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MULHERES CONVOCAM ATO NACIONAL CONTRA BOLSONARO


As campanhas #EleNão e #Elenunca, oriundas de movimentos de mulheres contra o candidato a presidência da República Jair Bolsonaro, do PSL, vai ganhar às ruas em várias partes do país neste sábado, 29. Um evento na rede social Facebook, criado pelo coletivo Juntas, organiza atos em 30 cidades do país. O de São Paulo, o maior da rede social, já conta com 80 mil confirmados e mais de 200 mil interessados.

Além do coletivo Juntas, grupos do Facebook como o Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, que já conta com quase 4 milhões de mulheres entre os membros, também estão se engajando na realização de eventos. 

As atividades são suprapartidárias e tem como linha principal a defesa da democracia e dos direitos sociais e humanos e contra o avanço do autoritarismo no Brasil. 

MULHERES CONTRA BOLSONARO SE MOBILIZAM EM LAVRAS

A cidade de Lavras, no Sul de Minas, segue a mobilização nacional, com ato a ser realizado também amanhã, sábado, 29, a partir das 16h, na Praça Dr. Augusto Silva, na região central da cidade. "Teremos o maior prazer em dividir com todos, que compartilham da mesma opinião, de que se governa um país com amor, e não com violência!", destaca a organização do evento em Lavras.

"O evento está sendo organizado de forma descentralizada, por mulheres que se conhecem no grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro. Ele não foi criado e nem está sendo organizado por administradoras do grupo. Ele surgiu de forma espontânea e está sendo construído por ativistas, militantes políticas que apoiam candidatos e candidatas, e que assumem suas posturas políticas com respeito", reforça a organização.

MOVIMENTO MULHERES DE VARGINHA CONTRA BOLSONARO VAI ÀS RUAS NESTE SÁBADO

Mais de 2 mil mulheres confirmaram presença no evento

Em sintonia com o movimento nacional que acontece neste sábado, 29 de setembro, as  mulheres de Varginha, no Sul de Minas, também se unirão em um manifesto contra o fascismo e o machismo representado pelo candidato da extrema direita Jair Bolsonaro, que concorre ao cargo de presidente da república nas eleições 2018.

Mais que político, o ato é um grito das mulheres que há séculos são privadas de direitos e que entendem nesta candidatura um retrocesso para o debate sobre os direitos da mulher e sua importância na sociedade.

Está confirmada a presença de cerca de 2 mil mulheres de Varginha e região. O evento, predominantemente feminino e pacífico, não terá nenhuma manifestação partidária. Foi sugerido o uso de camisetas brancas e que não usem camisetas, bandeiras ou qualquer material que represente partidos ou políticos.

O foco do evento é demonstrar que milhões de mulheres pelo Brasil, além de não se sentirem representadas pelo candidato da extrema direita, se sentem atacadas e desrespeitadas, uma vez que o candidato é coautor ou votou a favor de pautas como a diminuição da licença maternidade, a proibição do atendimento pelo SUS de mulheres vítimas de violência sexual e também a PEC que congela investimentos na saúde e educação por 20 anos.

O evento contará com o apoio da polícia e também com a contribuição de artistas que farão apresentações musicais. Serão bandas da cidade, de outras cidades da região e ainda haverá varal literário e recreadoras para crianças com espaço de pintura. 

Nos intervalos das apresentações das bandas, haverá falas de movimentos feministas e também de representantes religiosos, estudantis e de classes trabalhadoras. O movimento, com protagonismo feminino, é um movimento amplo e aberto a todos homens e mulheres que quiserem participar.

O evento acontecerá na Praça da Fonte e terá início às 10h, com previsão de término às 14h. 

"Não nos calarão! Pacificamente e promovendo a reflexão das mulheres e da sociedade, lutaremos por nossos direitos", destaca a organização do evento em Varginha.

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