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EDUCAÇÃO E RESISTÊNCIA COMO MEIOS DE APRENDIZADO

Professor Miguel Arroyo defende uma educação livre com referência nas lutas e resistências

Na abertura do primeiro dia da VIII Conferência Estadual de Educação do Sind-UTE/MG, o professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),  Miguel Arroyo, falou sobre “Educação e Resistência” durante a abertura do encontro. 

Segundo ele, a educação não é o primeiro direito do ser humano, mas só acontece ao lado dos demais direitos humanos básicos. A escola não é o lugar apenas do direito à educação, mas, antes de tudo é o lugar do direito à vida, da proteção das crianças e adolescentes que a sociedade insiste em excluir.

“Eu já vivi três ditaduras. A primeira em minha terra, Espanha, com a ditadura de Francisco Franco. A segunda, em 1964, nesse país. Agora, vivo a terceira com um Governo ilegítimo retirando os direitos fundamentais da sociedade, em especial, do trabalhador. E vejo que em todas elas, a resistência e a manifestação contra os regimes autoritários e arbitrários começaram pela educação", afirmou.

Luta e educação devem caminhar juntos na sua visão. Também nesse sentido, o Sind-UTE/MG faz um papel importante de articulação com outros movimentos para resistir e fazer frente aos opressores dos direitos sociais e trabalhistas. 

“O Sind-UTE/MG nasce como resistência à Ditadura de 1964. E o movimento mais presente contra a Ditadura Militar foi o movimento docente, e quando este reage a uma ditadura, o movimento não é mais o mesmo, a educação passa a ser outra. É no lutar que se educa. "O que educa são os movimentos do campo, dos negros, quilombola, das mulheres, e não essa educação de contar, racionar, nesses moldes”, ponderou.

Golpe
Para Miguel Arroyo, o golpe não foi contra a Presidenta, mas contra a figura da primeira mulher presidenta da história brasileira. 

"Foi um golpe sexista, machista, classista e racista, e os maiores golpeados foram os negros, indígenas, trabalhadores e as mulheres. Queria terminar essa Conferência com um compromisso entre nós: sermos guardiães dessa resistência e dessa educação libertadora”, finalizou.

Leonardo Boff
O teólogo e escritor, Leonardo Boff, abriu na manhã da última sexta-feira, 2, a VIII Conferência Estadual de Educação, evento promovido pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) , na Serraria Souza Pinto à Avenida Assis Chateaubriand, 890, Centro, Belo Horizonte/MG.

Ele fazá uma palestra sobre "educação e esperança", para os mais de 2.500 participantes do evento, que será encerrado logo mais, às 16 horas, com um ato público, que terá concentração na Serraria Souza Pinto.

Nesta Conferência, o Sindicato faz uma homenagem ao mestre Paulo Freire, cuja a vida é fonte importante de concepção de educação e uma referência mundial no assunto.

O Sind-UTE/MG, ao propor a temática “Educação e Resistência - Por uma educação libertadora”, chama para si o debate sobre o momento em que o país vive e a onda de ataques à educação pública e à classe trabalhadora.

Participam desta VIII Conferência,  estudantes, trabalhadores e trabalhadoras em educação e movimentos sociais, para  que, juntos, possam debater as resistências necessárias e reafirmar o compromisso com uma educação libertadora!

No debate sobre as novas resistências, Arroyo nos lembrou que este golpe de estado é a reaproximação do estado pela elite e nos alerta: "recuperemos a escola pública e estaremos recuperando o Estado público". E finaliza alertando: não "nos dispersemos!"
da assessoria - Sind-UTE/MG

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