Pular para o conteúdo principal

INOX REVOLUCIONA GESTÃO HÍDRICA DE CIDADES

Aperam mostra no 8º Fórum Mundial da Água como Tóquio e Seul substituíram materiais convencionais na tubulação de água por aço inoxidável e reduziram drasticamente perdas com vazamentos e obras emergenciais

Uma solução ainda pouco divulgada transformou a gestão de recursos hídricos em importantes cidades na Ásia Oriental. 

Em Tóquio, no Japão, o aço inoxidável permitiu que os níveis de perda de água nas tubulações da cidade caíssem de 15,4% para 2%, após a substituição de 100% dos tubos de materiais convencionais por tubos de inox iniciada na década de 1980. 

Para contar um pouco desta história e de outras cidades, e como o aço inoxidável está transformando a qualidade de vida no ambiente urbano, a Aperam South America - produtora integrada de aços planos inoxidáveis, elétricos e carbono especial - está presente no 8º Fórum Mundial da Água, até o dia 23 de março em Brasília. 

Produtora integrada de aço inox, elétrico e ao carbono, com planta industrial no Vale do Aço em Minas Gerais, as soluções da Aperam estão presentes em diversos setores da economia no Brasil e no mundo.

Em função das características do inox, a manutenção das redes de água e a necessidade de intervenções não programadas são as mínimas possíveis ao longo de décadas. 

Em Tóquio, estima-se que novas substituições devam ocorrer apenas 100 anos após instalação. A mesma revolução está em andamento em Taipei e Seul. Recentemente, Londres e Roma iniciaram estudos para este mesmo projeto. 

Problema global 
A perda hídrica causada por vazamentos nas tubulações de água tratada é um problema recorrente e crônico das cidades pelo mundo, independentemente do nível de desenvolvimento econômico de seus países. 

De acordo com estudos do  International Stainless Steel Forum (ISSF), entidade sem fins lucrativos sediada em Bruxelas na Bélgica, com base em informações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), no ano de 2014 houve perdas que alcançaram 35%, como em Oslo, na Noruega; mais de 35% em Nápoles, Itália; 20% em Calgary, Canadá; e mais de 40%, na Cidade do México. 

No Brasil, a média das cidades está próxima a 37%, conforme estudos do Instituto Trata Brasil com números de 2015 do Sistema Nacional e Informações Sobre Saneamento (SNIS). O indicador envolve vazamentos, erros de medição e ligações clandestinas.

Revolução silenciosa
“O aço inoxidável proporciona uma verdadeira revolução silenciosa na gestão pública de recursos hídricos”, diz Roberto Nardocci, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Aperam South America. 

“O inox gera ganhos de eficiência e de sustentabilidade ao longo de muitas décadas e está repleto de benefícios ambientais porque é altamente resistente ao desgaste, quimicamente inerte, ou seja, não reage ao contato de alimentos e bebidas, impede adesão de substâncias e bactérias, possui longa durabilidade e exige pouca manutenção”, afirma o executivo.

Para transportar água, a solução que se mostrou bem sucedida em Tóquio e Seul foi utilizar o aço inoxidável na forma de tubos e conexões em tubos corrugados. 

Esse tipo de material reduz a necessidade de juntas soldadas, o que minimiza o risco de vazamentos na tubulação. As corrugações ainda tornam os tubos mais fáceis de serem alocados, permitindo sua instalação e dobra em pontos de difícil acesso.

Com as soluções de inox, os resultados de longo prazo são claramente percebidos nas cidades orientais. 

De acordo com os estudos do ISSF, em 1987, Seul perdia 27,3%, contra 2,5% em 2014, quando 90,6% da tubulação já era de aço inoxidável. 

Taipei fez as mudanças mais recentemente e apenas 35% da tubulação havia sido substituída por inox até 2014. 

Naquele ano, as perdas de água tratada por vazamentos na tubulação caíram para 16,7% contra 27% no ano de 2005, quando as substituições começaram.

com assessoria

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CAFÉ BOM DIA DUPLICA PRODUÇÃO EM VARGINHA

Maior exportadora de café industrializado do País, a mineira Café Bom Dia, responsável por mais da metade dos embarques de café torrado e moído para o exterior, especialmente para a América do Sul, América do Norte, Europa e Ásia, vai duplicar a sua capacidade produtiva. Nos próximos anos, a produção da fábrica, localizada em Varginha, no Sul de Minas, deve passar para 260 toneladas por dia. O plano de expansão é motivado pelo aquecimento dos negócios. Desde 2007, as vendas da Café Bom Dia, tanto para o mercado externo quanto para o doméstico, cresceram em torno de 14% ao ano, o dobro da média do setor. "No mercado externo, o potencial é enorme", diz Sydney Marques de Paiva, presidente da empresa, que emprega 450 funcionários e é dona de sete fazendas de café em Minas Gerais. Segundo ele, a participação do Brasil no mercado mundial de café não chega a 1%, a despeito de sua condição de maior produtor mundial do grão. Alemanha e Itália lideram as exportações do produto industr...

REDAÇÃO DE ALUNO DE TRÊS CORAÇÕES É SELECIONADA NO "EPTV NA ESCOLA"

“A Fábrica Perfeita” foi uma das redações selecionadas no Projeto EPTV na Escola 2022. A redação é do aluno Leonardo Viana de Souza, da Escola Municipal Professora Henriqueta Gomes de Três Corações, no Sul de Minas. A redação aborda sobre o tema “Por que acreditamos que o mundo virtual é real?”, conforme critério estabelecido pelo projeto que tem apoio das Secretarias Municipais de Educação e Superintendências Regionais de Ensino. Leonardo, de 14 anos, cursa o 9º ano e sempre gostou de literatura e português. Ele é aluno da professora Thaiza Helena Moura e sonha, um dia, em ser médico. Filho de Amanda Viana e de Lúcio Mauro de Souza, mora no bairro Nossa Senhora Aparecida. Incentivado pela professora e com o apoio dos pais, Leonardo disse aceitar o desafio de participar do concurso e fez o texto, de acordo com o que ele percebia, no dia a dia, em conversas com amigos que utilizam as redes sociais: “Minha maior inspiração é o desejo de expressar que todos temos valores, independente das...

CEMIG INVESTE R$ 54,4 MILHÕES PARA FORTALECER SISTEMA ELÉTRICO DE POUSO ALEGRE

Nova subestação amplia capacidade de atendimento à cidade que registra o maior crescimento de clientes da companhia e reforça fornecimento para importantes indústrias da região A Cemig realizou, nesta quinta-feira (2/7), uma visita técnica à subestação Pouso Alegre 5, empreendimento que integra o maior ciclo de investimentos da história da companhia e recebeu R$ 54 milhões em investimentos entre a construção da nova unidade e as obras complementares. O empreendimento amplia significativamente a capacidade do sistema elétrico da região e prepara a infraestrutura para acompanhar o crescimento acelerado de Pouso Alegre, município que atualmente registra a maior expansão de clientes da Cemig em Minas Gerais. A nova subestação híbrida, energizada em dezembro passado, possui potência instalada de 50 MVA e atende diretamente o município de Pouso Alegre, que possui mais de 152 mil habitantes. Além de aumentar a confiabilidade do fornecimento para residências, comércios e serviços, o empreendim...