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ESTUDANTES E PODER PÚBLICO DESENVOLVEM MAPA DE RISCO AMBIENTAL EM INCONFIDENTES


Um mapa contendo o diagnóstico dos riscos ambientais na área urbana de Inconfidentes será entregue ao poder público do município, como resultado do workshop "Mapeamento Participativo de Risco Ambiental" realizado pelo Campus Inconfidentes do  Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas (IFSULDEMINAS). 

"Fizemos o levantamento das principais áreas de risco da cidade. Agora vamos compilar os resultados, digitalizá-los e elaborar um documento único que será disponibilizado para a prefeitura", explicou a organizadora do evento, professora Fernanda Aparecida Leonardi.

O estudo seguiu a metodologia da participação da comunidade na indicação dos principais riscos.

Riscos encontrados
Para realizar o mapeamento, os estudantes e representantes do poder público foram divididos em dois grupos com a finalidade de visitar as áreas baixas, próximas à margem do Rio Mogi Guaçu, e as áreas altas, localizadas na Vila Nossa Senhora Aparecida, Santa Luzia e Santa Clara para fazer o reconhecimento dos riscos. 

"Observamos que os principais perigos em Inconfidentes são desmoronamento de residências, na área alta, e alagamentos e enxentes, na área baixa, além de grande volume de resíduos de construções ", indicou Leonardi, enfatizando a necessidade de se criar a cultura do uso de caçambas para a retirada de entulhos. 

"O material quando fica na rua, desce com as chuvas, fecha os bueiros, chega no rio e causa assoreamento e aumenta o nível do rio", alertou a professora.

O mapa deve ser concluído no prazo de dois meses. O workshop ocorreu entre os dias 07 e 09 de maio. A programação envolveu  palestras sobre Mapeamento Participativo de Risco Ambiental , oficinas e trabalho de campo para diagnóstico de riscos em Inconfidentes.

Palestras
No auditório do Centro de Procedimentos Ambientais (CPA) os alunos do campus e representantes do poder público local ouviram as reflexões do Geógrafo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Salvador Carpi Júnior, e da doutoranda da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Flávia Darre Barbosa. Eles falaram sobre os riscos ambientais mais relevantes na Bacia do Rio Mogi Guaçu.

Segunda a  professora Fernanda Aparecida Leonardi, a finalidade das palestras é mobilizar a comunidade e os estudiosos envolvidos no Mapeamento de Riscos para elaborar um mapa de risco da área urbana de Inconfidentes. 

“Nosso objetivo é juntar pessoas que trabalham a metodologia de mapeamento participativo. Queremos contar com a percepção da população e dos alunos sobre a realidade de riscos de nossa cidade para elaborar um mapa”, explicou a docente do Campus Inconfidentes. O mapa de riscos elaborado pelos participantes, ao final do workshop, será entregue para o poder executivo municipal para a aplicação de recursos públicos.

Durante a palestra, o pesquisador da Unicamp apontou ainda os principais problemas ambientais na região paulista do rio Mogi como o assoreamento dos cursos d’água, uso de agrotóxicos e poluição industrial, além de inundações. 

De acordo com Salvador Carpi, a população conhece os riscos a que está submetida, por isto deve se envolver nas propostas de solução.

“Este é um problema que afeta toda a humanidade. A população deve se envolver nesta solução. Por isto, é necessário o uso do método da participação de todos para a busca de solução”, disse Salvador.

A intenção dos estudiosos é investigar e indicar as principais situações de risco no lado mineiro da Bacia do Rio Mogi Guaçu. 

Para isto, eles motivaram a comunidade de Inconfidentes para se envolver nos levantamentos dos principais indicadores de risco local. 

“Os movimentos comunitários, de base, são muito novos. A Constituição prevê a participação popular em todas as áreas da gestão. A solução de riscos ambientais necessita também da participação da sociedade”, completou a pesquisadora da UFSCar, Flávia Darre, concluindo a explanação.

por José Valmei Bueno - da assessoria do IFSULDEMINAS

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