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ALUNA É DESTAQUE NA UEMG DE BARBACENA POR SER A PRIMEIRA TRANS A CONCLUIR CURSO

 Luana Martinelli já defendeu TCC e acredita que um dia todos vencem

O jornalista Iuri Fontora, da Folha de Barbacena, nas Vertentes,, publicou, no último dia 16, uma entrevista com a aluna da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) Unidade Barbacena, Luana Martinelli, considerada a primeira aluna trans a concluir o ensino superior naquela unidade. Confira abaixo a matéria postada na edição online do jornal e um vídeo com a entrevista.

Luana Martinelli, nasceu como Luiz Emerenciano, na cidade de Desterro do Mello, nas Vertentes, ainda em sua cidade natal assumiu-se como transexual. Hoje, aos 46 anos, Luana será a primeira mulher trans a se formar pela UEMG da Unidade Barabacena.

Lulu, como é conhecida, veio para Barbacena na década de 1990, para trabalhar em um comércio de conhecidos de sua cidade natal, no entanto a empresa fechou e Lulu começou a sobreviver como faxineira doméstica, função que exerce até hoje.

A transexualidade não é o único motivo que fez com que Luana sofresse preconceito, ela também, por ser negra, confirma que já enfrentou diversos tipos de discriminação.

“O preconceito, até nos dias atuais, ele existe, as pessoas falam que te adoram, que te amam, mas na verdade eles te querem é longe delas. As pessoas aceitam você convivendo com elas em um encontro, mas para você ter uma convivência diária com elas, eles não querem”, afirmou Lulu.

Luana já apresentou o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e foi aprovada. Seu trabalho tratou sobre o tema das “representações sociais da corrupção para universitários das redes públicas e privadas de Barbacena”, trabalhando com grupos focais. “Passou muito nervosismo, por naquele último momento você não saber como será avaliado. Tive pessoas que me acompanharam como os meus orientadores, os professores Luciano e Diego”, ressaltou.

A já quase cientista social, relata o receio antes de entrar na instituição, mas que percebeu que a realidade de um Campus universitário é mais inclusivo para aceitar as condições das pessoas. “Foi um processo bem complicado pela forma de eu me inserir até mesmo dentro da instituição, porque no começo você pensa como será recebido dentro da instituição e para mim foi uma forma muito acolhedora”, ressaltou.

Prestes a se formar, Luana Martinelli, diz que sempre lutou e teve força de vontade, já que como foi uma pessoa muito oprimida, viu a necessidade de buscar a vitória sempre.

“Eu [quando formar] vou olhar para trás e dizer assim: eu consegui e quero dar exemplo para que outras pessoas também possam conseguir alcançar este patamar que eu consegui”, pontuou.

Lulu sabe que encontrará muitas dificuldades no caminho, mas disse não se abalar mais com o preconceito. “Sejam vocês, não temam aquilo que as pessoas falam e continuem lutando sempre, porque um dia todos vencem”,  concluiu Luana.

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