Pular para o conteúdo principal

BUSER ANUNCIA AÇÕES PARA MAPEAR "APAGÃO RODOVIÁRIO" EM MINAS GERAIS

Iniciativa visa democratizar o acesso ao transporte rodoviário intermunicipal, reduzindo ausência de serviço que hoje impacta 30% dos municípios mineiros
Levantamento realizado junto ao SEINFRA-MG aponta que cerca de 30% dos municípios mineiros sequer contam com rotas de serviços regulares com origem e destino em suas rodoviárias.

A Buser, plataforma que conecta viajantes a empresas de fretamento colaborativo para viagens rodoviárias, está trabalhando em uma série de ações no estado de Minas Gerais para democratizar o acesso ao transporte rodoviário intermunicipal.

As iniciativas vão começar com um mapeamento para identificar as principais cidades e trechos do estado que não possuem conexão intermunicipal por nenhum tipo de modal coletivo. Esse será o ponto de partida para a empresa reforçar o plano de expansão focado em promover a inclusão rodoviária dos mineiros por meio do transporte colaborativo - modalidade na qual os viajantes dividem a conta final do frete e conseguem preços até 60% mais baratos do que nos ônibus das rodoviárias.

Com base em dados da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais (SEINFRA-MG) obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, a Buser aponta que há um grande número de municípios sem oferta de transporte rodoviário para se conectarem entre si ou com outras cidades maiores. 

O levantamento junto ao SEINFRA-MG aponta que cerca de 30% dos municípios mineiros sequer contam com rotas de serviços regulares com origem e destino em suas rodoviárias. Os dados mostram ainda que 37% dos municípios atendidos pelo sistema regular têm demanda diária de até 46 passageiros por dia, quantidade suficiente, até o momento, para ser atendida por apenas um ônibus rodoviário convencional - o que pode indicar uma certa demanda reprimida no sistema, sendo a questão do preço um impeditivo para se viajar mais.

“Promover serviços de transporte melhores e a preços mais acessíveis para a população é a nossa missão. É a verdadeira inclusão que buscamos”, afirma Marcelo Abritta, fundador e CEO da Buser.

Em três anos de operação, com foco em segurança e preço justo, a Buser vem crescendo rapidamente. Já são mais de 3 milhões de usuários cadastrados na plataforma. E mais de 2 milhões de viagens realizadas.

A iniciativa da Buser para reduzir o “apagão rodoviário” só é possível por causa da evolução da regulação do setor em Minas. Em janeiro deste ano, o Governo do Estado de MG publicou um decreto (nº 48.121) que retirou entraves e abriu caminho para que as empresas de fretamento colaborativo de viagens rodoviárias pudessem atuar livremente no estado, possibilitando maior concorrência ao setor e, consequentemente, mais opções aos viajantes.

O decreto acaba com a obrigatoriedade da realização do chamado “circuito fechado”, artifício que: a) obrigava essas empresas a realizar viagens de ida e volta sempre com o mesmo grupo de passageiros; b) exigia que as listas de passageiros fossem divulgadas para os órgãos de fiscalização com muita antecedência.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

VARGINHA COMEMORA AVANÇO NA CONCESSÃO DO CORREDOR FERROVIÁRIO MINAS-RIO

Varginha celebra um importante avanço para o futuro da infraestrutura ferroviária da região. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, na última quinta-feira (27/8), a versão definitiva do edital de concessão do Corredor Ferroviário Minas-Rio, que possui cerca de 733 quilômetros de extensão atualmente operados pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A concessão prevê a divisão do corredor em dois lotes. Um deles compreende o trecho entre Iguatama (MG) e Barra Mansa (RJ), incluindo o ramal ferroviário entre Varginha e Lavras, o que representa uma perspectiva importante para o município e para toda a região do Sul de Minas. O segundo lote contempla o trecho entre Barra Mansa e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Pelo modelo de concessão, o futuro operador será responsável pela manutenção, recuperação e modernização da infraestrutura ferroviária. Também deverá apresentar, no prazo de até dois anos, um plano de recapacitação da ferrovia Para Varginha, a medida é vista com e...

POÇOS DE CALDAS AVANÇA NA ORGANIZAÇÃO DO ECOSSISTEMA LOCAL DE INOVAÇÃO

Desenvolvido com apoio do Sebrae Minas, plano de ação reúne empresas, instituições e poder público para definir iniciativas e fortalecer oportunidades de inovação O Sebrae Minas apoiou, na última sexta-feira (28), o lançamento do Plano de Ação do Ecossistema Local de Inovação (ELI) de Poços de Caldas, no Sul do estado. Apresentado no Centro Administrativo, o documento define prioridades para fortalecer a inovação no município e ampliar a conexão entre empresas, instituições de ensino e pesquisa, ambientes de inovação e poder público. Cerca de 40 representantes participaram do encontro. A proposta é aproveitar melhor as competências e estruturas já existentes na cidade, estimulando parcerias e novas oportunidades de negócios. O plano também orienta os próximos passos do ecossistema, com ações voltadas à integração dos diferentes atores e ao desenvolvimento de soluções para o território. Diagnóstico e oportunidades A primeira etapa do trabalho foi conhecer melhor o ambiente de inovação d...

JUSTIÇA ELEITORAL ACOLHE PEDIDO DO MPF E INDEFERE REGISTRO DE CANDIDATURA DE EDUARDO CUNHA EM MINAS GERAIS

Decisão acatou tese sobre inelegibilidade decorrente de cassação de mandato parlamentar O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) indeferiu, na tarde desta quinta-feira (3), o registro de candidatura de Eduardo Cunha (Republicanos) ao cargo de deputado federal por Minas Gerais. A decisão atendeu a pedido de impugnação do Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral), sustentado na tese de que o ex-presidente da Câmara dos Deputados permanece inelegível devido à cassação de seu mandato parlamentar. A Corte acolheu o entendimento do MP Eleitoral quanto à contagem do prazo de inelegibilidade referente à perda do mandato em setembro de 2016, decorrente de quebra de decoro parlamentar na Câmara dos Deputados. A defesa sustentava que o prazo de oito anos havia expirado em setembro de 2024. No entanto, prevaleceu a tese ministerial de que a contagem do prazo de inelegibilidade tem início somente após o término da legislatura original — ocorrido em janeiro de 2019 —, mantendo a res...