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VLI ASSINA PACTO EMPRESARIAL CONTRA A EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NAS RODOVIAS BRASILEIRAS

A principal estratégia é sensibilizar os caminhoneiros para atuarem como agentes de proteção

A VLI – companhia de soluções logísticas que opera terminais, ferrovias e portos – anuncia que assinou o Pacto Empresarial contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Brasileiras. O pacto, proposto pela Childhood Brasil, em parceria com o Instituto Ethos e apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT), tem como principal estratégia sensibilizar os caminhoneiros, para que atuem como agentes de proteção dos direitos de crianças e adolescentes, com foco no enfrentamento da exploração sexual.

Para que isso ocorra, a VLI participará do Programa Na Mão Certa que, em 10 anos de atuação, orientou mais de um milhão de caminhoneiros, o que representa cerca de 50% dos profissionais do Brasil. Para a gerente de Responsabilidade Social da VLI, Maria Clara Fernandes, o pacto contribuirá com a conscientização e a sensibilização de toda a cadeia, especialmente dos empregados da VLI e dos caminhoneiros que circulam pelos oito terminais da empresa, tornando-os agentes de proteção dos direitos de crianças e adolescentes.

“Sabemos do papel social que a VLI tem, principalmente nas regiões onde atua. Ao assinar este pacto, estamos reafirmando nosso compromisso com o legado social e com a preservação dos direitos humanos. Unindo forças com a Childhood Brasil, todos os nossos empregados e parceiros de negócio atuarão no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes”, ressalta.

Segundo a consultora do Programa Mão Certa, Ane Ramos, o caminhoneiro é aquela pessoa que está nas estradas, circula no Brasil inteiro, e pode ser um grande parceiro caso presencie uma possível exploração. “Sensibilizado e orientado, esse motorista será aquela pessoa que falará não, caso seja abordado por uma criança ou mesmo por algum pai, perceberá que há outra forma de ajudar e fará a denúncia.” O programa atua para que as empresas olhem este profissional com mais atenção e cuidados, considerando a importância e o valor do trabalho realizado na economia brasileira, além de um cidadão com grande potencial de transformar a realidade da proteção da infância e adolescência.

Ane completa que a sociedade como um todo é responsável por garantir os direitos de crianças e adolescentes. Fazer campanhas, mostrar o papel que cada um pode ter nesse enfrentamento e apontar canais de denúncias, como o Disque 100, são formas de combater a exploração sexual e tornar os registros, hoje ainda subnotificados, mais reais.

Pesquisa
Em 2015, pesquisa encomendada pela Childhood Brasil atualizou os dados sobre o perfil do caminhoneiro realizado nos estudos anteriores, em 2010 e 2005. Foram entrevistados 572 caminhoneiros nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Pará, Rio Grande do Norte e Sergipe, entre profissionais aleatórios e funcionários de empresas. Um dos dados mais significativos é a diminuição no número de adultos envolvidos no sexo com crianças e adolescentes.

Quando questionados se já saíram com crianças ou adolescentes, 87,3% dos entrevistados disseram que não, contra 82,1% em 2010, e 63,2% em 2005. A pesquisa mostrou, entretanto, que houve uma oscilação na consciência dos caminhoneiros em relação à exploração sexual de crianças e adolescentes: 25,4% disseram saber que essa prática é errada na pesquisa de 2015, enquanto em 2010 esse percentual foi de 37% e, em 2005, de 20,8%. Por outro lado, houve um aumento no número de motoristas que já utilizaram o Disque-Denúncia: 6,8% em 2015, contra 4,9% em 2010, e 1,3% em 2005.

Compromissos
Ao se tornar signatária do pacto, a VLI se compromete a: intervir com ações e procedimentos junto à rede de serviços de transportes e aos prestadores de serviços ligados ao setor de transportes, levando o caminhoneiro a atuar como agente de proteção; participar, como signatário deste pacto, de campanhas de enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras, em caráter contínuo e permanente; criar mecanismos nas relações comerciais que estabeleçam compromissos com seus fornecedores, especialmente aqueles diretamente envolvidos com a cadeia produtiva dos serviços de transporte para que, igualmente, cumpram os princípios e compromissos deste pacto; informar e incentivar todas as pessoas que integram as estruturas da empresa ou entidade a participar das ações de enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras; apoiar, com recursos próprios e/ou do Fundo da Infância e da Adolescência (FIA), projetos de reintegração social de crianças e adolescentes vulneráveis à exploração sexual comercial ou vítimas dela, garantindo-lhes oportunidade para superar sua situação de exclusão social; monitorar a implementação de todas essas ações e o alcance das metas propostas, tornando públicos os resultados desse esforço conjunto.

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