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FESTIVAL DE INVERNO DE OURO PRETO E MARIANA COMEMORA 50 ANOS COM CELEBRAÇÃO DA CULTURA LOCAL

Artistas locais têm lugar garantido na programação, mas artistas da capital também passam pelas cidades onde o evento é realizado

Cortejo do Zé Pereira do Club dos Lacaios, em Ouro Preto

O tradicional Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum das Artes completa 50 anos com os desafios trazidos pelo atual cenário político e econômico do país. 

Com espírito de superação, o evento, que neste ano acontecerá entre 8 e 23 de julho, vem para relembrar sua história e homenagear os 150 anos do Zé Pereira do Club dos Lacaios. 

Além de manter viva a memória da construção cultural de Ouro Preto, o Festival celebra esta cidade, que recebeu o evento pela primeira vez em 1967.

Nesta edição comemorativa, o Festival está com um olhar voltado também aos distritos, assim como aos municípios de Mariana e João Monlevade, onde a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) mantém seus campi. Para isso, foi organizada uma série de eventos e atrações nesses locais.

Na abertura do Festival, haverá um cortejo da agremiação do Zé Pereira, saindo de sua sede no bairro Antônio Dias e terminando na Praça Tiradentes, no centro de Ouro Preto. 

No encerramento, crianças de toda a cidade, com bonecos dos personagens do bloco — os “Zé Pereirinhas” —, também sairão pelas ruas para celebrar esse ícone da cultura local. Também estão previstas uma exposição sobre o Club em Mariana e oficinas na sede da agremiação.

Os artistas locais marcam forte presença na programação desta edição. O Centro de Artes e Convenções da UFOP vai receber uma feira de tradições populares, na qual os visitantes poderão conferir o trabalho dos artistas ouro-pretanos e de outros municípios da região. 

Também haverá corredores de cultura nos finais de semana, além de ocupações culturais nas ruas dos bairros Rosário e Antônio Dias.

Uma parceria vai, ainda, incluir na programação o Trem da Vale, que é uma forte atração tanto para moradores como para visitantes. Serão realizadas quatro viagens ligando as cidades de Ouro Preto e Mariana, com apresentações de música e teatro acontecendo nos vagões da locomotiva.

Outras atrações – Artistas e companhias de outras localidades também incrementam o evento. O Grupo Galpão traz para a cidade o espetáculo “Nós”, sua 23ª montagem, que estreou em Belo Horizonte ano passado, e o Grupo Teatral Encena traz o espetáculo 

“Um interlúdio: a morte e a donzela”, que esteve em cartaz no Palácio das Artes em maio. Também poderá ser vista no Festival a apresentação do Corpo Escola de Dança, que traz o Grupo de Dança Contemporânea “Sala B”, composto por bailarinos com formações distintas.

Entre os projetos selecionados a partir de edital lançado em maio, estão espetáculos novos, que tiveram apresentações bem-sucedidas na capital, como “Colóquio Sentimental”, que é o resultado de uma pesquisa realizada no Laboratório de Estudos do Corpo da Escola de Belas Artes da UFMG; “Amanda”, que tem em cena a reconhecida atriz mineira Rita Clemente; e “Ignorância”, do grupo Quatroloscinco.

Ouro Preto, Mariana e João Monlevade receberão apresentações musicais ao longo das duas semanas. A abertura, em Ouro Preto, no dia 8 de julho, junto às comemorações do aniversário da cidade, terá o show de Diogo Nogueira. 

Já Mariana receberá a Orquestra Ouro Preto e os monlevadenses poderão conferir o show da banda Tianastácia.

Fórum das Artes – O Fórum das Artes, como tradicionalmente vem ocorrendo há alguns anos, constitui um espaço de reflexão e crítica ao estado da cultura, no sentido geral, visando ampliar as articulações das várias áreas que dialogam durante o evento.

Neste ano, serão realizados três seminários: o 5º Encontro de Arte e Educação; o Encontro de Arte e Cultura, organizado pelo Instituto de Filosofia, Arte e Cultura (IFAC) da UFOP; e o seminário que celebra os 80 anos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), tratando da temática Patrimônio Imaterial.

Zé Pereira – Fundado em 1867 pelos funcionários do Palácio dos Governadores da antiga capital do Império, o Club dos Lacaios é formado por diretores, músicos e colaboradores em geral que, durante todos esses anos, mantiveram o Zé Pereira presente nas ladeiras de Ouro Preto. 

Com relatos de surgimento no Rio de Janeiro em 1846, coordenado pelo português José Nogueira Paredes, o Zé Pereira é uma referência na história do carnaval dos brasileiros.

50 anos de muitos festivais – O primeiro Festival de Inverno de Ouro Preto foi realizado em 1967, formatado inicialmente por um grupo de professores da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com o intuito de levar a arte à coletividade. 

Realizado em Ouro Preto como atividade de extensão, o Festival teve uma segunda e consolidada edição em 1968. 

Apesar da forte repressão da ditadura militar que ocorria no país, o evento realizado naquele ano e nos anos seguintes propiciou espaços para o debate e a reflexão, englobando questões políticas em âmbito nacional e internacional.

Desenvolvido desde 2004 pela UFOP, o Festival possui a proposta extensionista de fomentar o diálogo entre a sociedade e o universo artístico-cultural. 

Ao longo dos seus anos de história, configura-se como um dos mais importantes eventos do calendário cultural brasileiro, contribuindo, assim, com o desenvolvimento local, seja pelo caráter democrático de suas atividades, seja pela inclusão de comunidades periféricas no processo.

Ruas, praças, prédios históricos, entre outros espaços, serão abraçados por artistas, grupos, instituições e inúmeros profissionais — inclusive estrangeiros — com trabalhos em diferentes linguagens. 

O Festival estabelece também uma relação com a comunidade acadêmica, mobilizando professores, estudantes e outros profissionais na produção e nas discussões teóricas.

Acompanhe as novidades no endereço festivaldeinverno.ufop.br.

da assessoria UFOP

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