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UFLA HOMENAGEIA EX-ALUNOS COM AÇÕES VIRTUAIS


Diversas gerações esperam se reunir, a cada cinco anos, na Universidade Federal de Lavras (UFLA), para a comemoração do Jubileu de Ouro e Prata e o jantar do ex-aluno. Mas, neste ano, esse encontro presencial não foi possível devido à pandemia do Covid-19.

Na tentativa de amenizar essa perda, a Universidade tem realizado ações remotas em uma semana especial dedicada aos egressos. Uma delas tem sido divulgar depoimentos de ex-alunos que estão completando o Jubileu de Ouro e Prata, na editoria “Embaixadores” no Facebook oficial da UFLA, no site dos 112 anos da UFLA e na Rádio Universitária, como uma forma de homenagear todos que fizeram parte da sua história. As solenidades tradicionais serão realizadas posteriormente, quando houver a indicação de segurança para realização de eventos com grandes aglomerações.

Um dos ex-alunos da UFLA que comemoram neste ano o Jubileu de Ouro, ou seja, 50 anos de formado, é o professor Magno Antônio Patto Ramalho (do Departamento de Biologia). A sua história na UFLA começou em 1967, quando se tornou estudante de Agronomia, e em 1971 ingressou como professor.

Aos 72 anos, o professor, natural da vizinha cidade de Ribeirão Vermelho, resume a sua vida profissional como “superação de expectativas”. Para ele, por maiores que tenham sido os seus sonhos quando jovem, tudo o que ocorreu em sua vida foi ainda melhor. “Grande parte desses fatos, que marcaram a minha existência, ocorreram graças a ESAL/UFLA. Quando iniciei o curso de Agronomia, não imaginava ser professor. A mudança ocorreu a partir do segundo ano da graduação. O professor da disciplina de Genética à época, certo dia perguntou-me se não gostaria de ficar no seu lugar, pois estava saindo da ESAL”.

O segredo para manter-se satisfeito por tanto tempo na profissão era o estímulo a cada dia em sempre recomeçar com novos desafios. “Não existe rotina nas atividades do professor/ pesquisador. Tudo se renova constantemente, com os estudantes e também na pesquisa, basta querer. Enfim, os 50 anos passaram e nem percebi, parece que foi ontem mesmo”, conclui.

Nesse percurso recebeu diversas homenagens e honrarias pelas contribuições que deu ao ensino, à pesquisa e à extensão. Além das muitas distinções oficiais, o professor recebe com frequência um reconhecimento ainda mais valioso para ele: o agradecimento que vem dos estudantes. A atuação profissional de Magno na pesquisa fica marcada pelos estudos voltados ao melhoramento do feijão, desenvolvidos desde a graduação e geradores de motivação profissional. Se o aumento da produtividade do feijão no Brasil ao longo do tempo teve impactos sociais e econômicos importantes, faz parte do percurso a contribuição desse professor que formou centenas de melhoristas.

Para os próximos anos, o professor é enfático em dizer que “depois de ter vivido tão intensamente, confesso que não tenho muitas expectativas. O que desejo é viver intensamente cada momento, sem se preocupar com o amanhã. Basta viver bem hoje é o suficiente”.

Sobre não poder encontrar fisicamente, neste ano, os seus colegas de ESAL, o professor diz: “Rever os colegas, lembrar dos inúmeros 'causos' e discutir como foram os últimos cinco anos na vida em família e na profissão de cada um é ótimo. A pandemia impediu que o nosso encontro tão esperado dos 50 anos ocorresse na data planejada. Contudo, um problema dessa magnitude não pode e não deve ser desconsiderado. Tenho certeza que iremos nos encontrar em outra oportunidade. Será apenas um adiamento”.

Clique aqui e confira os homenageados,

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