição deve sempre mostrar à sociedade que está prestando serviços ao país. 

“Esse prêmio, conquistado por nosso aluno, é um exemplo dessa iniciativa”. Observou que o Conselho Universitário, órgão máximo da Unifei, também homenageou o aluno Davi como reconhecimento do seu mérito acadêmico. O dirigente universitário também lembrou que, em 2014, outro aluno da Universidade, Gustavo Meirelles, conquistou o Prêmio Jovem Cientista, na categoria Mestre e Doutor.

O Prêmio Jovem Cientista, uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), recebeu nesta 28º. Edição mais de 1.900 inscrições. O tema abordado em 2015 foi a “Segurança Alimentar e Nutricional”.

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