Pular para o conteúdo principal

OUSEUSE AJUDA NO COMBATE AO CORONAVÍRUS COM A PRODUÇÃO DE MÁSCARAS

Empresa de São Paulo faz pedido de 1 milhão de peças

O isolamento social tornou-se uma das principais armas contra a Covid-19, assim como higienizar as mãos com frequência. Porém, além da saúde, todos os setores da sociedade estão sendo afetados pela pandemia, e o principal deles é a economia. Mas, como dizia Albert Einstein, o famoso físico alemão, autor das teorias da Relatividade e da Física Quântica, "a crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. É na crise que se aflora o melhor de cada um".

De fato, o coronavírus afetou o funcionamento da indústria, comércio e muitas outras áreas da economia. Mas, por outro, está despertando a solidariedade e a criatividade dos empresários. A Ouseuse, por exemplo, uma das maiores empresas de moda íntima de Juruaia, no Sudoeste de Minas, por conta do bem maior de salvar vidas, fez banco de horas de seus colaboradores, suprindo apenas as facções para que estas não fiquem sem renda. “No momento, essa é a atitude certa a fazer. Temos, antes de mais nada, que pensar nas vidas humanas”, explica Rosana Marques, diretora executiva da marca.

Inquieta com a situação, mas resolvida a fazer alguma coisa para ajudar no combate ao coronavírusa, a empresária conta que “começamos a estudar sobre a confecção de máscaras, que dependia de uma série de exigências. Mas, como o governo liberou o uso de máscaras caseiras para toda a população, começamos a confeccionar essa peça - na semana passada - em larga escala aqui na Ouseuse. Oito funcionários estão com aqui com a gente de forma voluntária e está tudo em ritmo acelerado. E, claro, com todas as medidas de distanciamento social e de higiene". 

Rosana conta que, em poucos dias, mais de 5 mil máscaras de TNT (40 gramas – polipropileno) já foram confeccionadas. Desse volume, 350 foram doadas ao Supermercado São João, de Guaxupé, que serão usadas pelos colaboradores. “Como ‘pagamento’, o supermercado repassou 16 cestas básicas que serão doadas para famílias carentes de Juruaia. Essa corrente do bem é muito bacana. Uma boa ação gera outra boa ação. Estamos a todo vapor para ajudar a combater o coronavírus”, diz Rosana.

Novo negócio à vista
Perguntada sobre a possibilidade de se tornar um novo nicho a ser trabalhado, Rosana Marques é enfática. “Sim! Pois as máscaras, a exemplo de países asiáticos que já as utilizam no dia a dia, serão comuns daqui pra frente. Vai se tornar um hábito do brasileiro usar essa proteção contra os vírus. E já estamos estudando a possibilidade de confeccionar, também, gorros e aventais para a área de saúde”.

A empresária, inclusive, já foi contactada por uma empresa de São Paulo, que encomendou 1 milhão de máscaras para os próximos meses. “A Ouseuse não irá conseguir atender sozinha a esse pedido. Por isso, já estou mobilizando outras confecções da cidade, assim como facções, para que possamos atender essa solicitação”. De fato, a todo momento chegam novas solicitações de máscaras em Juruaia, que já totaliza um pedido de 2 milhões. “Essa guinada deu um upgrade na cidade e estão todos muitos animados. Juruaia sempre foi uma cidade unida e, com a crise, estamos mais fortes do que nunca”, diz Rosana.

Como já dizia Isaac Newton, o colega físico de Einstein: “Para toda ação há sempre uma reação”.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ENCERRA-SE UMA ESCOLA!

As exigências que sufocaram 30 anos de educação: quase R$8 mil de aluguel mensal, descontinuidade da educação infantil e o total controle administrativo e político pelo reitor "A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo." Com esta frase, Nelson Mandela descreve a importância do ensino como mola propulsora de uma sociedade bem desenvolvida. E quando o assunto é educação infantil, a importância é maior ainda. É na escola que os pequenos aprendem conceitos como a convivência com outros colegas, das mais diversas características. Da escola surgem os primeiros colegas, aprendem as primeiras palavras, brincam e se encantam com jogos, se jogam em artes, desenhos. 30 anos de história. 30 anos influenciando e marcando vidas. 30 anos educando e sobretudo, ajudando a lançar cidadãos para fazer o futuro do mundo. Lágrimas, surpresa, tristeza, comoção e incertezas tomaram conta da vida de dezenas de famílias nesta semana. Em meio uma situ...

COPASA ATUALIZA SITUAÇÃO DO ABASTECIMENTO DE ÁGUA NO MUNICÍPIO DE LAVRAS

A Copasa informa que a operação da captação de água Rio Grande, na cidade de Lavras, foi retomada na noite desta quinta-feira (27/02), após a conclusão dos reparos na travessia da adutora de água bruta que liga a unidade à estação de tratamento.Neste momento, o sistema de abastecimento já opera com a sua capacidade máxima e a distribuição de água para a cidade está sendo normalizada, gradativamente, com previsão de conclusão até a noite de hoje. Durante esse período, a Copasa conta com a colaboração e compreensão dos clientes que já estão com os imóveis abastecidos, no que diz respeito ao uso consciente da água. Atitudes simples para evitar o desperdício ajudam a garantir a rápida recuperação do sistema e o acesso à água com regularidade para todos. A Companhia segue monitorando a situação e, embora o abastecimento já esteja sendo realizado, alguns clientes ainda relataram intermitências no abastecimento. Nestes casos, a Copasa reforça a importância do registro da ocorrência em seus ca...

COOPERATIVA FORMADA POR MULHERES TRANSFORMA RECICLAGEM EM RENDA E IMPACTO AMBIENTAL EM IJACI

Com apoio da InterCement Brasil, catadoras da Camare ganharam estrutura, capacitação e mais dignidade no trabalho Trabalhar todos os dias no lixão municipal em Ijaci, no Sul de Minas, em condições insalubres, sob sol e chuva. Essa era a realidade de dezenas de mulheres, como Sueli Medeiros e Elisa Salgado, até a criação da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis (Camare), em 2008.  A Camare é uma cooperativa majoritariamente feminina. Lá, as cooperadas se revezam entre a coleta seletiva do lixo na cidade e o trabalho no galpão, onde acontece a separação dos materiais recicláveis por categorias e cores: plásticos, vidros, borracha e outros itens. Esses materiais são prensados e vendidos para empresas da região, garantindo o sustento das mulheres e de suas famílias.  Porém, as catadoras vão além e também separam itens que não são recicláveis, como pedaços de móveis, roupas, colchões e embalagens laminadas. E é aqui que entra a parceria com a InterCement Brasil. Além de...