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TÉCNICAS PRODUTIVAS BRASILEIRAS INSPIRAM SETOR ALGODOEIRO DO ZIMBÁBUE


O setor algodoeiro tem grande relevância para diversas nações africanas, como o Zimbábue, no continente africano, no qual as exportações da fibra são importantes para as trocas comerciais realizadas pelo país. 

Mesmo assim, o mercado nacional de vestuário ainda não é capaz de competir com a venda de produtos importados. Este é um dos desafios que a cooperação com o Brasil poderá contribuir para minimizar.

Neste contexto, especialistas brasileiros foram ao Zimbábue, no final do mês de novembro, para analisar as demandas apresentadas pelo país africano, ao Brasil, para a realização de iniciativas de cooperação técnica para o setor algodoeiro. 

Após receber a solicitação, o Brasil organizou a missão técnica para identificar exatamente quais as áreas prioritárias que poderão ser contempladas pela cooperação técnica. 

Os representantes brasileiros se reuniram com instituições públicas e privadas zimbabuenses e coletaram subsídios para formular uma proposta de projeto nos próximos meses.

A delegação brasileira contou com a participação de técnicos da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (EMATER - MG) e da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (ANATER). 

A equipe se reuniu com o Ministro de Terras, Agricultura e Reassentamento Rural do Zimbábue, que destacou a importância da cooperação brasileira para o desenvolvimento do setor agrícola do país.

O projeto, desenvolvido conjuntamente pelos especialistas brasileiros e zimbabuenses, abordará importantes questões como a necessidade de ampliar o investimento em pesquisa; a capacitação de técnicos para atuar como extensionistas rurais; o desenvolvimento de políticas de crédito e financiamento para pequenos agricultores; a organização de associações e cooperativas; e a valorização do produto nacional no mercado interno. 

Para o representante da ANATER, Leonardo Pereira Batista, o cenário da produção algodoeira no Zimbábue é positivo, o que facilitará a implementação das atividades de cooperação. A iniciativa deverá ser coordenada em conjunto pelas instituições públicas e privadas do país com o objetivo de ampliar o acesso dos pequenos agricultores a políticas e tecnologias.

Cooperação brasileira no setor algodoeiro
ABC e Embrapa desenvolvem projetos de cooperação em cotonicultura com diferentes países no continente africano. A iniciativa “Cotton 4 + Togo”, coordenada pela ABC em parceria com a Embrapa, é desenvolvida no Benim, Burquina Faso, Chade, Mali e Togo; o projeto “Cotton Shire-Zambeze”, também coordenado pela ABC e Embrapa, é feito com os governos de Moçambique e Malawi, desde 2015. 

No caso do Quênia, Tanzânia e Burundi, a iniciativa “Cotton Victoria” é implementada em conjunto com a Universidade Federal de Lavras (UFLA), desde 2016.

O programa brasileiro de cooperação Sul-Sul na área de algodão traz importantes benefícios de cunho político, econômico e técnico para o país. 

O programa vem fortalecendo o apoio dos países parceiros na África e na América Latina às posições do Brasil nos fóruns internacionais, além de projetar o País como líder e fonte inspiradora de desenvolvimento agrícola. 

Os projetos permitem também introduzir variedades brasileiras de algodão em outros continentes, o que contribui para verificar o potencial e a resistência das sementes em diferentes condições.

com assessoria da ABC

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