"As ruas são tão importantes que a direita tentou ocupá-las. Precisamos de advogados populares que contribuam com as lutas cotidianas por um país melhor. Não será a OAB, o STF e a Globo que irá mudar a vida do povo e sim os militantes. Se nós não pararmos e estarmos unidos poderemos perder os direitos que hoje temos. O que está em jogo é a democracia. O medo ou a covardia não vai salvar ninguém, os próximos 15 dias os trabalhadores vão parar para defender o Brasil. O povo quer o estado na vida deles e se o golpe vier o estado abandonará a vida de todos nós e corremos o risco da volta do neoliberalismo e das privatizações. Cada um de nós pegue a sua lanterna e venha caminhar, somos nossa própria luz" - Beatriz Cerqueira, presidenta da CUT Minas, em ato dos Juristas na Faculdade de Direito da UFMG, em BH.
Uma mulher transexual que realizou exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Nazareno, no Campo das Vertentes, relatou ter sofrido constrangimento por não ter seu nome social respeitado durante o atendimento. O caso, que aconteceu no ano de 2017, foi analisado pela Justiça de Minas Gerais, que reconheceu a ocorrência de dano moral e manteve a responsabilização do Município de Nazareno. Segundo o processo, a paciente afirmou que, durante o atendimento para coleta de sangue, funcionários desconsideraram seu nome social e utilizaram seu nome de registro civil, apesar de a identificação social constar em documentos do SUS e no pedido médico. A ação foi ajuizada após o episódio ocorrido em um serviço de saúde vinculado ao município. Ao analisar o recurso, a 19ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais concluiu que houve violação ao direito à identidade de gênero da autora. Os desembargadores destacaram que o nome social já constava no Cartão Nacional de Saúde, na requisição méd...

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