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UMA DESPEDIDA COM CORES E CANTOS

Cortejo de encerramento, 30° Inverno Cultural UFSJ

Tolerância, diálogo, conexão e liberdade. As quatro palavras-base para o 30º Inverno Cultural da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) ganharam ainda mais força no encerramento do festival com o cortejo organizado pelo Terno de Congada Moçambique e Catopé de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito e a roda de jongo do grupo Negra Mina.

O apito da capitã Maria Martins comandava os tambores e os movimentos do grupo de congado enquanto a bandeira, com imagens de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito, patronos do terno, seguia à frente, marcando os elementos da religiosidade e do sincretismo, fundamentais para a manifestação.

“Vamos seguir com fé, meus irmãos, essa coroa de Nossa Senhora”, cantavam os integrantes do grupo, entre chapéus e fitas coloridas, enquanto saíam do largo da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, um ponto marcado pela história dos negros de São João del-Rei, rumo ao Largo da Cruz. Ao passar pela Igreja de Nossa Senhora do Carmo, uma pausa para reverência, na forma de um “salve” para os santos e as almas.

A pluralidade étnica do evento ficou mais forte com a participação de intercambistas vindos do México, da Colômbia, da Bolívia e do Timor Leste, com representantes da Assessoria para Assuntos Internacionais da Universidade Federal de São João del-Rei. O mexicano Adrian Paul Lopez Garcia, que está no Brasil há apenas uma semana, revela ter ficado encantado com o cortejo e com o Inverno Cultural, de forma geral. “Eu nunca havia visto nada como isso, é muito bonito”, comenta.

Ao chegar ao ponto final do cortejo, mais uma marca da ligação com a religiosidade: o Terno de Congado se despediu cantando “fique com Deus e Nossa Senhora, mas eu estou indo embora”. “Graças a Deus, missão cumprida”, finalizou capitã Maria.

As manifestações culturais, no entanto, ainda não haviam terminado. Voltando ao Largo do Rosário, o grupo Negra Mina uniu o som dos tambores ao canto e às palmas em uma roda de jongo. Integrantes do grupo, representantes do congado e até mesmo os espectadores puderam participar da roda e entrar na dança. Enquanto isso, longe no horizonte, o sol se punha lentamente, como se relutasse em dizer adeus ao último dia do 30º Inverno Cultural UFSJ.

por Lucas Almeida
com edição Rogério Alvarenga
da assessoria do Inverno Cultural da UFSJ

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