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EX-ALUNO DA UFLA MINISTRA CURSO SOBRE CONSUMO HUMANO E ANIMAL DE INSETOS NA ALIMENTAÇÃO

Existem mais de 1500 espécies de insetos comestíveis no mundo


No ano de 2001, Schickler começou a se dedicar exclusivamente à produção de insetos

Os órgãos oficiais ainda não dão muita importância ao assunto, apesar recomendação do consumo de insetos na alimentação humana, publicada em um relatório do órgão da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) em 2013.

O relatório intitulado “Os insetos comestíveis: Perspectivas futuras para a alimentação humana e animal de Segurança”, descreve os benefícios derivados de uma dieta suplementada por insetos. Tendo por base os argumentos da FAO, este artigo apresenta uma lista de insetos comestíveis que em breve farão parte da dieta normal humana.

Já existe em algumas espécies que são consumidas no Brasil. A mais comum é a formiga tanajura, que é um alimento relativamente tradicional em áreas do interior de Minas Gerais e do Nordeste, em forma de farofa. 

Outro inseto conhecido é a larva do besouro Pachymerus nucleorum, que se instala dentro de frutos, e que por isso também é conhecida como “larva do coquinho”. Seu consumo faz parte de brincadeiras na zona rural e de treinamentos de sobrevivência na selva.

Comum em países orientais, só agora está se tornando um negócio popular também no Ocidente o hábito humano de comer insetos, que é chamado de antropoentomofagia.

Nos Estados Unidos fazendas urbanas produzem grilos. No Reino Unido startups embalam larvas e gafanhotos em embalagens atraentes. Aqui no Brasil, um curso online ensina como cultivá-los.

O projeto do Curso e Consultoria on line “Criação de Insetos para Alimentação Animal e Humana” surgiu a partir da grande procura por informações que recebemos nos últimos 7 anos, principalmente por produtores rurais do Brasil e exterior, interessados na atividade. Insetos comestíveis podem ser produzidos aos milhões, para atender a indústria; ou em pequena escala, para consumo doméstico.

O idealizador e responsável pelo projeto é Gilberto Schickler, zootecnista formado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) em 1999 e que desde 2003 vem trabalhando com Produção Massal de Insetos Comestíveis

O curso online funciona no site Yahoo Grupos, sendo fechado aos participantes. Além de uma lista de discussão, o grupo conta com um rico banco de dados, com videos, trabalhos científicos, reportagens e a colaboração de alguns dos principais pesquisadores em Antropoentomofagia na atualidade, como o professor Eraldo Medeiros da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), na Bahia, e do chef gatronômico professor Rossano Linassi.

Os temas do cronograma são debatidos em ciclos de 3 meses, sendo possível a entrada no curso a qualquer momento. A cada ciclo os participantes tem a oportunidade de rever o que foi perdido.

Empreendedor
No ano de 2001, Schickler começou a se dedicar exclusivamente à produção de insetos. Em 2007, ao ser apresentado ao empresário Luiz Otávio Pôssas, fundador do Museu da Cachaça e dono da fábrica de ração Mega Azul, nasceu a Nutrinsecta, a primeira fábrica de insetos para alimentação animal do país.

O empreendimento está instalado no Instituto Vale Verde, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte e abrange o alambique da cachaça Vale Verde e um parque ecológico de preservação da natureza. Inicialmente a criação dos insetos era destinada apenas aos animais do parque.

A carência do produto no mercado nacional levou à ampliação da produção para atender a novos clientes.

Hoje, a empresa produz cerca de 1,5 tonelada de moscas, larvas, tenébrios, gafanhotos e baratas, numa área de 1.000 metros quadrados, por mês. Além de serem servidos como comida aos pássaros do instituto, os insetos produzidos são adicionados como ingredientes nas receitas de bolos e pães para os visitantes.

Insetos na dieta
Como a população humana não parar de crescer existe a previsão de que alcance cerca de oito bilhões de pessoas, alimentar todas essa massa populacional será cada vez mais difícil com o passar do tempo.

Os insetos são ricos em proteínas e, por isso, conseguem suprir a mesma produção de nutrientes do gado gastando menos recursos, como água, área e alimentos. Além da proteína, eles também são ricos em gorduras poli-insaturadas (a gordura do bem), semelhante àquela encontrada em peixes e sementes oleaginosas. 

Com a tendência de aumento do preço da carne bovina, a dieta de insetos tende a ganhar adeptos, além também de ser uma forma de combate à fome. Outro ponto a favor são os minerais, em geral, na mesma quantidade presente na carne vermelha. Eles têm, ainda, quantidades significativas de sódio, potássio, zinco, fósforo, manganês, magnésio, cobre e cálcio.

Para maiores informações sobre o curso, entre em contato pelo email schickler@yahoo.com.br. O endereço eletrônico do curso é http://www.insetosonline.com.br/

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