Pular para o conteúdo principal

SERVIDOR PÚBLICO É ACUSADO DE OBRIGAR PACIENTES DO SUS A REALIZAREM EXAME EM SUA CLÍNICA PARTICULAR

De fevereiro a setembro de 2019, pelo menos 40 pessoas foram lesadas pelo servidor público, que é médico urologista e atende pelo SUS no Centro de Especialidades Médicas de Três Corações

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou um servidor público do município de Três Corações, no Sul do Estado, por corrupção passiva. Ele estaria utilizando o cargo público para obter vantagem indevida ao obrigar pacientes do SUS a realizarem exame de ultrassom em sua clínica particular, ao custo de R$ 130, mesmo com o município oferendo o procedimento gratuitamente pela rede pública de saúde.

Segundo a denúncia, de fevereiro a setembro de 2019, pelo menos 40 pessoas foram lesadas pelo servidor público, que é médico urologista e atende pelo SUS no Centro de Especialidades Médicas (CEM) de Três Corações. Para o promotor de Justiça Victor Hugo Rena Pereira, ele “deveria, especialmente ao atender pacientes carentes, esclarecer sobre a gratuidade do exame feito pelo município, inclusive, sem fila significativa”.

De acordo com a denúncia, durante o atendimento pelo SUS, o médico advertia os pacientes que o ultrassom deveria ser feito em sua clínica. Em alguns casos, informava que o município não fazia o exame gratuitamente. Em outros, dizia que o ultrassom na sua clínica custava 250 reais, mas que daria um desconto. Também chegou a dizer que, se o exame não fosse feito na clínica, o paciente poderia procurar outro médico. Nos pedidos de exame, inclusive, grifava o nome do local para se realizar o procedimento.

Após ouvir alguns pacientes em 2019, o promotor de Justiça concluiu que a irregularidade não se resumia a eles. “O comportamento espúrio do médico repetiu-se, ao que tudo indica, centenas de vezes em 2019, pois habitualmente se valia do cargo público para conseguir pacientes particulares com o objetivo de obter lucro para a sua empresa, servindo-se da desinformação e da fragilidade de pessoas doentes e humildes”.

Segundo o promotor de Justiça, as investigações apontaram que esse modo de agir do médico ocorre há anos. “A conjuntura indica, ainda, que ao longo dos anos o servidor público repetiu essa conduta centenas ou milhares de vezes”, disse. Se for condenado por corrupção passiva, o servidor público pode cumprir penas que variam de dois a 12 anos de prisão e multa, por vez que tenha praticado o crime.

com assessoria do MPMG

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

BOLSONARO CONDENADO

Nesta quinta-feira (11), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por maioria, condenar os oito réus do Núcleo 1 da ação penal 2668, a trama golpista. A AP 2668 tem como réus os oito integrantes do Núcleo 1 da tentativa de golpe, ou “Núcleo Crucial”, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR): o deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF; o general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro (réu-colaborador); o ex-presidente da República Jair Bolsonaro; o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e o general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa. A acusação envolveu os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de E...

TOMBAMENTO DE CARRETA

Tombou, agora, uma carreta de cerveja na Rodovia Fernão Dias (BR-3821), na pista sentido Belo Horizonte, no km 721, na região de Carmo da Cachoeira. A faixa da esquerda está interditada em os ambos sentidos. No momento, trânsito está fluindo sem lentidão. Motorista sem ferimentos graves. Imagens @transitofernaodias *Por Sebastião Filho 

20ª PARADA DO ORGULHO LGBT+ ARRASTA MULTIDÃO EM CONTAGEM

No domingo (2/8), a 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ , que faz parte dos eventos de comemoração do aniversário de Contagem, esteve em grande estilo. Sob o tema “Do Silêncio ao Orgulho: Nossa Voz, Nosso Voto”, a Parada reforçou, mais uma vez, a importância dos direitos LGBT+ e a diversidade no município. A concentração foi na Praça da Glória, que estava preparada com um palco e contou com diversos shows, apresentadores e desfiles. Além disso, a Casa dos Direitos Humanos e o Núcleo LGBT montaram uma tenda, oferecendo suporte e conscientizando à população, dando total apoio no evento. Além de um evento cultural, a Parada LGBT+ é também um evento político. Nesse sentido, foi destacada a importância da Parada LGBT+ de Contagem, principalmente por ser um movimento de resistência, de ocupação das ruas e de se fazer homenagens. Dentre as homenageadas esteve Maria Eduarda Campos, de 22 anos. Ela é professora e foi demitida de uma escola particular de Contagem após familiares descobrirem...