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PEQUENOS NEGÓCIOS MINEIROS CRIARAM MAIS DE R$177 MIL EMPREGOS NESTE ANO

Saldo de vagas no segmento aumentou 428% em relação ao mesmo período de 2020, motivo de comemoração neste 5 de outubro, Dia da MPE

No Dia da MPE, comemorado neste 5 de outubro, Minas Gerais se destaca como o segundo estado do país em número de pequenos negócios e na geração de empregos pelo segmento. São mais de 1,8 milhão* de empreendimentos, que respondem por 61% dos empregos formais no estado. Somente de janeiro a agosto deste ano, as MPE criaram cerca de 177 mil postos de trabalho, mais que o dobro gerado pelas médias e grandes empresas. Em relação ao mesmo período de 2020, o saldo de empregos nas MPE mineiras aumentou 428%.

Seis em cada 10 pequenos negócios em Minas Gerais são microempreendedores individuais (MEI). Dos mais de 213 mil estabelecimentos de micro e pequeno porte abertos no estado neste ano, até 10 de agosto, quase 82% são MEI. 

“De janeiro a agosto, tivemos um aumento de 10% no número de novos MEI em Minas. Isso é um dos reflexos da pandemia, já que milhares de pessoas precisaram encontrar uma nova fonte de trabalho e renda para driblar a crise. Por outro lado, muitos também identificaram oportunidades de empreender e aproveitaram o momento”, lembra Afonso Maria Rocha, superintendente do Sebrae Minas.

Apesar dos impactos econômicos causados pela pandemia, mais de 80% dos pequenos negócios de Minas Gerais sobreviveram à crise. Destes, 27% conseguiram manter ou aumentar o faturamento no período, de acordo com a 12ª Pesquisa o impacto da pandemia de coronavírus nos pequenos negócios. 

“Por ter uma estrutura mais enxuta e processos menos complexos, os pequenos negócios conseguem se adaptar mais facilmente às mudanças e se reinventar”, afirma Rocha.

Taxa de empreendedorismo
A pandemia do coronavírus despertou nos brasileiros o desejo de ter um negócio próprio no próximo triênio. De acordo com o relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2020, realizado no Brasil pela parceria entre Sebrae e o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ), a taxa de empreendedorismo potencial, composta por cidadãos que não têm um negócio, mas pretendem abrir uma empresa em até três anos, teve um incremento de 75%, passando de 30%, em 2019, para 53%, em 2020.

“A pesquisa fez uma estimativa de que 50 milhões de brasileiros que ainda não empreendem querem abrir um negócio. Desse total, 1/3 teria sido motivado pela pandemia”, pontua o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Segundo ele, a falta de emprego causada pela pandemia do coronavírus pode ter motivado os brasileiros a considerarem mais seriamente a ideia de ter um negócio próprio em um determinado espaço de tempo.

Ainda de acordo com a GEM, a formalização entre os empreendedores brasileiros teve um incremento de 69%, entre 2019 e 2020. O total de empreendedores com CNPJ, entrevistados pela pesquisa, passou de 26% para 44%, o maior crescimento dos últimos quatro anos. Em 2017, 15% dos empreendedores eram formalizados e, em 2018, 23%.

*Fonte: Receita Federal (julho/21)

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