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PIMENTEL LANÇA FUNDO PARA FOMENTAR SETOR ELETROELETRÔNICO EM SANTA RITA DO SAPUCAÍ

Aporte do Governo de Minas Gerais será de até R$ 50 milhões para que empresas de tecnologia possam realizar investimentos


O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), lançou nesta segunda-feira, 16, em Santa Rita do Sapucaí, no Território Sul, o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) para empresas do polo eletroeletrônico na região. O fundo terá recursos iniciais de R$ 50 milhões.

A iniciativa visa proporcionar às empresas abrangidas pelo Arranjo Produtivo Local (APL) a possibilidade de obtenção de crédito de forma mais vantajosa e econômica. 

Pimentel ressaltou, durante discurso, o sucesso já alcançado por Santa Rita do Sapucaí dentro do APL, o que fez com que o Estado optasse por reforçar a região por meio de parceria com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), que será a responsável por aportar os recursos para auxiliar as empresas ali instaladas.

“O APL em Santa Rita é um dos mais bem-sucedidos de Minas Gerais, é um dos mais antigos e dos mais consolidados do país. Temos um orgulho muito grande desse APL. Por isso, vamos reforçá-lo agora, com esses R$ 50 milhões”, afirmou o governador. 

 O Estado já investiu R$ 6,6 milhões no APL de Santa Rita do Sapucaí por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede).

O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios consiste no compromisso do governo do Estado de realizar aportes de até R$ 50 milhões em 36 meses para o setor eletroeletrônico no polo de Santa Rita do Sapucaí – que engloba também os municípios de Pouso Alegre, Varginha e Itajubá e é integrado por mais de 150 empresas. 

O FIDC em Santa Rita do Sapucaí terá como gestor o Bancoob Sicoob, vencedor de processo licitatório, que será o responsável por atrair, cadastrar e realizar as operações financeiras junto às empresas.

Também denominados Fundos de Recebíveis, os FIDCs, foram criados a partir de resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) e regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

A ação está inserida na Política Estadual de Apoio aos Arranjos Produtivos Locais, uma das políticas de desenvolvimento econômico estabelecidas pelo Governo do Estado, que tem como meta o fortalecimento das economias regionais por meio da integração e da complementariedade das cadeias produtivas locais e da geração e promoção de processos permanentes de cooperação, difusão e inovação. 

Os APLs são aglomerações de empresas de uma mesma cadeia produtiva em uma determinada região - como é o caso do setor eletroeletrônico em Santa Rita do Sapucaí - e que representam importantes eixos de desenvolvimento regional.

Na avaliação do governador, será possível futuramente fazer novos aportes na região. 

“Vamos conseguir captar mais dinheiro. Fiquei impressionado com os números apresentados pela Codemig. Vamos emprestar com juros de 1,7%. No mercado, os juros estão em praticamente 4%. Então, só a diferença de juros, a partir desses R$ 50 milhões, vão representar uma economia de R$ 16 milhões por ano para as empresas”, explicou. “Me assusta hoje a taxa média de juros que está sendo aplicado no Brasil. Temos de reduzir essa taxa, e uma das formas de fazer isso é o governo estadual, mesmo com as dificuldades financeiras, se desdobrar para ajudar os empresários. Vamos enfrentar a crise econômica que está ocorrendo no Brasil e no mundo com trabalho”, completou.

Vale da eletrônica
Em Santa Rita do Sapucaí, o Arranjo Produtivo Local (APL) representa um marco no desenvolvimento da região e destaca-se como um ambiente empreendedor formado por empresas, incubadoras e por uma base educacional consistente, que vai desde as áreas técnicas de eletroeletrônica e telecomunicações à gestão de empresas. 

Essa estrutura educacional, além de qualificar a mão de obra, oferece condições para criação e desenvolvimento de empresas de base tecnológica.

Minas Gerais conta com 38 APLs. O Vale da Eletrônica de Santa Rita do Sapucaí é formado por três instituições de ensino e 153 empresas de setores, que vão da informática à telecomunicação, e geram 14 mil empregos diretos e indiretos. Não por acaso, o lugar é comparado ao Vale do Silício, polo tecnológico na Califórnia, nos Estados Unidos, criado na mesma época, nos anos 1950.

Mais de 13 mil produtos são fabricados na cidade, que deixou parte da tradição do café e do leite para se enveredar no universo dos fios, placas e softwares. Santa Rita criou produtos importantes como o chip do passaporte eletrônico e o transmissor de TV digital nacional.

Também participaram da cerimônia o secretário de Estado de Governo, Odair Cunha (PT), o prefeito de Santa Rita do Sapucaí, Jefferson Gonçalves Mendes (PR), e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Olavo Machado, além de lideranças políticas e empresários da região.

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